Até que enfim! Serra fala sobre sabotagem no Metrô

Via Coturno Noturno/Clipping de Notícias (do Valor Econômico):

[…] Ao falar sobre as repetidas falhas nos sistemas do metrô  e da CPTM, em sabatina promovida pelo SBT e pelo portal Terra, o  pré-candidato do PSDB insinuou que há motivações político-eleitorais por  trás das panes. “Eu não descarto, numa parte, sabotagem, porque você  sabe que uma porta aberta paralisa o trem. Se você puser um jornal, um  pacote de jornal, uma gravata, você consegue parar”, disse. Questionado  se as supostas sabotagens teriam ligação com a eleição de outubro,  respondeu: “Com vistas à eleição. Eu não diria que é tudo não, entendeu?  Você tem uma combinação de coisas. Quando eu fui governador teve  problemas assim também”. Na sequência, Serra foi questionado sobre quem  teria interesse nisso. “Quem? É a oposição”. […]

Ontem,  Serra ressaltou as ações de sua gestão no governo do Estado, entre 2007  e 2010, e disse que as falhas no metrô e na CPTM se devem ao aumento do  número de passageiros. O ex-governador disse que os investimentos na  área de transportes sobre trilhos foram triplicados nos últimos cinco  anos, mas o volume de passageiros cresceu em um ritmo maior. “Na década  passada investimos R$ 10 bilhões. Em 2005, 2006 havia 4 milhões de  passageiros/dia no metrô e CPTM. Hoje tem 8 milhões”, disse. “Aumentou  muito o volume, então é natural que se produzam desajustes. Algumas  coisas [são] puramente acidentais, como foi o caso desse choque dos  trens dos vagões, que por sorte não teve nenhum ferido grave. Isso  acontece em todo o mundo e o que tem de fazer é prevenir. Cada fato  desse deve servir para evitar os problemas futuros”, declarou na  sabatina.

Na entrevista, o pré-candidato tucano disse ser contra a proposta de implementação do pedágio urbano em São Paulo.

Serra  reiterou que, se eleito, não deixará a prefeitura paulistana para  disputar a Presidência da República em 2014. […]

Durante a sabatina, Serra acusou  um dos jornalistas que o entrevistava de estar pautado pela oposição. O  jornalista do SBT comentou que partidos como PT e PMDB apostaram em  nomes novos para disputar esta eleição em São Paulo e perguntou ao  pré-candidato qual será sua estratégia para apresentar-se com algum tipo  de inovação.

“Agora os adversários vão dizer de tudo, até para  poder pautar a imprensa, como é o seu caso, você é pautado por aqueles  que desejam combater e ganhar a eleição e vão dizer qualquer coisa”,  respondeu Serra. “Então é melhor não dar muita bola para isso e  trabalhar firmemente, positivamente porque adversário vai tender a  querer sempre o quanto pior, melhor”.

Ex-ministro da Saúde, o  tucano citou sua atuação na Pasta como exemplo de inovação e disse que  foi o último titular do cargo a promover grandes mudanças. “Na saúde  todas as inovações principais foram feitas até 2002. De lá para cá, na  era petista, só estagnação ou cópia”, afirmou. Segundo Serra, “inovação”  é sua característica na administração.

O tucano disse que, se  eleito, pretende ter uma boa relação com a presidente Dilma Rousseff  (PT). No entanto, já cobrou um repasse maior de recursos federais para a  cidade. Serra afirmou que o governo federal arrecada cerca de R$ 150  bilhões em São Paulo, mas disse que o retorno é “ínfimo”.

As coisas que são precisam ser ditas. Grande parte da população paulistana já manjou essa coisa esquerdolenga de tocar terror na cidade a cada eleição, e sente falta de um posicionamento oficial. Acho que agora o PSDB se deu conta de que não há prejuízo nenhum em assumir o que pensa. Assuma, investigue e mostre. É isso que esperamos e é disso que precisamos.

E, aproveitando: não custa reiterar  que eu e mais um monte de paulistanos  não acharíamos nada demais se Serra deixasse a Prefeitura novamente para concorrer a um cargo maior, desde que deixasse alguém responsável tratando da cidade, como fez com Kassab. A única coisa que questiono é se, olhando daqui da minha aldeia, vale a pena abdicar do privilégio de governar a cidade ou o estado para fazer qq. sacrifício pelo Brasil. Eu acho que não. Melhor ficar em São Paulo, onde tem o valor merecido, onde dá pra trabalhar e onde tem visibilidade baseada em fatos reais.

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6 comentários em “Até que enfim! Serra fala sobre sabotagem no Metrô”

  1. Pedágio urbano.

    Todo o problema dele é que, na Inglaterra, ele é cobrado por acesso ao centro da cidade de Londres, o que dá um bairro apenas da cidade, e eventualmente, em vias de tráfego intenso. No Brasil, pedágio urbano seria terceirizado para alguma operadora mandrake e em SP começaria em Embú e terminaria da Rodovia Ayrton Senna. Em Curitiba, se iniciaria no Santa Cândida e terminaria no CIC, ou seja, a cada 30 metros se cobraria pedágio e ficaríamos eternamente naquela discussão porca das planilhas de custos das concessionárias…

    De resto, em contrário do que eu imaginava, pelo jeito Serra vai vencer por exclusão. Os demais candidatos são tão ruins, mas tão ruins, que elevai acabar levando vantagem mesmo…

  2. Dos que se apresentam, Serra é indiscutivelmente o melhor. Sem partidarismos, numa avaliação isenta.
    Agora, se ele tivesse a voluntariedade e a determinação de um Covas…
    Às vezes Serra e Alckmin “pisam demasiadamente em ovos”! Precisam ser mais incisivos na hora de apontar os crimes adversários. Pitacos de assessores cheios de melindres não raras vezes atrapalham.

  3. Fábio, pedágio aqui não dá. Nem Serra nem Kassab apoiam a ideia. Têm seus motivos, e posso gharantir que são técnicos, não eleitoreiros. Há outros candidatos que sim. Serra não vence por exclusão, não. Serra vence porque o povo confia. Quem trabalha com esse lance de exclusão é Maluf/Marta, e talicoisa.

    Schu, o Serra tem o jeito dele. E tem dado certo. Covas foi uma incomum mistura de competência e verve. Geralmente as duas não combinam. É o mesmo que você querer que Gaby Amarantos seja uma excelente engenheira durante a semana e cante seu hit linda loura e japonesa às sextas e sábados – non ecziste.

  4. Ah, então o povo que votar nele, daquele tipo de vende o almoço pra comprar o jantar, que se lasque! Vai ser ótimo, porque vão querer driblar caminhos e entupir de vez a cidade. Aí o PT creditará isso à “lógica cruel” de crescimento de São Paulo. Ouvi esse mimo ontem e sempre acho muito engraçado. Fica parecendo que absolutamente todas as outras cidades do país foram planejadas, e tal, e não que cresceram foi pouco.

  5. Esse papo de pedágio urbano não rola a ponto de ser implementado. O negócio é trilho: trens metropolitanos, trens para toda as regiões do Estado, Metrô para tudo quanto é lado. Frear os subsídios à compra de automóveis de passeio, deixar o mercado ajustar-com demanda e oferta, velhas conhecidas. E falar claramente do interditado assunto das migrações para a Capital e RMSP. Tanto das internas ao Estado como das externas, até do exterior mesmo.
    Quanto ficar até o fim ou sair, agora deveria ficar. Demorou muito para sair para Prefeito. Sinalizava que não e ninguém acreditava. Pois, não deveria ter saído depois. Ou deveria ter entrado desde o início, nas prévias. Teria poupado um monte de problemas. Agora, que vença e fique.
    Esses casos do Metrô, nada como a Polícia para resolvê-los. Ai, ficar-se-ia sabendo o que seria operacional e o que seria sabotagem. Esse chove não molha não dá. Tudo bem, não é fácil. Sabe-se, mas, a Polícia está ai para fazer o difícil mesmo. Se for sabotagem, o sabotador insano é que faz o fácil. A vida dele deve ser tornada dura.

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