Mais um espasmo midionáutico

É a primeira vez neste blog que repito um post. Mas não é recurso por falta de assunto, não. É só pra não ter retrabalho inútil. Tudo o que está escrito a seguir está “revalendo” a partir desta madrugada, tempo suficiente para que jornalistas de cotidiano e blogueiros indgnados façam seu balanço cuspido da chuva de hoje à tarde. Os casos são mais ou menos os mesmos, a abordagem é a mesmíssima, mude-se apenas a data.

Só mudo a imagem, já que esta, abaixo, tive o privilégio de ver ao vivo outro dia:

Ela foi tirada de outro post, sobre o porquê de a cidade alagar. Aqui.

Segue então o post. Ele se intitula “Começa a temporada midionáutica” e foi publicado em janeiro de 2011:

***

E eu que achei que a esquizofrenia paranoide das chuvas tivesse acabado, hein? Que nada!

Apesar de as fortes chuvas causarem estragos no Brasil inteiro há várias semanas, gostoso mesmo é quando ela traz alagamentos NA CIDADE de São Paulo, quando então começam os protestos e as lenga-lengas contra os demotucanos.

Voltemos, pois, ao jornalismo comparado:

Materinha no Estadão indicando que o Rio de Janeiro tem 18 mil imóveis em risco. Veja você como conseguiram transformar a parvoíce da administração fluminense em uma epifania da gestão Cabral/Lula-Dilma:

[…] O mapeamento geotécnico foi feito pela primeira vez no Rio usando tecnologias modernas, como levantamento a laser do terreno e ortofotos. Ao todo, foram vistoriados 13,02 quilômetros quadrados (1.302 hectares), dos quais 30% foram considerados áreas de alto risco. Foram mapeadas as encostas localizadas no Maciço da Tijuca e adjacências, abrangendo 52 bairros de todas as regiões da cidade.

Segundo a Prefeitura, a próxima etapa será a elaboração de projetos de obras específicas para cada comunidade em risco. Em 2010, pelo menos 47 dessas comunidades listadas passaram por obras de contenção de encostas e urbanização, além de parte dos moradores ter sido reassentada através do aluguel social e de unidades do “Minha Casa, Minha Vida”. (íntegra)

Que chique, hein? Dá até gosto morrer soterrado no Rio…

Por outro lado, a Folha cobre um protesto de moradores da Zona Leste de SP “contra” a chuva, apontando como causa uma obra do Dersa (estadual):

[…] As casas da região alagada ficam às margens de um córrego que, segundo moradores, passou a transbordar após o início das obras realizadas pela Dersa (estatal que administra as rodovias) para a ligação da avenida Jacu Pêssego com o trecho leste do Rodoanel. […] (íntegra)

Bem, pelo menos esse ano tivemos um avanço:

Ao contrário da virada 2009/2010, em que, na mídia, o “caos” paulistano se estendia matreiramente a cidades satélites (muitas delas dirigidas pelo PT), dando a impressão de que a administração Kassab responde pelo nebuloso conceito de “Grande São Paulo”, nesta virada de 2011 cidades como Osasco, Santo André e Carapicuíba caíram na bacia geral da vontade de Deus.

Enumerando todas as ações de prevenção dos municípios, e naquele tom fatalista… Você nem fica sabendo o nome/partido do prefeito, e repete-se o rosário pietista: Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Prefeituras “fazem o que podem, mas a chuva foi muuuuuito forte”:

Osasco

Carapicuíba

ABC

Blumenau

Rio Branco

Filipinas

Belo Horizonte

Austrália

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11 opiniões sobre “Mais um espasmo midionáutico”

  1. E querem saber mais: as chuvas que estão caindo agora em abril, aqui em São Paulo, estão ótimas. Pena que hoje não estejam previstas daquelas fortes, temporais com ventania forte, de derrubar árvores, inundar carro de reportagem e tudo. Ah, tomara que tenha algum granizo do tamanho de paralelepípedos.

    Pois é. As obras do Governo e da Prefeitura de São Paulo, têm de ser feitas no Céu. Pois, as obras aqui, têm de ser contra as chuvas, impedir que chova, impedir que esquente, impedir que esfrie, impedir que vente. Já no Rio de Janeiro, tecnologias de redes de sirenes são colocadas como coisa de primeiro mundo. Detectam até as marés vermelhas, aqueles troços, com trocadilho, que chegam às praias. As sirenes avisam quando as pessoas já estão no bico do corvo. Ou seja, no Rio de Janeiro pode chover que as sirenes avisam as pessoas: vocês podem ir para o Céu, que a TV está filmando!!! Em São São Paulo, não. As obras têm de ser na temperatura, nas nuvens, na casa de São Pedro…E ninguém vai para o Céu. Vão para abrigos e depois ganham casas em locais onde não há alagamento. E depois vão na imprensa desancar os governos.
    Pois, que chova a cântaros!!!

  2. Né? Fica tão fresquinho! Hoje pela manhã havia uma névoa tão, mas tão úmida que me dei mais uns cinco anos de vida só por respirar aquele nebulizador natural.

  3. Que nada, passe usar um daqueles do Gen. McArthur, Luiz Schuwinski. Aquele que parecia ter caniço de cipó de xuxu, espetado numa espiga de milho para assentar o fumo e a brasa.
    Bom prá caramba.

  4. Olha, Dawran, quando eu tinha uns dez anos experimentei uma espécie de “palheiro” recheado de fumo de rolo, que a gente usava pra espantar mosquito nas pescarias.
    Mas acho que os borrachudos corriam era de medo do acesso de tosse da turma!
    De lá pra cá, passados uns ‘trezentos anos’, a unica coisa que sai de minha boca é vapor d’água nos dias frios de inverno. Hehehe!

  5. Essa é das boas, Luiz Schuwinski…hehehehe…um paêiro na bêra do rio, um górpe de manguaça prá mó de afastá um pôco a friage do sereno…hehehehe…
    Agora essa de borrachudos fugirem do acesso de tosse da turma é demais…antológico…hehehehe…

  6. O górpe de manguaça era bem eficiente pra esquentar o esqueleto e afastar as dores da friage. E não podia faltar aquela cuspida de lado depois de uma baforada no paiêro, sô!

  7. Sim, Schu. Está na pauta. Um dia dou uma notícia.

    Um dia fumei um fumo de enrolar. Coisa de comprar na vendinha o fumo, o papel. Calma, não era maconha, era tabaco mesmo. Quase caí pra trás.

    Outro dia perguntei ao meu pai esse cachimbo de milho e ele não soube dizer. Que porcaria era aquela do MacArthur?

  8. Dawran tem razão, Lets. Cachimbo de espiga de milho existe mesmo.
    Uma fabriqueta lá do Missouri, detinha o ‘know how’ da coisa.
    MacArthur era ‘freguês de caderno’!
    Cortavam parte do sabugo para fazer a cabeça do cachimbo e depois passavam gesso e cola para deixá-lo liso na parte externa. Só um cara excêntrico e famoso como o general pra usar uma geringonça daquelas…!

  9. Verdade Leticia e Luiz Schuwinski.
    Não era algo muito fácil de fazer, não.
    No interior, às vezes o pessoal pegava o sabugo de milho e improvisava. Mas, era difícil e raro. O sabugo queimava muito rápido, esquentava que até chegava a queimar a mão.

    A turma preferia mesmo era o pitinho de barro, com fumo de corda, ou de rolo. Ou o cigarro de palha, ou com papel especial, o paiêro.

    Já o General, falou que voltaria para libertar as Filipinas, na II Guerra e voltou, não foi? E depois parece, na guerra da Coréia fez um desembarque que quase acaba com o exército norte-coreano e com a guerra. Ai os chineses entraram na briga.
    Por isso o impasse das duas Coréias e o paralelo 17. Se a memória não falha.

  10. Pitangas misturadas.
    Paralelo 17, foi entre Vietnam do Norte e do Sul, durante aquela guerra besta.
    Paralelo 37, de outra guerra besta a da Coréia do Norte e a do Sul.

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