Voltando aos anseios da comunidade

Saiu matéria na Folha com fotinho. O Bar do Binho e a clientela literata:

Agora um Google Street View do entorno:

Não dá, né, fio… O entorno é residencial. E tá lá na reportagem: “reclamações constantes dos moradores da região”. Sem alvará, sem impostos, sem nada. Isso porque funciona em grande parte do tempo como um negócio normal:

Mas eu gostei mesmo foi dessa parte:

“Cada hora falavam que faltava uma coisa, é difícil entender os detalhes técnicos” [afirma Binho] […]

O último sarau no bar aconteceu no dia 28 de maio. Na sexta-feira (1º), representantes do bar se encontraram com o subprefeito de Campo Limpo, Trajano Conrado Carneiro, que teria se comprometido a dar orientações sobre os procedimentos legais para agilizar a regularização do estabelecimento.

Pra mim era inédito essa coisa de não saber como abrir um simples negócio e ir buscar orientação gratuita com subprefeito. Também vou querer. Assim tiro a grana limpa e economizo o contador.

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15 opiniões sobre “Voltando aos anseios da comunidade”

  1. Clientela literata?

    Isso aí é uma birosca que, provavelmente, incomoda a vizinhança com barulho até de madrugada sem nenhum tipo de controle.

    O indivíduo quer abrir um negócio, vá à prefeitura, tire a Guia Azul (não sei como se chama em SP) siga os trâmites legais, passe pelas vistorias de saúde, bombeiros, etc… e voilà! Não fique apelando pra demagogia…

  2. O Sebrae sempre existiu e o “Binho”, tão culto, cercado de pessoas tão cultas nunca procurou? Sobre o contador, sou um e sempre ofereço ajuda para iniciantes, independente da abertura de lojinha de 1,99 ou uma petrolífera (rsrs).

  3. Acho difícil uma pessoa ficar perdida sobre como se conduzir pra legalizar um negócio. Assim…, por OITO anos! Nem digo mais das apresentações, que certamente eram à base de microfone. Falo do zum-zum aí na porta, até altas horas. E nem preciso ir longe: bem em frente das minhas janelas há uma entidade bandeirante, e quando reúnem a criançada logo cedo no final de semana pra excursionar, é um saco. São barulhentas. Mães e pais idem, ibidem. A vizinhança acaba acordando às 6, 7 da manhã. E aqui é área residencial.

  4. Né, Cleiton? Isso se a pessoa resolver ter o conforto de terceirizar. Se for à luta, a própria Prefeitura orienta. Isso é papo furado, porque não ia ter alvará nunca. Que procure outra área, aí quem sabe.

  5. Gente, todo intelectual, ou o que se acha um, no mínimo é PTralha. Ou Brasuca de carteirinha.
    O cara abre uma birosca fedorenta pseudo intelectualóide, que vive ocupada pelo que há de melhor da Fefeleche uspiana, que além de barulho e protestos mambembes ainda fumam uns verdinhos, entre uma narigada e outra..
    Os vizinhos tem por obrigação social aceitar a condição dos frequentadores da birosca e seus costumes nada saudáveis, sob pena de serem chamados pela intelectualidade esfumaçada e etílica de reacionários.
    O bar funciopna por oito anos sem alvará ou mesmo documentação, e o proprietário ainda vem dizer que a prefeitura o está perseguindo? Além de fechar aquele muquifo, a prefeitura devia aplicar algumas multinhas no seleto proprietário, só para ele largar a mão de ser esperto.
    Mas no Brasil do vale tudo, o cara abre um bar legalizado e com o passar do tempo o alvará dele vai se “estendendo” pelas calçadas, mesas nascem diante das portas dos vizinhos avançando sobre a quadra, onde um bar de 200m², vai ocupando o espaço público a ponto de dobrar o seu tamanho comercial. Mas, se a prefeitura mandar recolher as mesas da vizinhança, ou emitir um novo alvará de acordo com o espaço tomado na mão grande…Aí a casa cai porque a prefeitura começou a perseguir o coitadinho.
    Isso sem contrar as fedidas churrasqueras colocadas NAS CALÇADAS diantes desses botecos exalando fumaça na cara dos transeuntes e ocupando espaço público sem a menor cerimônia.
    O pessoal continua entendendo que o que é público não tem dono. E passam a incorporar ao seu “patrimônio” na boa. Pagar impostos então…nem pensar.

  6. Tem multas, sim, Fernando. Multas pesadas “para um cara como ele”. Mas, apesar da aparência ignorante (“não sei, não entendo, como faz?”) deve ter dinheiro sobrando pelo tanto de mercadoria que vendeu sem nota.

  7. O grafite mascarado com um lenço vermelho, à direita de quem entra, já diz tudo sobre o proprietário e seus frequentadores. Sinaliza que é um recanto à transgressão.

    Perante às leis, esse pessoal tenta posar de exceção à regra. Vão sifu!!!

  8. Na reportagem da Folha há reclamações de Tass e outros “intelectuais”! Que tal abrir um boteco igual na porta ou janela de cada um deles? Será que vão AMAAAAR?

  9. “A gente precisa ler”
    OI??
    Com aquela meia dúzia de livros naquela estantezinha chinfrim? Nada contra a estante. Dá licença, é um buteco safado, onde o pessoal deve, sim, fumar uma, cheirar muitas, tocar um sambinha de quinta e encher a paciência dos vizinhos. Fechado devia estar faz MUITO TEMPO! (falou a reaça)

  10. Iolita e Maria Edi, eu fico COMOVIDA com a solidariedade profissional da mídjia bacana.

    Livro virou mercadoria facilitadora pra todo mundo, perceberam? Aquela coisa “eu adoro livros (qualquer um), concerteiiiiza!”

  11. Hummm, lendo o post, a reportagem, e os coments de vcs, já entendo a situação… Então, quer dizer q estão usando os livros como licença pra fazer barulho atééééé “aaaltas hora”, incomodando os outros, tomar NA CARA DURA(foi o q vi nas fotos acima) o espaço PÚBLICO(ou seja, calçadas e a própria rua), dentre outras “ixpertezas”?

    E essa do dono “não saber dos detalhes técnicos”, sei não viu… tá parecendo o “não sabia de nada”, um dito clássico do “ídolo” de muitos(senão a maioria) dos frequentadores deste “sarau”.

    Aqui em Salvador, tem espaço cultural q tem seu próprio… espaço, sem tomar calçada nem rua, nem incomoda ninguém. É possível sim fazer as coisas dentro da lei, é só QUERER… Mas como aqui no Brasil, o caminho mais fácil é o da malandragem, aí fica difícil.

  12. Né? Aqui também, há um montão de espaço cultural. E se reivindicar na Prefeitura, ela procura lugar, dá um jeito, e tal. Mas aí, né?… perde a boquinha.

  13. A foto do entorno é muito tendenciosa, se ela fosse retirada com perspectiva do lado oposto veriam que na mesma quadra está um bar chamado Rei do Mocotó que promove shows e que faz diversos eventos de proporção bem maior (tamanho e barulho) que os realizados no Binho.
    O que aconteceu com o Binho é claramente perseguição, afinal o mesmo critério não foi utilizado para os demais estabelecimentos do entorno. Vocês que estão sentados palpitando, matutando conclusões e achismos dentro de suas esferas de preconceito deveriam, no mínimo, conhecer um pouco mais do campo limpo e entender o impacto da retirada desse estabelecimento que fomentava também cultura na região que já se encontrava tão desprovida desse tipo de atividade e agora avança para escassez total.

  14. Como assim preconceito, José? Tá lá na reportagem que os vizinhos reclamaram. Ou é mentira da Folha?

    O que aconteceu com o Binho é que ele deu uma de mané e não pagou imposto. É simplesmete ridículo alegar que “não sabia como fazer” e ter de recorrer a “orientações do subprefeito”. Esse tipo de malandragem não pega. Simples assim.

    Sinceramente, acho que vou botar uma banquinha de livros ensebados aqui na minha porta, dizer que é uma iniciativa cultural e deixar de pagar IPTU.

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