Como é que faz?

Situação seguinte:

Final de semana, eu na pista da direita, na Paulista, sentido Paraíso. Chegou lá pela altura da Brigadeiro, três ciclistas passeando do lado do meio-fio.

Digo passeando porque estavam em velocidade muito reduzida. Não sei se por lazer, tranquilidade, distração ou outra coisa. Tirei uma linha e palpitei comigo mesma que devia ser por fadiga, porque não estavam exatamente em boa forma física.

Reduzi a velocidade o bastante para me afastar deles, deixar uma distância bem razoável. Não havia espaço (o tal 1 metro e meio) e eu não queria proximidade nem ali nem em situação alguma.

Na pista da esquerda, muitos carros. Não havia possibilidade de mudar de faixa.

O Código de Trânsito estabelece que você não deve ultrapassar a velocidade permitida de cada via, tampouco andar abaixo da velocidade, ou seja, menos da metade da velocidade estabelecida.

O limite na Paulista em dias vazios é de 60 km/h.

Naquela situação dos cicistas, olhei o velocímetro e estava a 20 km/h. Ninguém atrás de mim buzinou. Todos entenderam a situação.

Pergunta: seremos multados eu e os motoristas que vinham atrás de mim?

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6 opiniões sobre “Como é que faz?”

  1. Neste caso, Lets, a lógica e o bom-senso estipula que nenhum dos dois deva ser multado. Você e os demais motoristas que seguiam em comboio, simplesmente estavam sendo civilizados e preservando a vida dos incautos ciclistas. Embora estes, irresponsavelmente, estivessem praticando uma verdadeira ‘roleta russa’ ao se meterem numa via que não foi feita para eles.

  2. Mas se tinha um marronzinho no pedaço, prepare-se para receber intimação da multa.

    A burocracia brasileira, o formalismo, os funcionários despreparados e o Estado paquidérmico cobram seu preço até do bom senso…

  3. Né? Mas lógica e bom senso…

    De uns tempos pra cá surgiram umas figuras sociais aqui na Heitor. Do Metrô pra cá há uma certa ladeira, o que significa que, em sendo duas pistas, há um declivão convidativo.

    Então chega final de semana, o carros vindo das baladas descendo com tudo lá de cima, e acabam capotando lá em baixo. No último sábado tinha um. Bonito de ver…

    E mais tarde, lá pelas 9, 10 horas da manhã, na outra pista, os animais subindo a pé, levado suas bicicletas novinhas. Todos paramentados, uniforme caríssimo, e tal, mas começaram a pedalar anteontem. Pneus suando em bicas… Até quando a moda passar e eles voltarem pra casa: bora passar o dia comendo porcaritos na frente do computador.

  4. Parece que tudo passou a ser forçar a barra, não é? Forçar a construção de ciclovias na Paulista e fim. Porém, fica claro que a Avenida não comporta ciclistas e demais veículos, faixa para ônibus, carros, motociclistas costurando, abertura de espaços para ambulâncias, pedestres etc. E sempre tem o etc. O que poderá resultar em conflitos.

  5. É moda, Dawran. É só moda. Vamos ver o que vai ficar. Lembra dos testes de Cooper? Já falamos aqui. A julgar pelo peso médio da população hoje, restaram meia dúzia de adeptos. E curiosamente os adeptos restantes não chateiam ninguém. Esperamos o mesmo quando passar a febre das bicicletas.

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