Arquivo da categoria: Parabéééénnnns!

Bate-e-volta em Brasília

Bom dia!

Não sei o que mais me assombra hoje.

a) As phynas palavras do Ministro Dias Toffoli dirigidas ao jornalista Ricardo Noblat, ou

b) Na coluna de ontem de Cláudio Humberto:

Ninguém merece

 Um funcionário do Serviço Médico e uma camareira, que até fazia as malas de Dilma para sua viagens, não suportaram o esculacho cotidiano: deixaram o presidência da República após crises nervosas.
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Só não mexam no meu quarteirão

Ontem teve marcha contra a corrupção em várias cidades do país, e tal. Eu continuo com o meu “Cansei”, sabe?

Cansei também de marchas, de clamores, de opiniões óbvias e tudo o mais. Cansei da impossibilidade de mudar qq. coisa. Política no Brasil é extensão do presídio: com as raras exceções, só entra nela quem não tem perspectiva de vida. E, se tem, envereda todo o seu potencial para o jabaculê nacional – criar empreiteiras segundo seus contatos, por exemplo.

Bem, as tais marchas foram todas bem. uita gente crédula, e tal, à exceção de São Paulo. Tenho a impressão de que desafiar a polícia virou tara por aqui – criar um confronto só pra rolar uma adrenalina e poder contar pros netos como grande feito.

Eu sei lá que tipo de gente “sobrou” depoi da marcha de ontem na Paulista, mas tenho certeza que invadiram a faixa de propósito.

Porque aqui é o seguinte: pode fazer tudo, até protesto pelo uso holístico do orégano. Podem até ser freiras caminhando e cantando em busca de um mundo melhor.

Mas não violem o ÚNICO mandamento pétreo de nossos costumes: invadir faixa da Paulista que não estava combinada.

Nessas, não interessa: até o Papa leva bala de borracha no lombo se resolver se meter a engraçadinho.

  • Foto do Estadão, com um brinde de conjugação verbal na legenda.

Um terceiro aeroporto, façavor!

Rápida declaração do governador Geraldo Alckmin sobre a necessidade antiga de um terceiro aeroporto em São Paulo. (Aqui, na Jovem Pan on Line.)

Pela moleza de raciocínio do governo federal, capaz de só em 2095 concluírem ser necessária a bagaça.

PS.: Setor aéreo mundial critica a privatização petista. Motivo simples: non ecziste sanduíche de graça. Leia o texto do Estadão:

GENEBRA – A privatização dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília na segunda-feira significará passagens ainda mais caras e maiores impostos para as empresas aéreas. Foi assim que o setor aéreo mundial reagiu ao processo no Brasil, atacando abertamente o governo por ter adotado um modelo que ameaça prejudicar a indústria aérea e ainda não resolver o problema da falta de eficiência dos aeroportos nacionais.

A Iata – entidade que reúne as 280 maiores empresas do mundo – denuncia a falta de transparência no processo e diz que a inflação no preço da compra, comemorado pelo governo, não conseguirá ser compensado apenas com a exploração dos três aeroportos e acabará em novos impostos para os passageiros.

Numa avaliação interna feita pela Iata e obtida pelo Estado, o processo da venda dos aeroportos provocou “forte preocupação” no setor privado. A entidade constatou que o valor das vendas foi muito acima do antecipado, chegando a R$ 24,5 bilhões, contra uma base de R$ 4,45 bilhões. Além disso, os contratos de concessão estipulam investimentos de R$ 16,2 bilhões nos três aeroportos.

Para a Iata, não haverá como recuperar esses recursos apenas na exploração da licença dos aeroportos, e o resultado será maiores impostos para todos. “Mesmo considerando que uma quantidade substancial de recursos pode ser atingida por meio de melhorias na eficiência dos aeroportos, em especial em Guarulhos, é difícil conciliar o montante pago com o potencial de receita”, alertou a entidade. “Essa diferença é de grande preocupação para a indústria”, indicou.

O que preocupa as empresas é o fato de que os impostos sobre combustíveis, sobre o espaço para escritórios e outros serviços “deixam espaço para interpretação”. Na prática, temem que a margem de manobra nesses setores abra a possibilidade de que esses impostos sejam elevados.

Para Perry Flint, chefe de Comunicações Corporativas da Iata nas Américas, um dos temores vem justamente do histórico da empresa sul-africana Acsa, que faz parte do consórcio que venceu a licitação do Aeroporto de Guarulhos. Segundo ele, uma das primeiras medidas dessa companhia na África do Sul foi elevar de forma dramática os impostos quando assumiu nove aeroportos no país há uma década.

Preço alto

Segundo a Iata, o problema dos aeroportos do Brasil não é o fato de que as taxas aeroportuárias são baixas. “O problema é a baixa eficiência”, disse Flint. Um levantamento feito pela indústria revela que, na realidade, Guarulhos está entre os aeroportos mais caros do mundo. Para o pouso e decolagem de um avião A330, Guarulhos cobra taxas que seriam 93% superiores às do Aeroporto de Miami. O aeroporto também é 27,5% mais caro que o movimentado Charles de Gaulle, em Paris. Em comparação com o Aeroporto de Cingapura, Guarulhos é 2,5 vezes mais caro.

“É por isso que vamos monitorar essas negociações entre os operadores e os usuários”, alertou Flint. Segundo ele, porém, não ajuda o fato de o governo ser o mesmo tempo o regulador dos aeroportos e ainda receber parte dos lucros. “Isso dará margem para muita coisa. Antes e durante o processo de concessão, a Iata expressou suas preocupações em relação à estrutura da privatização, que deixa o governo na posição de ser parceiro dos novos proprietários e regulador.”

Transparência

Os problemas não se limitam aos impostos. Para as empresas, se elas serão taxadas, queriam pelo menos ser consultadas no processo. Mas nada disso ocorreu, segundo a Iata, que agora acusa o processo de “não ter sido transparente”.

“Uma das grandes preocupações para o futuro é a falta de transparência e a falta de participação de empresas nos processoa de regulação econômica, nos planos financeiros e no desenvolvimento de taxas”, disse.

Aluguéis pela hora da morte…

Do G1:

Os preços dos contratos novos de aluguel na capital paulista subiram, em média, 2,2% em outubro em relação a setembro, aponta pesquisa divulgada nesta quarta-feira (23) pelo Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP). A variação acumulada no período de 12 meses foi de 19,66%, a maior alta desde o início da pesquisa, em janeiro de 2005.

“Isso mostra que não há um estoque suficiente de imóveis para se alugar na cidade, situação que não deve ser revertida em curto prazo”, diz Francisco Virgilio Crestana, vice-presidente de gestão patrimonial e locação do Secovi-SP, em nota.

Os tipos de imóveis que apresentaram a maior alta de preço em outubro, frente a setembro, foram as residências de 1 e 2 quartos, que subiram em média 3% e 2,5%, respectivamente. Os apartamentos e casas de 3 dormitórios ficaram com seus valores estabilizados em outubro, aponta a pesquisa.(íntegra).

Opas! Mas esse é o tipo de informação que merece um belo de um parabéns, não? Algum tererê existe nisso aí. Cadê aquele povo todo que comprou seu imóvel a crédito exorbitante durante todos esses anos de messianismo petista?

Pra mim, isso ainda é resultado da especulação. Ninguém vai me dizer que toda a oferta explosiva de imóveis dos últimos anos era pra quem não tem casa própria. Muita gente foi comprando lançamento um atrás do outro e agora tenta faturar a vida de pernas pro ar, como é a tradição e a vocação nesse Brasilzão de meu Deus.

Ontem fofoquei com os porteiros e soube de um imóvel aqui no prédio, sem qualquer melhoria, à venda por uma quantia proibitiva e ridícula para as características do prédio e para a área onde está. E assim é em qualquer buraco da cidade e do país, e acaba que os aluguéis vão junto.

Bons tempos se foram em que eu alugava um apartamento lindo, a metros daqui, e me dava muito bem com a proprietária – Dona Dora, rainha do frevo e do maracatu – , que meses depois de minha saída confessou que nunca teve inquilina tão bacaninha como eu (traduzindo: nunca atrasei pagamento e não lhe afanei os espelhos de interruptor ao sair).

Houve até uma vez, nos belos tempos do início do Real, em que os aluguéis deram uma baixada, sobre o que nos entendemos muito bem e passei a pagar menos. Um tempo de civilização que não volta mais…

Tenho até um mimo, uma herança daquele apartamento: a torneira elétrica da pia da cozinha. Eu elogiava tanto a qualidade dela (desmontei e montei algumas vezes pra tirar o azinhavre, e quando saí do apê, entreguei a ela solenemente duas resistências novas para eventual reposição) que Dona Dora, quando da reforma para voltar a morar lá, me deu a bichinha.

Tá aqui, funcionando direitinho, no tanque…

Ei!!!!!!!

Só agora estou ouvindo (repeteco de ontem) o pronunciamã de Dilma sobre o “Melhor no Sírio”, com ares de advento revolucionário.

Déééélma acaba de dizer que vão fazer percerias com hospitais particulares de ponta, que cuidarão da gestão não sei do quê.

Até onde sei, isso foi ideia implantada aqui na cidade (e, claro, devidamente pichada pelo PT).

Stalker critica mas imita. Com a diferença que, desta vez, o governo federal vai dar “aquele jeitinho” pra passar a mão grande onde puder nessas parcerias.

Memória de peixinho dourado

Editorial do Estadão:

O governo está fazendo um jogo perigoso com a inflação e o grande perdedor, a médio prazo, será o trabalhador. Em vez de combater as causas do problema, as autoridades financeiras resolveram adotar medidas de curto alcance para atenuar temporariamente a alta dos preços e dos índices. Com isso, disfarçam os problemas e mantêm aberto o caminho para novos cortes de juros e para a gastança. Ao mesmo tempo, o senador petista Lindbergh Farias, orientado por economistas ligados ao Executivo, defende no Congresso um projeto para incluir entre as funções do Banco Central (BC) estímulos à geração de empregos e ao crescimento econômico. Ninguém deve iludir-se. O objetivo não é tornar o BC brasileiro parecido com o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), mas sujeitá-lo aos interesses políticos do governo. A diretoria do BC, em outros tempos ciosa de sua autonomia operacional, assiste sem reação a essas manobras e até aceita a perda de status da instituição. Pior para o brasileiro comum, porque o seu rendimento jamais acompanhará uma inflação acelerada. (continua)

Pois é, né? Tudo de boldo, então.