Martaxa rides again

Tungando do Reinaldo Azevedo:

Fez muito bem o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), ao reagir com indignação à exploração política vigarista que o PT está
tentando fazer do acidente do metrô. É inacreditável! Os petistas agem como se estivessem satisfeitos com a ocorrência. Há um festival de declarações infelizes, ilações, acusações sem evidência. Nem mesmo conhecem ainda as razões do acidente. Trata-se, obviamente, de antecipação de campanha eleitoral. É natural que um partido de oposição faça críticas à administração de turno. Mas há um modo decoroso e um indecoroso de fazê-lo.

Ontem, a senadora Marta Suplicy (PT-SP), vice-presidente do Senado e exercendo a presidência interinamente, resolveu tomar a palavra para tratar do assunto. Não poderia ter descido mais baixo. Segundo ela, as cenas remetiam aos atentados terroristas ao metrô de Madri, em 2004, e ao de Londres, em 2005.

É uma fala asquerosa! Ficaram feridas 49 pessoas em São Paulo — sem gravidade, felizmente! Na capital espanhola, morreram 198 pessoas, e houve 1.421 feridos; no da capital inglesa, foram 52 mortos e mais de
700 feridos. A comparação estúpida feita pela senadora demonstra muito bem qual é o intento dos petistas: caracterizar uma situação de inexistente caos na cidade e no estado para ver se consegue levantar os índices de Fernando Haddad.

Marta não seria Marta não fossem essas ligeirezas irresponsáveis. Debatendo consigo mesma, naquela autossuficiência muito
característica, afirmou, referindo-se à própria gestão: “Vão dizer: ‘ah, por que não investiu em metrô’?”. E ela se defendeu: porque veio depois da gestão Maluf/Pitta, pegou a prefeitura quebrada etc. Só se esqueceu de lembrar que também largou a Prefeitura quebrada, com dívidas de curto prazo de mais de R$ 2 bilhões e credores que faziam fila de dobrar o quarteirão.

Marta quer fazer campanha eleitoral desde já? Então tá! Os tucanos deveriam levar ao ar, quando chegar a hora, a intervenção que esta senhora fez no Senado. Vamos ver o que acha o eleitorado de sua “grande
sacada”. Ela parece não ter muita sensibilidade para lidar com a dor alheia. Afinal, está imortalizada na vida pública por aquela frase disparada logo depois de um acidente aéreo, convidando as pessoas a não interromper suas programações de férias: “Relaxa e goza!”.

Que ninguém tome suas palavras irresponsáveis sobre o metrô como uma sugestão. Não custa lembrar que os atentados praticados em Madri contribuíram para eleger o governo socialista de José Luis Rodríguez
Zapatero. E Zapatero contribuiu para levar a Espanha à falência — a exemplo do que fizeram todos os esquerdistas europeus… (íntegra)

O texto que Marta jogou pra plateia está onde? Onde? Aqui.

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14 comentários em “Martaxa rides again”

  1. Letícia
    Por favor.
    Martaxa não pode ser levada à sério.
    A cena de seu casamento com o rufião Franco “Arghgentino” (e de vestido branco como uma vestal) de tão ridículo, mas festejado pela mídia amestrada, até hoje me causa pesadelos,enfeitiça meus sonhos e causa ânsia de vômito.
    Ela sempre me lembra a Bela da Tarde de Luiz Buñuel (que de bela não tem nada) protagonizada por Catherine Deneuve (Essa sim a Bela) em suas visitas aos irmãos Diniz.

  2. Uma mulher que escolhe o sonado Suplicy para ser o pai de seus filhos, definitivamente tem os neurônios travados!
    Não adianta. Com Haddad 3%, malham em ferro frio. A república dos pelegos vermelhos perdeu São Paulo irreversivelmente. Felizmente.

  3. Olha, pessoal.
    Conforme já foi abordado em comentários aqui, o candidato do governo federal à Prefeitura, pode subir e ameaçar até mesmo levar a eleição a segundo turno.

    Essa postura da citada política, no post, mostra bem como poderão fazer para obter tal intento. A presidente e o ex-presidente já estão com o candidato por perto, com fotos sendo bombardeadas, positivamente, pela imprensa que, repetindo, não se sabe bem porque querem cercear.

    A política em questão é assim, sempre. A arrogância anda junto com os exageros. E os exageros demonstram desconhecimento dos fatos ocorridos em Madrid e em Londres. A novidade, nem tanto, porém, é ela estar tentando ajudar o candidato ungido.

    Porém, assim, com esse tipo de enfoque, ela deixa bastante claro que espera conquistar eleitores. Só que, pela forma como fala, ela parece considerá-los incautos e sem informação mínima sobre o que acontece no mundo. Senão, ela jamais utilizaria desse expediente.

    O tom das respostas a isso devem ser em diapasão assemelhado.

  4. Tea Party, não sou puritana, não. Ela que separe e case com quem quiser. Mas botar o amante pra dentro de casa a ponto de o filho maluquinho chegar às falas com o cara, ah!, é demais. Isso não é liberalidade, é sem-vergonhice.

    Fábio, duvido muito que alguma mãe-atrás-de-kit-cor-de-rosa-pra-criança-de-escola-pública se lembre dela. Só militante e olhe lá: muitos desistiram por causa da inabilidade em lidar com as contas públicas e por causa do VEXAME que deu ao discutir com uma pessoa que acabara de ter a casa alagada. No Des Oiseaux não ensinaram a ela que isso não se faz: http://www.youtube.com/watch?v=x4lyJeNlcuQ

  5. Schu e Dawran, já se foi o tempo em que paulistano se impressionava com greve, passeata, tentativa de impor o caos. Qualquer atendente de telemarketing sabe que, quando seu trem para, ou é porque a linha está com problemas e sob obras, ou é sabotagem. Preferem o primeiro.

  6. Leticia, há uma forte política populista em voo.
    Se conseguirem transferir isso tudo, no debate, do plano municipal para o federal e o candidato deles recebendo parte dos planos de benefícios lançados, poderá ter segundo turno.
    Boa parte dessa turma pode ser influenciável por coisas como transporte ruim etc.
    Logicamente, há o candidato Serra, que deve estar atento a isso tudo. Só não pode esperar muito tempo para responder.
    Realmente, pode-se perceber o que você aponta.
    Porém o cerco será forte.

  7. Opa, se será! PT ainda é forte na periferia longínqua, onde o povo ainda é burro. É disso que eles se valem, de politicalha crua, de distribuição de dentadura. Mas tende a diminuir, aos poucos.

  8. Tende a diminuir, mas, precisa de um pouco de ajuda, não é?
    Enquanto houver essa bovinação das respostas às críticas, o processo será demorado.
    Muito poucos defendem-se, ou denuncia as táticas de aproveitamento e distorção dos fatos que faz o partido do governo federal.
    Parece haver quem acredite que blindando a presidente estará neutralizando o ímpeto do partido dela.
    Esse engano pode ser fatal.
    Ainda dá tempo de rever essa tática. Ela é que deveria elogiar e não o contrário.

  9. O problema é que grande parte da imprensa está cooptada pelo lullo-dilmismo.
    Tirando alguns ‘gatos-pingados’ que se insurgem e têm vergonha na cara, o resto faz vistas grossas e se locupleta na mais pura vassalagem aos piratas de plantão em Brasília.

    Tamanha é a desfaçatez PTelha que, não havendo impedimentos legais e de saúde, Lulla teria sido lançado à prefeitura de Sampa numa boa. Vale tudo pra não perder a cereja do bolo. Mãããããssss…

  10. Correto Luiz Schuwinski, mas, isso é conhecido desde o surgimento do partido, não é? Contudo, antes, em campanhas, ninguém dava mole, ou seja, era lá e cá, lembra? Com a eleição de 2002, tal ânimo de fazer oposição ao partido e suas ideias, desapareceu.

    Tudo o que faz e fala é entendível, aceita-se facilmente. Ninguém responde ou questiona seus conceitos. Todos compreendem tudo.

    Há uma concordância e elogios sem qualquer tipo de disfarce.
    Uma hora trocam a palavra crime por erro. E erro passa a ser utilizado.
    Outra hora, trocam crime e erro por malfeito. E malfeito passa a ser utilizado.
    A presidente não resolveu nada sobre a corrupção em seu governo. Mas, é elogiada como “faxineira de malfeitos”. E por ai vai.

    E é nesse clima que as eleições na principais cidades do País será dado.
    O mesmo em economia e politica internacionais, como tal de “a culpa é dos EUA e Europa” ou dos “países ricos”, “não intervenção em assuntos internos”.
    Oras, tudo isso tem nome correto: má administração da economia, inflação, baixa poupança, politica internacional inócua etc.

  11. Marta só é senadora por São Paulo porque o Quércia adoeceu e teve que abandonar a campanha. Essa senhora se tornou o maior motivo de chacota da politica nacional. Ninguém na politica conseguiu chegar num patamar tão baixo. As insinuções sobre a sexualidade do Kassab, mesmo tentando se parecer uma defensora dos direitos das minorias. Depois com o tradicional “relaxa e goza”, logo após um dos mais graves acidentes aéreos do Brasil. E a cereja do bolo foi a campanha ao lado do “cumpanhero” Netinho, um sujeito com um baita histórico de violência contra a mulher. E ela deu uma sorte danada. Uma pena que o mandato no senado dure tanto. Haja saco aguentar as bobagens dela por mais tanto tempo.

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