Uma visão evangélica do mundo

Entrevista interessante com Clodovis (nem sei como se pronuncia esse nome) Boff, irmão de Leonardo Boff, sobre a Teologia da Libertação e de como a rejeita hoje. Um trechinho e o link:

Nos dois documentos que publicou, Ratzinger defendeu o projeto essencial da Teologia da Libertação: compromisso com os pobres como consequência da fé. Ao mesmo tempo, critica a influência marxista. Aliás, é uma das coisas que eu também critico.

No documento de 1986, ele aponta a primazia da libertação espiritual, perene, sobre a libertação social, que é histórica. As correntes hegemônicas da Teologia da Libertação preferiram não entender essa distinção. Isso fez com que, muitas vezes, a teologia degenerasse em ideologia. […]

A igreja não é como a sociedade civil, onde as pessoas podem falar o que bem entendem. Nós estamos vinculados a uma fé. Se alguém professa algo diferente dessa fé, está se autoexcluindo da igreja. […]

Bento 16 garantiu a fidelidade ao concílio. Ao mesmo tempo, combateu tentativas de secularizar a igreja, porque uma igreja secularizada é irrelevante para a história e para os homens. Torna-se mais um partido, uma ONG. […] (íntegra)

Vale a pena dar uma lida. Não entendo de catolicismo, mas aprendi alguma coisa sobre Evangelho. Como o “a César o que é de César”, que não se resume a moedinhas. E que o Evangelho é algo bem acima de condições financeiras. Salvação é para os ricos também, e essa é uma das portas aparentemente “ilógicas” para entender a coisa.

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