Lula, um representante comum

Do Estadão:

Candidatos a prefeito e a vereador que usam a imagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em sua estratégia eleitoral têm feito propaganda política com fotos antigas do petista, em que ele aparece com barba e os cabelos mais longos.

Nas imagens, divulgadas em panfletos e faixas do interior do País a bairros das zonas leste e norte de São Paulo, Lula aparece com o visual de antes do tratamento de combate ao câncer na laringe, feito entre outubro de 2011 e fevereiro deste ano.

Segundo líderes partidários e candidatos, os eleitores País afora ainda não identificam Lula com a imagem nova. O Estado encontrou panfletos com a imagem antiga de Lula em bairros paulistanos das zonas leste e norte, em Salvador e pelo interior de Pernambuco e Ceará.

Candidato a prefeito de Novas Russas, Ceará, Gonçalo Diogo (PMDB) usa a imagem antiga de Lula e conta que, no interior, as pessoas o reconhecem com barba: “Lula é a barba, e o PT é Lula”.

Pesquisa qualitativa feita no Recife, na semana passada, com seis grupos de dez eleitores, mostrou a imagem de Lula, sem barba e com cabelos mais curtos, ao lado da presidente Dilma e do candidato local do PT, Humberto Costa. Em dois grupos, de eleitores da classe C, entre 40 e 55 anos, Lula não foi reconhecido.

No fim de julho, o ex-presidente convidou 118 candidatos a prefeito da base aliada em cidades com mais de 150 mil habitantes para uma maratona de fotos a serem usadas na campanha eleitoral. As imagens de Lula com o novo visual foram disponibilizadas pelo PT em seu site.

O Estado andou pelos bairros paulistanos de Tremembé, Brasilândia e Itaquera com uma foto nova de Lula. Das 29 pessoas ouvidas, apenas 7 não sabiam que a imagem era dele.

Bem, já havíamos falado aqui e ali sobre o que aconteceria com a imagem de Lula pós-câncer. Ele foi vítima de seu próprio sistema mitológico, aquele do povo ignorante, que valoriza demonstrações cretinas de superioridade. Lula veio da ignorância, manteve a ignorância do povo e agora é vítima dela.

Lula, seus candidatos e o povo que um dia o acompanhou vêm da mesma cepa: precisam se aliar sempre a quem está vencendo, para dar uma maquiada na própria miséria. Como “povo” não me refiro somente aos pobres, não. Ponha nisso todas as classes sociais, cada uma com suas demandas, num país malformado e ainda com mentalidade de colônia.

Que o PT lide com o próprio monstro que alimentou.

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9 opiniões sobre “Lula, um representante comum”

  1. E além do que está com a antiga bajulação em baixa. Se antes sustentava alguma coisa ou alguém, agora parece uma espécie de despachante. Internamente o modelo que implementou na economia está em baixa acelerada. Está claro que o Brasil nunca saiu da crise de 2007/2008 e seu ápice. Os mesmo remédios, que alardeavam ser uma panaceia ao mundo, não funcionam e o PIB regride e a inflação infla…Esse pacotaço de R$ 133,00 bilhões, nada mais é do que uma ilusão enquanto não provarem que há como mobilizar tal montante de dinheiro, sem utilizar a maquininha de imprimir papel colorido. Está certo. A grande maioria dos eleitores sequer querem saber de onde vem o dinheiro para tanta coisa prometida. Nas eleições municipais, se um certo candidato parar de embrenhar-se em abobrinhas e resolver fazer campanha, fará o candidato do governo federal virar pó, logo antes do primeiro turno. E não haverá barba, bigode e cabelo que mude o destino. Só se o citado e indefinido, aqui, candidato resolver fazer campanha só em novembro.

  2. Digamos que Lulla voltou à sua própria insignificância.
    Sua ascensão política sempre foi calcada na mentira. Apoderou-se de um plano econômico o qual sempre combateu na origem (Plano Real). Depois, graças à estabilização da moeda, conseguiu estabelecer as diversas formas de bolsas assistencialistas com fins puramente eleitoreiros.
    A plebe ignara, desconhecedora de tudo como sempre, ainda acha que o ex-sindicalista apedeuta é o “pai dos pobres”!
    Pior, como você bem lembrou, Lets, é a classe universitária – professores e alunos – terem feito proselitismo em prol dessa corja de estelionatários eleitorais. É imperdoável porque sabiam das possíveis consequências futuras.

  3. Essa onde de greves é fruto da irresponsabilidade da “era Lula”, quando não se tratou de ajustar o tamanho do Estado ao tamanho da arrecadação federal. Em 8 dos últimos 10 anos, a União contratou uma verdadeira HORDA de comissionados e aumentou as despesas sempre acima do índice de aumento das receitas, a folha de pagamento da União inchou, criaram-se dezenas de ministérios e secretarias que para quase nada servem. Agora, o cerne da administração federal está em crise, os funcionários querem aumento, aumento que seria possível se a máquina fosse enxuta e menos politica. O lulismo engrenou 5a. marcha no aumento exponencial da arrecadação tributária, como agora isso acabou, a arrecadação chegou a um limite em que depende do crescimento do PIB, as coisas começam a desandar, e tanto, que a presidente, em seu primeiro ato ao assumir, começou cortando 50 bilhões do orçamento 20 meses atrás.

  4. Fábio, ontem eu vi rapidamente – na Globonews – que um zé ruela qq. desses, com os aumentos, está ganhando mais que um juiz do Supremo. O sindicalismo em excesso caiu no mundo todo. Até no ABC ele conseguiu enzumbizar a região. Só não cai no governo federal, lugar por excelência de homiziar gente sem qualificação (tirando, é claaaaro, as exceções).

  5. É aquela coisa, arraigaram o sindicalismo dentro do serviço público, colocaram manés de caminhão de som dentro dos ministérios com cargos em comissão e o resultado é esse aí… agora não podem mais culpar “as elites”…

  6. Eu penso que as carreiras de Estado tem que ser bem remuneradas, mas ao mesmo tempo serem efetivas carreiras.

    Não me importaria se um juiz do STF ganhasse 30 mil por mês, desde que fosse o teto da remuneração federal. Porque juízes do STF trabalham pra caramba.

    E não me importo que promotores, policiais federais e técnicos fazendários ganhem bem, mas não aceito que em início de carreira ganhem 15 mil, é preciso ter méritos para ganhar 15 mil e é preciso comprová-los durante as carreiras. Ao meu ver tinha que haver um teto negativo de remuneração, ninguém com menos de 10 anos de serviço público pode ganhar além da metade do que ganha um ministro do STF. E na progressão de carreira, progride o salário, e aposentem-se com a remuneração final, desde que tenham contribuído para tanto.

  7. Né? Não que não possa haver remuneração boa por mérito, mas o que acontece é muita gente rasa ganhando um salário bem acima da média nacional, bastando para isso um simples concurso. Acho concurso um esforço mínimo, sim. Há gente que passa a vida estudando, se esforçando, se empenhando em aperfeiçoar seu trabalho, vira “elite” profissional e continua na pindaíba…

  8. Tá certo que o mundo sempre foi assim, mas há uma dose. Aqui no BR é muito exagerado, sinceramente. O cara ganha um salário enorme e continua falando “pobrema”…

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