Na várzea dos aventureiros…

A única coisa boa nessa sensação de impotência que temos em época de eleição é que São Paulo é maior que isso tudo. Ela sobrevive sempre, sua alma é mais forte que todos eles juntos. Marta, Jânio, Erundina, Maluf, Pitta, eles passaram e nós passarinho, parafraseando Quintana. Quer um exemplo?

 Nem sabia da existência desse elemento, foi meu pai quem me contou e lá fui eu no Estadão procurar. O nome dele era William Salem (pronuncia-se “Sálem”), polêmico, bufão, responsável inclusive pelo afastameto voluntário de Franco Montoro da Câmara dos Vereadores num episódio em que o referido comprou votos para a presidência da casa, isso nos anos 50.

Nesse episódio (e não foi a primeira vez) ele atropelou e matou uma pessoa, e ainda achou de pedir indenização à família do morto pelos amassos na lataria de seu automovinho.

Como se vê, os cretinos não são de hoje.

Meu pai disse ainda que naquela época o Estadão costumava chamar Salem de “Levantino”, num claro preconceito de sua origem árabe. Não creio ser esse o caso hoje… Currículos desastrosos andam se sobrepondo, com facilidade, a qualquer ilação sobre etnias e pá e coisa.

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7 opiniões sobre “Na várzea dos aventureiros…”

  1. Uma coisa positiva, acontecendo neste momento, nesta época, é o julgamento do mensalão no STF. A ver, mas, o Brasil não será mais o mesmo depois desse julgamento, principalmente quando forem julgados os do chamado núcleo político do mensalão. Até agora, os resultados estão sendo como algo alvissareiro. Amplo direito de defesa, sessões ao vivo, absolvição de uns por falta de prova e condenação de outros por crimes e provas.

    Os ministros que falaram até agora, deslindaram um enorme esquema de desvios de recursos, jogos de influências, silêncios comprometedores, confissões na CPMI dos Correios etc.

    Dito isso, o citado no post pode sofrer um grande solavanco: ninguém pode julgar-se acima das Leis e ninguém pode ficar tranquilo ao ser julgado por crimes, principalmente quando o processo vaia para Suprema Corte. O cinismo de achar-se inimputável tem seus dias contados depois do julgamento.

  2. Maria Edi, agora, sem óculos, fui olhar a matéria e… como é que você enxergou? Aumentei a foto…

    Ah, Dawran, você é muito otimista… Muito!

  3. Olha, de todo esse ‘imbróglio mensalístico’, a única coisa que vai sair intocada é o espírito-de-corpo reinante entre a magistratura do Supremo.
    Grande parte dos 11 ministros deve favores ao Executivo – que os indicou.
    Espetarão os dedos com as espinhas dos peixes pequenos, mas deixarão incólumes os grandes.
    Restará então à opinião pública uma grande sensação de impotência e frustração.

  4. Dawran, estou mais com o Schu. Não tenho esperança nenhuma no Brasil. Quem está lá em cima é um reflexo de quem está em baixo, só isso.

  5. Depois de seta anos de processo e idas e vindas, ameaças pouco veladas, ameaças de manifestações de rua, desmembramento para fóruns diferentes, dois absolvidos por falta de provas…Ainda falta o colegiado votar. Nada será assim, como antes. O Brasil sairá diferente desse julgamento.

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