Todo mundo pode, menos…

… o Serra. Povo, inclusive apoiadores, vem criticando o fato de José Serra ter angariado o apoio do PR de Tiririca às eleições municipais, pelo passado nada abonador do partideco no Ministério dos Transportes.

Pelo jeito, esse fato substitui a jeito a “indignação geral” pelo fato de Serra ter deixado a Prefeitura para se candidatar a outros cargos.

O interessante disso é que TODO MUNDO, até Presidente da República, pode fazer aliança até no chiqueiro que ninguém se abala.

Ninguém acha ruim, tampouco, a lógica perversa das alianças, dos partidos, dos horários na TV e tal…

… Até que Serra se utilize disso de maneira mais ou menos destacada. Traduzindo: a migração dos votos de Tiririca.

Ficar chateadinho com as alianças do PSDB em São Paulo, notem, é manobra nova, como se inédito fosse o fato.

Indignação forjada, vinda “não sei de onde”.

Cai na falácia quem quer.

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12 opiniões sobre “Todo mundo pode, menos…”

  1. Observei isso, também, Letz. O PR é execrável, o PMDB idem, o PQP nem se fala, mas todo mundo faz e fica tudo bem. Quando é para salvar a joia da coroa, cujo o principal general do exército que vai fazer isso é o Serra, começa o mimimi.

  2. O pessoal precisa parar de exigir pureza de uns e fechar os olhos para tudo o que os demais fazem. Oras, alianças regionais, goste-se ou não, acontecem. No plano federal, idem. Política se faz assim também. E é assim que vai ser. Indignação? Oras…

  3. Não é a primeira vez, nem a segunda, tem a terceira. Forças sabe-se lá de onde inventaram a tal indignação “apenasmente” pela quantidade de votos que o Tiririca trará. Só. Como disse, cai quem quer nessa historinha besta de se decepcionar com Serra.

  4. O problema não está no apoio e sim no aluguel. E é exatamento o que o pt o faz no plano federal. O correto é não ligar para o que os outros falam ou escrevem. Quer um exemplo? Ontem a policia militar de Brasilia tratou os professores grevistas aos socos e pontapés. E foram socos mesmo, de mãozona fechada! Até agora eu não vi nem o Vladimir Safatle ou a Maria Rita Khell reclamando da truculência da PM petista. Que coisa, não?

  5. Esse caso das greves nas universidades federais, é emblemático. A reação da polícia de Brasília, que usou a força para dispersar os estudantes e professores, passou tão rápido com uma brisa. Parece, também, terem elaborado um manual de maneiras, onde há instruções de como se portar durante a greve, o que fazer ou não fazer etc. não aparece em quase lugar algum. Passa uma vez e…passa.
    E uma turma fica indignada com alianças?
    Se perdesse, sem alianças, Serra seria estigmatizado como cintura dura etc. Se vencesse, seria chamado de aliado ao que tem de pior. Pois, então, que vença, não é?

  6. Nessa nossa democracia-faz-de-conta, fidelidade partidária, nem pensar.
    Tanto situação como oposição se digladiam num vale-tudo dos mais descarados.
    Inimigos de ontem tornam-se “velhos companheiros” desde sempre, na medida que as conveniências se afinam na encarniçada luta pelo poder.
    Dirão alguns: – No Brasil, é do jogo, é o que se espera dentro do atual estágio político. Concordo. Só que se não houver urgentes modificações na lei eleitoral, jamais iremos além dos primeiros passos em nossa engatinhante democracia.

  7. Se alguém souber quais as diferenças entre os partidos políticos no nosso país, será consederado um gènio. As alianças são as mais esquisitas que se possa imaginar. Quanto aos críticos de plantão:o macaco olha o rabo do outro e esquece do seu!

  8. Né, Dawran? Lembrei do Collor, justamente pela crítica a ter ficado isolado.

    Né, Schu? O que Serra deveria fazer com isso? O importante não são as alianças, mas o que fazer com elas. Lula se aliou com Deus e o mundo e nunca se viu tanta roubalheira. Ele não fiscalizou, nada! Duvido que Serra deixe isso acontecer em SP.

    Né, Iolita? E, repito: não ficaram putos com a aliança em si, mas com a quantidade de votos que trará.

  9. Olha, por isso creio que o Parlamentarismo, como voto distrital, lista aberta, seria o melhor. Isso seria multiplicado pelos Estados, embora independentes, mas, federados.
    E política se faz assim também. Enquanto não houver a tal de reforma sem subterfúgios, como a lista fechada. E sem quererem recriar a roda, será assim.
    Essas pessoas tomaram a primeira mamadeira com política dentro. Se não souberem o que fazem, que voltem para casa dormir, TV e sopa.

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