Antes de ir, duas coisinhas

Gente, a vida não tá fácirrr! Se não é muito trabalho (toc, toc,toc, tomara que continue!), é organizar o furdunço pra tirar uns míseros dias de descanso. É isso que farei, e a partir de amanhã estarei afastada, por uma semanica.

Antes disso, quero deixar pra vocês dois links que remetem a pura sem-vergonhice.

O primeiro é este post do Reinaldo Azevedo, sobre a pegadinha do chamou/não-chamou a PM, no incidente da depredação na Unifesp de Guarulhos. Vergonha para uma emissora que já foi melhor. Hoje a Globo faz como qualquer tabloide de interior: pega a primeira versão e joga pra plateia. Aquele jornalismo in loco, de ouvir as duas partes, de checar tudo, ó, acabou!

O segundo é de uma vagabundagem que custo a crer que seja de propósito. Quer dizer, de propósito é, mas a elaboração, a malícia, a sofisticação na engambelação também se esvaíram. A Folha, na falta de argumento melhor, resolveu comparar a qualidade dos serviços públicos nos cafundós da Zona Sul paulistano com a “média” do Nordeste.

Faltaram às lições de estatística. Periferia a gente compara com periferia, e centro se compara com centro. Como a concentração urbana de São Paulo ganharia de dez de qualquer outra, resolveram fazer esse contorcionismo pra tentar provar alguma coisa.

E é com esse rosário de cretinices que deixo um beijo pra vocês. Provavelmente eu apareço, mas não quero garantir. Até início da semana que vem.

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13 comentários em “Antes de ir, duas coisinhas”

  1. Leticia, descanse que vem muito mais por ai.

    O RA está sendo criticado porque pegou no pé de um estudo da PUC sobre o bolsa família ter reduzido a criminalidade em…São Paulo.
    O estudo pode ser até bem fundamentado em termos técnicos, pelo pouco que deu para ler. Porém, parece haver o velho viés de sempre: nunca é a política de segurança e nunca é a polícia. Mas, sim, fantasmagorias que derrubam o crime em São Paulo.
    Seria interessante que explicassem por que os meliantes que fazem arrastões são menores ou novos a ponto de terem pego a fase do “boom econômico” e da ascensão de classes de renda”. Por que, então, seriam marginais e criminosos?

    Bom descanso.
    Já a emissora citada incorporou até novela com a “classe média” como protagonista. Não dá para entender os motivos que levam os tais do “novo marco regulatório”, pegarem no pé da emissora.

  2. Hoje em dia eu só leio o Horóscopo – é mais preciso e coerente do que os textos das notícias 🙂
    Tem alguns sujeitos que se imaginam PhDeuses e na verdade não passam de torturadores de números. Arrotam supostas credenciais científicas mas já vêm com a tese pré-fabricada e a “provam” com dados escolhidos e posteriormente moídos e liquidificados até que façam o sentido que se desejava no início. É muita arrogância por conta de um título. Não retiro o mérito de quem obteve. Apenas coloco as coisas nos seus devidos lugares. O título confere algumas coisas mas não transforma o sujeito em oráculo.

  3. Meninos, acho fantástico aliar pobreza com marginalidade. Pensamento da esquerda brasileira porque brasileira (sinhô x escravo), e filho legítimo do modo elitista de pensar.

    Quem me dera estivesse em Buenos Aires. Fui de carro, já voltei e logo logo farei minha análise favorita: a comparação das beiras de estrada, que é o que mais me choca. Aguardem.

  4. Eu só não sou “patriota” quanto certo time aqui de Curitiba e/ou o Flamengo joga no exterior… fora isso, vamos de Corinthians hoje!

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