Multidões em toda parte

Não sei você, mas eu fujo de multidão como o diabo da cruz. Não gosto de show, não gosto de aglomeração de qualquer tipo. Posso estar até morrendo de fome, mas se a fila está grande no restorrã

Imagina isso multiplicado por mil quando o adequado é atitude de contemplação, como ver um quadro ou uma paisagem ao vivo.

Não, não dá, não.

São Paulo está sempre assim (lembro de quando levei José pra ver Escher, muito tempo depois da inauguração, quando a instalação da entrada do CCBB já estava ensebada pela multidão persistente, ainda ali, fazendo fila para alguém fotografar).

Ontem, além dos impressionistas no CCBB (foto), Caravaggio no Masp e as cerejeiras em flor no Parque do Carmo (com o adendo da presença de José Serra).

Este último talvez seja o mais dramático, porque as árvores ficam lindas por alguns dias, muito menos tempo do que uma exposição.

Dando tratos à bola sobra a melhor ocasião pra ir aos três (se puder,  se o trabalho deixar). Daqui a dois meses, tipo uma segunda de manhã?

Bobagem. É como o efeito 25 de Março. Milhares de pessoas terão a mesmíssima ideia.

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11 comentários em “Multidões em toda parte”

  1. Há quase dez anos, no tempo da internet discada e sem o protecionismo de hoje, fui lá no ArtCyclopedia e baixei tudo que pude de Caravaggio.
    Passei pro DVD e “saboreio” tudo na tela grande em detalhes. Sem fila. Hehe!
    A ‘piratagem’ abrangeu todos os figurões. De Van Gogh a Tarsila!
    Tudo em nome da arte e da cultura. Valeu a trabalheira.

  2. Desculpaí, mas eu fui ver cerejeiras sem políticos, em Washington DC, na primavera deste ano de N. Senhor. QUE COISA LINDA!! No sábado, vi o que era, talvez, a abertura da exposição dos Impressionistas. Seguranças na porta, neguinho com computador, vendo quem tinha contrato e um rega-bofe correndo solto. Como eu estava em missão fotográfica na cidade, pulei fora!!

  3. Ache que dei sorte então. Fui ver a florada no sábado de manhã e estava tranquilo. Deu até para comer um tal de pastel guioza, hehe.

  4. Raquel, não dá, né?… Não sei como as pessoas conseguem aproveitar alguma coisa se comportando como se estivessem no Hopi Hari.

    Schu, nem precisa gravar. A qualquer hora a gente vem aqui e olha, muitas vezes em condições visuais melhores. o CCBB é ótimo, e tal, mas pendura obras no corredor do mezanino. Como é que você pode ver um troço enorme – como foi com Escher – a 1 metro de distância?

    Ah, Maria Edi, mas em Washington, né?…

    Claudio, teve sorte mesmo. Se eu não estivesse com tanto serviço, pegava um dia desta semana bem cedinho e ia.

  5. O Google está lançando o Google Art Project.
    É uma espécie de Street View pelo interior dos museus e suas coleções.
    Vale conferir.

  6. Fomos ao Parque do Carmo ver as cerejeiras, no domingo. Duas horas para ir e outras duas horas para voltar (mas o transporte gratuito do metrô até o parque funcionou bem, apesar de demorar um pouco), e o tempo não estava ajudando muito, mas valeu a pena! Maravilhoso.

    Só gostaria que a segurança fosse reforçada no ano que vem. O povo estava, no geral, se comportando de forma bastante civilizada, até a chegada de um grupo de jovens ouvindo “música” alta (aquela coisa que os cariocas chamam de “funk”), que começou a incomodar os outros visitantes e… arrancar os galhos das árvores. De doer o coração.

  7. Em Veneza na praça São Marcos nem passou pela minha cabeça entrar naquela fila para entrar na Basílica ou no Palácio Ducal. Fila…tô fora.

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