Comovi…

… com o texto phophinho da Folha, tipo “puxa!, isso é que é jornalismo”, em matéria de ontem, sobre a Operação Cracolândia, só que no Rio de Janeiro. Se semelhante operação em São Paulo, no começo do ano, foi tratada como um verdadeiro massacre (até parece que morreu alguém), a do Rio é tudo de bom, servindo, inxxxcrusível, como know-how para que nós, paulistanos desnaturados, aprendamos como fazer as coisa no molejo:

Textoammmm:

A Prefeitura do Rio de Janeiro, acompanhada pela Polícia Militar, realizou na manhã desta sexta-feira uma ação de combate ao crack e de retirada de moradores de rua na região de Madureira, na zona norte da cidade.

O foco foram as ‘cracolândias’ da Patolinha e Cajueiro.

Segundo nota da Secretaria Municipal de Assistência Social, 57 pessoas foram retiradas das ruas, incluindo um adolescente –a maioria dependentes químicos.

Ainda de acordo com a nota, todos serão encaminhados para abrigos do município.

Note que sutil: a operação é da Prefeitura do Rio, que foi acompanhada por PMs. Tudo no jeitinho malemolente de lidar com os flagelos da cidade. (Não, não, essa metralhadora aí da foto foi um engano. Tudo correu às mil.)

O bacana é que a Folha se contentou com uma notinha bonitinha da Prefeitura do Rio. O que não teria nada demais não fosse o fato de os jornais do Rio também terem ficado nisso mesmo, e de quebra terem dado um plá nas “ações” do governo federal, que segue cumprindo seu eterno papel Mãe Dinah: prevê tudo, mas não faz nada.

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12 opiniões sobre “Comovi…”

  1. Pois é. O Rio tem Cabral/Delta/Cavendisch que são unha-e-carne com Dilma Estela e Lulla. Toda pirotecnia é válida dentro do teatro demagógico. A imprensa engole e o povo aplaude.

  2. Na verdade a do Rio deve ser a décima ou vigésima de tantas que já foram feitas.
    Além do que junto a remoção compulsória as operações são formadas com o juntamento de especialistas, técnicos, médicos, assistentes sociais e PMs, claro.
    Uma parente minha trabalha nisso lá no Rio.
    Uma caracteristica marcante é a caça as crianças que recebem tratamento diferenciado.
    Essas remoçõe,s se bem conduzidas, são excelentes, e de modo sério não são, não, higienistas, pois tratar seres humanos com dignidade e tirá-los desse inferno das drogas não pode ser uma coisa ruim.
    Aqui em São Paulo se fazemos isso , que bom!

  3. Schu, lembrando aquela moça do Rio que me disse: “parece que as coisas só acontecem em SP”…

    Né, MDV? Nesse caso tá bão o velho conhecido.

    Dereck, o problema não é fazer ou não fazer. O problema é o tratamento que a imprensa dá a um e outro caso: quando é aqui, bora promotor participar de churrasco diferenciado, passeata, protesto. No Rio, onde isso ocorre quase igual, não. Por que será?

  4. Os usuários da cracolandia daqui podiam mudar de endereço. Pelo jeito no Rio eles seriam tratados de forma mais humana. E se não der certo é só procurar a Maria do Rosário.

  5. Condordo, Claudio. Sabe lá porque os noias vieram pra cá e não para o Rio? Eu se fosse a Prefeitura disponibilizava ônibus. Lá é muito mais legal.

  6. Verdade, as coisas acontecem em São Paulo e as boas repercussões ocorrem no Rio de Janeiro.
    Nada aqui acontece de modo assemelhado ao que acontece lá.
    Então, o pessoal, daqui, que fala que nada está sendo de feito corretamente aqui, deveriam ir para lá distribuir sopas e triar e tirar das ruas e colocar pessoas nos milhares de abrigos que devem ter implementado lá.
    E depois virem contar aqui como é que que se faz, não é?

  7. Então São Paulo deveria deixar de fazer operações “higienistas” e fazer outras, que eu chamaria de “humanitárias”.

    Pegava todos os nóias de SP, colocava num ônibus e entregava para a Cidade Maravilhosa cuidar, já que lá, eles são tratados com humanidade, respeito, democracia, etc… etc… etc… Daí, o combate ao problema que eles representam ficaria a cargo dos “humanistas” policiais do RJ…

  8. E agora estão criticando o pedágio por “km rodado”, que o Governo de São Paulo estará implementando.
    A objeção é que pessoas de bairros cortados por rodovias pedagiadas, também pagarão por poucos kms rodados.

    Oras, que seja arrumada uma forma e acabar logo com essa coisa de reclamação sobre tudo.

  9. Enquanto o PT não se apoderar também de SP será assim, tudo o que partir do governo de lá não vai prestar, não vai ser certo, não vai ser honesto… é a velha tática do quanto pior melhor que depois que eles tomam o poder, vira diretiva de governo compensada por bolsa isso e bolsa aquilo para a patuléia burra!

  10. Bem, meninos, eu me contantava em ver um Brasil que não exportasse mendigos para as grandes cidades.

    Dawran, o pessoal tem uma relação mal resolvida com pedágio. Quando estou viajando e passo por um trecho congestionado, de uma cidade que cresceu ao longo da estrada, eu acho mesmo que os usuários locais devem pagar pelo transtorno que causam pelo mau uso do trecho. Qual o problema? Cobrem do prefeito umas vicinais, umas alternativas, ora bolas…

    Pão com Manteiga, eu vi. No Rio não há rotina para manutenção de nada. As coisas só andam na base de eventos. Quando terminam, largam tudo de novo pra só pensar naquilo dali a 50 anos.

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