Haddad assume taxa da coxinha

Não só a taxa da coxinha, mas a sobretaxa do lixo, da luz e o baralho a quatro. Na Folha de hoje:

Haddad diz que ajudou a criar taxas por ordem de Marta

O candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, reconheceu ontem ter participado da criação das taxas do lixo e da luz na gestão Marta Suplicy (2001-04), mas atribuiu à ex-prefeita a decisão de impor os tributos.

O petista era chefe de gabinete da Secretaria de Finanças na época. Ele vem tentando se desvincular do tema, que é apontado como um dos motivos das derrotas de Marta nas últimas eleições.

“Houve uma encomenda do gabinete da prefeita e nós executamos a encomenda. Houve uma decisão política do gabinete de que a cidade estava quebrada. Nós não tinha recursos para absolutamente nada”, disse Haddad ontem, à TV Estadão.

“Houve uma decisão política da prefeita de aumentar a arrecadação e isso foi feito”, acrescentou.

Em março, a Folha publicou registros da Câmara Municipal que mostravam que o candidato foi escalado para convencer os vereadores a aprovar a criação das taxas. Na ocasião, ele disse que “cobrar uma taxa por um serviço efetivamente prestado” era “socialmente correto e justo”.

Justo seria se o lixo e a luz não estivessem já embutidos no IPTU. O que Haddad fez foi cobrar duas vezes do cidadão.

E se “cobrar uma taxa por um serviço efetivamente prestado” era “socialmente correto e justo”, por que está espinafrando Kassab e Serra por causa da taxa da Controlar? (ver na mesma matéria, adiante).

Sua defesa tipo Nuremberg, de que estava cumprindo ordens, não cola. Secretaria de Finanças que preste se dedica a encontrar formas de sanear gestões do tipo terra arrasada. Serra pegou o abacaxi petista e conseguiu. Mario Covas também.

Marta e Haddad não conseguiram. Não sabem lidar com dinheiro.

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26 opiniões sobre “Haddad assume taxa da coxinha”

  1. Ah, a cidade estava quebrada?

    Mas a que tempo da gestão as tais taxas foram criadas? Posso estar enganado, mas foi lá pela metade do mandato, não foi?

    Se foi na metade do mandato, então o argumento de que a cidade estava quebrada é falho na medida em que essa quebra se deu dentro daqueles 2 anos em que a prefeita devia saneá-la.

    E se recebeu a cidade em estado crítico, a recebeu de quem? De Celso Pitta, expoente do malufismo… e quem o Sr. Maluf apóia nestas eleições, inclusive com confraternização e foto com o Sr. Luiz Inácio Lula da Silva e o Sr. Haddad?

    Ademais, atos de uma administração não podem ser atribuídos apenas à chefe do executivo como quer o Sr. Haddad, porque ela é do mesmo partido que ele. Atos de aumento de impostos são atribuídos à ideologia partidária, logo, foi o PT quem aumentou os impostos por acreditar nisso, é a mesma lógica que se aplica ao PSDB, que elevou a carga tributária de 22 para 32% do PIB nos 8 anos de FHC, coisa que o PT só não continuou a fazer porque constatou que era impossível que desse resultado adicional em razão do limite suportado pela sociedade.

  2. É a taxa da coxinha e taxas para todos os lados e túneis que não se encontravam, quando da gestão dele e da ex-prefeita.
    Agora, a campanha dele está falando de um tal de bilhete único mensal…
    Será que servirá para comprar coxinha?
    Tem cada coisa…

  3. Pois é Leticia. Só quero ver qual vai ser a hora do Serra perceber que a casa dele está caindo. A voz do molusco-chefe aparece todo santo dia na rádio no programa do Haddad metendo o pau na administração do Serra. Bate na tecla de que Serra abandonou a prefeitura e mente como só um petista de carteirinha consegue fazer. Ou o Serra começa a mostrar as bobagens petistas na cidade – exatamente como você citou – ou vamos ter que torcer para o Russomano no segundo turno.

  4. E Fernando Henrique, aonde anda?
    A desconstrução de sua imagem pelo petismo deu certo?
    Será que reconciliou-se com o velho e retrógrado socialismo praticado pela craca vermelha e resolveu renegar Serra? Perguntas…Incômodas perguntas…

  5. FHC não deve estar alheio a nada do que esteja ocorrendo. Pelo contrário. Na realidade, nos tempos em que o partido do governo federal o colocou na categoria dos “a serem esquecidos e anulados da história” ele defendeu-se praticamente sozinho. E venceu. Não lograram desconstruir a imagem de FHC e estão vendo o real do que foram as duas gestões depois de FHC e a atual, que está perdendo o destaque para o México como emergente confiável.

    Na campanha atual do Serra, há um aspecto bom, qual seja, ele aparece calmo e saber o que está a fazer e fazendo. A ver, porém, pois a situação começa a ganhar ares de estar próxima do ponto de não retorno. Uma reversão, em situação assim, não é impossível.

    Que o candidato ungido pelo federal iria crescer não havia dúvida. Mas, já abriu que apenas seguiu ordens para criar as taxas sobre coxinha e outras. E todo mundo sabe como e ex-prefeita dava suas ordens. Assim, ele não está a ponto de cantar muito alto, não.

  6. Pois é, Dawran. Mas o povão tem memória curta ou não a tem.
    A patuléia vive o aqui e agora. Os desinformados e inconscientes preferem acreditar na mentira da hora que aparece na telinha, a questionar a veracidade dos fatos.
    Acredito que dá Serra X Russomano no segundo turno.
    Agora, adivinhe em quem a PTelhada vai descarregar os votos?

  7. Luiz Schuwinski, sim, parece mesmo que a memória quanto de mais curtíssimo prazo rende mais. Ou seja, ao avesso: deixa o melhor do médio a longo prazos e busca o pior no curto e curtíssimos prazos, pois seria o que ele, em tese, lembraria mais facilmente.
    Pode ocorrer isso, sim. Por isso, é necessária uma campanha que mostre poucas dúvidas do que queira fazer e o que já fez etc.
    Por exemplo, não foi fácil entender o Plano Real e este teve grande repercussão, pois, no curtíssimo prazo, a carestia recuou de forma efetiva.
    Já no Cruzado, pela precariedade do congelamento de preços e salários, naufragou como estabilizador e como esteio de popularidade.
    O Collor I e II, foi também impossível de entender e durou o tempo em que a ministra da Economia de então, não conseguia explicar que havia congelado o M4, o agregado monetário mais elevado. Ou seja, tentaram sufocar a inflação retirando liquidez do mercado e acabaram liquidando com a credibilidade da estabilização.
    Já no plano Municipal, o que Serra já realizou, já era. Já está incorporado no dia a dia das pessoas. Agora, há outras demandas trazidas pela migração, pela Cidade estar consolidando-se como base de serviços, dos mais sofisticados aos mais simples.
    Não será um “bilhete único mensal” que vai lograr que a mente do eleitor comum capte seus eventuais benefícios. Exceto se ficar claro para que servirá. Ou se ninguém explicar, de modo simples, que a maioria, ou muitas dessas coisas já existem e não precisam de bilhetes para poder frequentar. Eis o desafio.

  8. Outro aspecto, Luiz Schuwinski, o eleitor médio das grandes e médias cidades, isso por serem as mais disputadas em termos eleitorais, está endividado. O nível salarial para formados no nível superior parece estar, em boa parte, mais condizente com tarefas e salários para níveis de segundo grau. Por exemplo, muitos formados no nível superior demandam concursos de nível médio.
    Creio que tal leitura já foi feita por todos os candidatos. Mas, não custa lembrar que ficar de bobeira, é derrota na certa.

  9. Se o candidato do PSDB fosse o Andrea Matarazzo ele estaria na frente, Serra foi um erro, apesar de ser disparado o melhor candidato entre os que disputam a prefeitura de SP.

    O PT está se aproveitando de sua renúncia quando era prefeito, o fato é este.

    O PSDB ainda não está derrotado, só precisa aprender a defender o que representa de bom para o país, que é o controle da inflação e o fato de ter domado a expansão dos déficits orçamentários, mesmo que por meio de aumento brutal de impostos, até porque issoé outro assunto.

    E paroquialmente, o PSDB deve defender o que Kassab fez de bom, que não foi pouca coisa… pode não ter sido um grande prefeito, mas também não foi uma Marta Suplicy da vida, afinal!

  10. É complicado mesmo entender cabeça de eleitor.
    Infelizmente a maioria vai pela empatia que emana do candidato e pelo visual engendrado nas trucagens dos marqueteiros. É mais fácil pra digerir, porque pensar, dói.

  11. Daí passou a roubar, né, Fábio…

    Dawran, 150 ou 140 pilas assim, cash, no início do mês, dá pra fazer taaaaaanta coisa… Celso Daniel que o diga.

    Deus me livre, Claudio!!! Se isso acontecer me mando pra São Cristóvão e Névis, toc, toc, toc!

    Schu, já acharam vídeo de Russomanno bulindo no Carnaval. Daí lá vai a turminha da moral e dos bons costumes universais eleger o candidato…

    Dawran, cê viu que a inadimplência já está chegando no nível de povinho cortar despesa, né? O bolo ainda não chegou no ponto, e Dilma insiste e abrir a porta do forno, sugerindo mais e mais consumo.

    Que nada, Fábio, o Andrea é conhecido e respeitado, mas no limite do mundo conhecido da cidade. Será eleito vereador, e tals, mas – apesar de meu desejo pessoal ter sido esse – pra prefeito não dava, não. Ele, como Soninha – cada um no seu estilo – não “fala” ao rebotalho baixo e médio da cidade. Povão gosta mesmo de canalha e de uma coisa que minha ascendência nobre e elegã não permite dizer aqui.

    Schu, você olha a propaganda dos vereadores, é de sentar na calçada e chorar. Eles SÃO a representatividade da cidade.

  12. Aí eu discordo.

    Porque o Serra também não é um político “popular”, se a gente olhar bem, ele também não fala ao “rebotalho”, a diferença é que por ter sido varias vezes candidato a presidente ele é conhecido.

  13. Bem, o Serra falou ao rebotalho, sim. Tanto é que ao longo das últimas eleições, a “zona conhecida” da cidade, no mapa eleitoral, ampliou-se, ficando o PT bem lá nas beiradas mesmo. Lembra quando ele agradeceu aos pobres de Sapopemba? Pousé. Hoje estive na UBS e logo depois peguei o carro. No posto de saúde, tudo bem em paz, com direito a solidariedade do médico num contratempo administrativo. E no carro…, bem, ele morreu (tinha de ajustar coisas no mecânico desde agosto e acabei não indo, esse o motivo). Dois homens da CET me ajudaram a retirar o carro da via, foram superfofos, tipo de gente que pode sentar pra almoçar com você. Esses serviços (prefeitura e estado) funcionam bem, pra todo mundo. Acho que as pessoas percebem. Agora, se resolverem que Serra está velho, que fiquem com as alternativas. Depois me contem como as coisas estão.

  14. Ah, Serra simplesmente fala grego pro resto do país. Não adianta mesmo. Precisa ser um cara de camisa florida, suado e com boa dose de canalhice.

  15. Olha, Lets, dentro de nossa “democracia federativa”, as Câmaras Municipais são as “contra-indicações” do sistema. Na prática não servem pra nada.
    No Brasil a vereança é encarada somente como um trampolim para galgar voos maiores dentro da carreira política. É um atalho para o ‘dolce far niente’ macunaímico.
    Caso a ‘mardita’ edilidade fosse extinta, o país economizaria bilhões que seriam melhor aproveitados pelos 5.650 municípios brasileiros.

  16. O que pesa contra o Serra é a incoerência de ter renunciado com 1 ano e 4 meses de mandato, o fato é este e não que eu queira me gabar, mas eu avisei… Mas eu devo ter errado, porque disse aqui mesmo que ele perderia a eleição, mas eu mesmo não à vejo perdida, desde que o PSDB bata forte no Russomano, o que significa descer o saltinho e adentrar na baixaria pura e simples, até porque é só isso que o povão entende, afinal, quem acha que música sertaneja e funk são cultura, tem mais é que ser tratado na base do esculacho mesmo.

    Mas perdido não está… Haddad é fraquíssimo e Russomano pode ser desconstruído…

  17. Não creio ser solução extinguir a vereança. O dinheiro que “sobraria” seria fatalmente gasto em algo sem necessidade. Como não há necessidade de terem-se mais de 5 mil municípios, com boa parte sem receitas suficientes e vivendo das transferências dos Estados, empréstimos autorizados e avalizados pelo Estado, convênios etc.
    Talvez a desnecessidade seja de tantos municípios autônomos. Porém, pelo menos conselheiros para gerenciar a localidade seriam necessários. Antigamente vereadores não eram remunerados.

  18. Acho que em algumas coisas todos concordamos: a) – Serra se quiser ir pras cabeças tem que falar grosso e de vez em quando dar murros na mesa. O tipo ‘gentleman’ só fica bem em Londres.
    b) – O Brasil tem um número excessivo de municípios. 90% não tem condições de auto-sustentar-se. Pagar vereadores então…
    Aí acontece aquilo que já estamos cansados de ver: milhares de prefeitos vampirizando os estados e a União.
    Talvez a solução para essas bibocas perdidas nos grotões seja um “conselho de anciãos”, tal como ainda vige nas nações indígenas mais consolidadas.

  19. Schuwinski,

    Eu já digo há bastante tempo que o maior ralo de dinheiro público que existe são os municípios, que são de regra governados por ladrões de galinhas que jamais serão denunciados pela imprensa nacional e, portanto, vão roubar até se cansarem sem que autoridade nenhuma tome atitude.

    Lugar com menos de 50 mil habitantes para mim, não pode ser município, tem que ser distrito. Lugares entre 50 e 200 mil habitantes devem ter conselhos municipais sem remuneração e apenas para fiscalizar ações, suas leis podem serem feitas pelas AL(s), lugares com mais de 200 mil habitantes teriam direito a um legislativo próprio com limitações. Mais que isso, prefeito e vereador não podem ter direito a reeleição nenhuma, nem sequencial, nem alternada. Seria cargo para 4 anos e fim… daí melhorava…

  20. Fabio Mayer, deve mais ou menos assim que ocorra nos EUA, com seus condados, cities, communities…Só não sei sobre a remuneração dos conselhos, ou de vereadores.

    Mas, o número de Municípios, no Brasil, parece ser grande. Demais. É muito Estado, em todas as esferas “para caber no PIB”, como parece ter dito DN algumas vezes.
    Pode ser que uma forma, já lida de estudiosos, que não dou o crédito por esquecimento, seria aqueles “conglomerados que não tenham condições de receita etc. serem reunidas em um “bloco”, com o gerenciamento por agências governamentais e mistas, de desenvolvimento. A emancipação só ocorreria depois de um longo processo de avalição de desempenho”.

  21. O problema é que novos municípios são criados unicamente para servir de currais eleitorais.
    Aqui em meu estado e Região Metropolitana – e o Fábio está aí pra não me deixar mentir – existiu um dos maiores criadores de “municípios” do Brasil. Chamava-se Aníbal Cury.
    Dezenas de “condomínios”, Paraná afora, foram elevados à condição de “cidades” por este politiqueiro corrupto. Já está extinto, mas deixou um rastro infecto que é seguido até hoje por seus asseclas. Recente escândalo em nossa Assembléia Legislativa é um dos desdobramentos dessa mentalidade corrompida.

  22. Eu vivo em um dos “currais” do Cury…

    A maioria dos municípios do PR vive de repasses estaduais e federais. A partir disso, não se faz esforço NENHUM para desenvolver, enquanto prefeito e vereadores tiverem salários em dia, estão satisfeitos…

  23. O bom de tudo que acontece hoje em São Paulo capital é que poderemos ter alguém novo na prefeitura, pois na democracia a alternancia trás o vento fresco das novas idéias.
    São Paulo precisa disso.
    Que briga feia essa do prefeito de Curitiba com o blogueiro Tarso, corinthiano como eu.
    Acho que até a votação o Serra reage!

  24. Meninos, eu acho que o aglomeradinho só poderia se tornar município caso apresentasse um mínimo X de produção. Produção, grana, PIB. Fora isso…

    Dereck, esse papo de novo é conversa furada. Russomanno é velho como o quê, Haddad já mostrou o que (não) sabe, Soninha está crua, e quem modernizou SP, que acaba de ser elencada como a ÚNICA cidade cultural da AL, foi um bando de velhos, entre eles o Serra. Lula é velho, Dilma é velha e manjadíssima, e Collor chegou onde chegou porque era novo. Velhas são as ideias, não as pessoas.

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