Vice também é voto

Da Folha:

O secretário estadual de Cultura, Andrea Matarazzo, deixará o posto para acompanhar a candidatura de José Serra (PSDB) à Prefeitura de São Paulo.

Matarazzo, que é filiado ao PSDB, trabalha para se viabilizar como vice de Serra. Há também a possibilidade de ele disputar uma cadeira na Câmara de São Paulo.

Marcelo Araújo, diretor da Pinacoteca desde 2002, substituirá Matarazzo. Advogado, museólogo e doutor pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, Marcelo Araujo foi diretor do Museu Lasar Segall e integra os conselhos da Fundação Bienal de São Paulo, da Fundação José e Paulina Nemirovsky, do Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo e do Acervo Artístico-Cultural dos Palácios do Governo do Estado. (íntegra)

“trabalha para se viabilizar uma ova! Andrea Matarazzo será o vice de Serra.

Pra mim está ótimo, contanto que Matarazzo continue por perto…

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18 opiniões sobre “Vice também é voto”

  1. Nem tudo é como queremos, Fabio. Acho mais importante Serra salvar SP do que o Brasil, sinceramente. Não é do feitio de AM dar murro em ponta de faca, apesar de, entre todos os postulantes, ele ser o mais presente na cidade, o mais pop, o mais votável. Abriu mão e apoiou Serra, fino que é, com visão de grupo, de objetivos.

    Já os outros, principalmente o Aníbal, acho é que se queimou. Insistiu numa bobagem, ele é muito mais atuante no estado, e não na capital.

  2. É, ele sabe mesmo ser Matarazzo. Tem alguns caras no PSDB que realmente servem de exemplo à maioria. Andréa Matarazzo e Aloizio Nunes talvez sejam os dois maiores em simplicidade e de defesa as virtudes do partido.

  3. Né? Também acho. Simples e competentes. Há em outros partidos também. Há os nomes honestos mais conhecidos, os menos conhecidos. Mas partido carrega um monte de coisas. Eu mal seleciono alguns nomes em SP, que dirá do resto do Brasil.

  4. Vcs viram a forçação de barra na primeira pag Folha de hoje? SP superou o Rio em roubos, mas compare o numero de assassinatos…. E um intelequituarzinho de m. do núcleo da violencia da Usp aproveita pra falar um monte de asneiras. Ele quer porque quer que a polícia de SP nao tem nenhum mérito na queda acentuadíssima dos assassinatos. A prova seria esse índice de roubos… É o fim da picada, ele é da turma que acha que foi o bom PCC o bacana da história, argh. Mas se o PT fosse o governo no estado de SP, adivinha… É ou nao é pra ficar com nojo desses caras? E da Folha, que o trouxa aqui assina? Abs

  5. Como já disse por aqui: Serra & Andrea = Imbatíveis!
    Mas aí, vem alguém e diz: e a “densidade eleitoral” do vice?
    Ora, que tem que ter “densidade’ é o cabeça-de-chapa. Vice apenas “agrega valor”!

  6. Pois é, colegas. Mas, uma chapa puro sangue, na altura do campeonato fica mais difícil. As eleições dependerão de um arco de alianças fortes. Coisa que uma chapa puro sangue não dá, necessariamente, ressalte-se. Vejam que há aliados em São Paulo, que são da base do governo no plano federal. É um jogo intrincado. Tentar colocar AM agora, a ver, mas, serai um desgaste desnecessário. Ele pode ser muito mais útil trabalhando mais livre.

  7. Eu votaria no Andrea com mais convicção do que no Serra.
    Meu voto no Serra é puramente anti PT. Serra é um demagogo socialista.
    Desde que promulgou a famigerada lei anti-fumo, ignorando o que é liberdade individual e propriedade, tirando o direito do proprietário do estabelecimento decidir se no seu estabelecimento é permitido ou não o fumo, só voto nele em último caso.
    “Desejo tanto que respeitem a minha liberdade que sou incapaz de não respeitar a dos outros.” Françoise Sagan

  8. Mdv, jornalismo que não analisa direito = tablóide de fofocas. Tem as filigranas dessa estatística: primeiro que São Paulo tem muito mais gente, o que significa que tem muito mais rebotalho pra praticar assaltos. Segundo que São Paulo tem muito mais riqueza, até nas partes mais longínquas. O Rio tem uma estreita faixa roubável, e é em forma de linguiça, dificulta. São Paulo dá pra fugir por tudo quanto é lado (e nosso asfalto é melhor). Dentro disso, aqui o número de automóveis roubáveis é bem maior que no Rio. E bandido não vai querer se arriscar por causa de escort amarelo filmado, né? Eu também duvido muito que a polícia fluminense tenha tanta facilidade em fazer suas continhas. Além do descrédito da população diante de assaltos, o BO eletrônico do Rio é muito limitado. E ninguém me garante que que o sistema de dados de lá funciona plenamente. Pois se o de medição de poluição é antigo…

    É, Schu, mas o vive é bem conhecido por aqui. Bem mais que os outros dois.

    Tea Party, eu não acredito que por causa de uma lei antifumo, que vigora em todos os países do mundo conhecido, você tenha concluído que Serra é demagogo e socialista. Juro que não estou acreditando… (aliás, a lei já vigora em muitos estados. Não sei onde fere alguma liberdade).

  9. Letícia
    Essa lei anti-fumo é polemica.
    Acredito que os direitos são iguais, assim como acredito que o dono do estabelecimento tem direito de decidir se no local é permitido ou não fumar.
    Se não é permitido não se fuma, se é entra quem quer!
    E Zé Finí!
    Segue artigo de David Klein:

    Antes de tudo, quero deixar claro que não sou fumante. Não gosto do cheiro do cigarro e nem do gosto. Mais ainda: sou alérgico a cigarros. Entretanto, creio que o ato de fumar tornou-se, nesses tempos modernos, uma espécie de mensurador das liberdades que um indivíduo possui na sociedade em que vive.
    Será que o ato de fumar é realmente o problema nesse caso? Será que os políticos e as empresas que proíbem o fumo estão realmente preocupados com a saúde da população tanto quanto estão com os votos e com a submissão ao politicamente correto? A resposta é óbvia. Com o passar dos anos, o ato de fumar — que no início do século XX era algo social e visto como um estímulo para os debates intelectuais — está sendo gradualmente extinguido do cotidiano como estando em desacordo com as novas normas sociais, e com os fumantes sendo condenados ao ostracismo e sendo vistos pelo resto da sociedade com desdém.

    No começo dos séculos XIX e XX, fumar era muito popular. Isso obviamente se deu em uma época em que a medicina ainda não havia descoberto os vários problemas causados pelo constante uso dos cigarros. De qualquer forma, não existiam leis banindo cigarros de áreas públicas — justamente como deveria ser em uma sociedade livre. Infelizmente durante a década de 1920, os paladinos da moral conseguiram aprovar a proibição do álcool nos EUA.

    Inacreditavelmente, naquela que foi a nação cuja sociedade mais perto chegou dos ideais libertários em toda a história do mundo, o consumo de álcool foi exitosamente proibido por um mero ato legislativo. As consequências dessa lei são hoje de amplo conhecimento: surgimento de locais que vendiam bebida ilegalmente (as “speakeasies”), surgimento das “moonshines” (um tipo de bebida feito em casa clandestinamente), dos contrabandos e de todos os tipos de crimes, quadrilhas e mercados negros.

    Curiosamente, o único fato interessante que surgiu com o advento dessa lei foi o aparecimento das bebidas misturadas (os “mixed drinks”), as quais surgiram justamente por causa da impureza encontrada no álcool fabricado em casa — devido à ausência de um sistema industrializado. A razão por que o álcool começou a ser misturado mais frequentemente com outras bebidas, como sucos, era para mascarar o sabor da bebida ilegal. Ela era tão forte — e, às vezes, tão ruim —, que os clientes dificilmente conseguiam sorver mais do que um gole. Mesmo diante de tal estatismo, os indivíduos estão sempre se adaptando e inovando.

    A engenharia social criada pela Lei Seca acabou se transformando em um desastre, e foi revogada em 1933. Durante sua vigência, o cigarro também foi banido em 15 estados americanos; porém, no final da década de 1920, a maioria desses estados já havia revogado as leis que proibiam as vendas de cigarros.

    Ademais, é também válido lembrar que, em toda a história humana, o cigarro já foi banido várias vezes por regimes despóticos e totalitários. Logo, vale a pergunta: por que será que vários lugares hoje em dia não aceitam fumantes? Parece que quanto mais totalitário um governo vira, mais restrições ao fumo e a outras atividades consideradas perigosas para nosso próprio bem-estar são proibidas por lei, uma medida que pode claramente ser tomada como base para mensurar o quão realmente livre um indivíduo é para fazer suas escolhas.

    Devemos também nos lembrar que, se um país oferece à sua população um sistema de saúde “gratuita”, então é do total interesse desse governo eliminar o consumo daqueles produtos tidos como maléficos para a saúde das pessoas — sempre para o próprio bem delas, é claro. É claro que, na realidade, tudo isso é propaganda pura, pois, escondido sob este argumento, está a necessidade do governo em arcar como os custos de tais tipos de assistencialismo. Dado que tais custos são pagos com o dinheiro extraído da população, e considerando que tal medida é finita, o governo sempre precisa arranjar os culpados de sempre para justificar qualquer fracasso — no caso, o da saúde pública. E os fumantes se encaixam à perfeição no papel dos culpados pela sobrecarga nos serviços de saúde pública.

    Se o leitor ainda crê que estou fazendo propaganda tabagista, apenas pense. Trata-se apenas de um argumento em prol da liberdade de escolha de qualquer indivíduo. Como indivíduos, temos de saber — e, principalmente, poder — escolher o que queremos fazer com a nossa vida. Desde quando ter a liberdade de escolher deve ser considerado algo radical? Vivemos em uma sociedade livre ou não? Por que o proprietário de um estabelecimento comercial tem de se sujeitar a uma lei criada por um deputado banindo o fumo dentro de seu estabelecimento? Por que esse empreendedor deve ser obrigado pelo governo a perder parte de sua clientela em decorrência dessa restrição de sua liberdade?

    Não se deve dar a um parasita desocupado, que mora centenas de quilômetros longe da realidade da população, a responsabilidade de legislar sobre esse tipo de coisa. Não se deve conceder a esses engravatados o poder de decidir o que é moral ou imoral, muito menos o poder de legislar a conduta moral. Conduta moral é algo criado e desenvolvido desde o berço, nas famílias, na comunidade, na igreja, na sinagoga ou na mesquita — isto é, em qualquer lugar em esse tipo de aprendizado deve ocorrer naturalmente.

    Um político eleito não deve ter o poder de decidir qual fatia da sociedade deve receber qual tipo de privilégio. Se o dono de um estabelecimento comercial quer oferecer seus serviços para tabagistas, por que ele deve ser proibido? Da mesma forma, se ele não quiser ter tabagistas entre seus clientes, por que forçá-lo? Por que tanto desprezo pela liberdade? Afinal, o empreendimento tem dono e é propriedade privada. Cabe apenas ao proprietário tomar suas decisões — assim como o faz qualquer pessoa em sua residência.

    Logo, se um fumante quer frequentar um restaurante ou bar para poder fumar e comer em paz, sem ser discriminado, ele deve poder ter a liberdade de escolher um estabelecimento que ofereça este conforto. Essa escolha, entretanto, é completamente aniquilada — tanto para o empreendedor quanto para o consumidor — quando parasitas se arvoram o direito de legislar sobre conduta moral. Os indivíduos são obrigados a se submeter a leis que, de início, eles podem até aceitar, mas que, com o tempo, irão acabar se rebelando contra, assim como ocorreu com a Lei Seca.

    À medida que os impostos sobre o tabaco vão aumentando, os fumantes vão recorrendo aos cigarros artesanais, muito mais perigosos justamente por não serem testados por especialistas que analisam seus componentes químicos — um processo que certamente ocorre nas fábricas onde produtos para consumo em massa são produzidos —, exatamente como aconteceu durante a Lei Seca, quando as pessoas recorreram às bebidas fabricadas clandestinamente.

    Em um futuro não muito distante, é bem possível que o fumo seja proibido, assim como ocorreu com a maconha. Isso, obviamente, não vai impedir que os indivíduos continuem fumando, mas eles terão de se arriscar comprando cigarros no mercado negro, onde não há um controle de qualidade na produção de bens e serviços de modo a garantir a segurança e a saúde do usuário. Uma nova máfia pode surgir em decorrência dessa proibição — como elas sempre surgem em qualquer mercado proibido pelo governo —, e uma nova “guerra contra os cigarros” pode muito bem se tornar a próxima “guerra contra as drogas”.

    Hitler baniu os cigarros na Alemanha durante seu Reich; em 1942, ele disse: “Estou convencido de que, se eu fosse um fumante, jamais teria conseguido suportar as preocupações e ansiedades que vêm me afligindo há tanto tempo. Talvez o povo alemão deva a sua salvação a este fato”.

    Estou apenas fazendo um argumento em prol da liberdade. Poderia eu, como um indivíduo possuidor de certos direitos inalienáveis, tomar minhas próprias decisões livremente no que concerne às minhas atividades diárias? Ou deveria eu seguir ordens de burocratas que arrogantemente julgam saber o que é melhor para minha segurança e saúde? Obrigado por se preocuparem comigo, mas eu prefiro ter a liberdade de poder escolher. Afinal, não dizem que o governo é instituído pelos homens, e que seu poder se dá apenas com o consentimento dos governados?

  10. Vigora porque o povo carneiro não se revolta.
    Os governantes adeptos do politicamente correto (Leia-se o novo Comunismo) fazem o que a manada quer por votos!
    E as massa amorfas. acéfalas e não pensantes apoiam irrestritamente sem saber aonde isso vai levá-los.
    Quando descobrirem já é tarde!

    Na primeira noite eles aproximam-se e colhem uma Flor do nosso jardim e não dizemos nada.
    Na segunda noite, Já não se escondem; pisam as flores, matam o nosso cão, e não dizemos nada.
    Até que um dia o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua e, conhecendo o nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E porque não dissemos nada, Já não podemos dizer nada.
    Vladimir Maiakóvski.

    Depois de Maiakovski, Bertold Brecht fez sua observação em pleno século XIX …
    Primeiro levaram os negros. Mas não me importei com isso Eu não era negro.
    Em seguida levaram alguns operários. Mas não me importei com isso.
    Eu também não era operário.
    Depois prenderam os miseráveis.
    Mas não me importei com isso, porque eu não sou miserável.
    Depois agarraram uns desempregados.
    Mas como tenho meu emprego, também não me importei.
    Agora estão me levando.
    Mas já é tarde.
    Como eu não me importei com ninguém, ninguém se importa comigo.

    Martin Niemöller, símbolo da resistência aos nazistas escreveu em 1.933:
    “ Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu.
    Como não sou judeu, não me incomodei.
    No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista.
    Como não sou comunista, não me incomodei .
    No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico.
    Como não sou católico, não me incomodei.
    No quarto dia, vieram e me levaram; já não havia mais ninguém para reclamar…

    Mais recentemente foi a vez de Cláudio Humberto escrever no mesmo sentido: Primeiro eles roubaram nos sinais, mas não fui eu a vítima,
    Depois incendiaram os ônibus, mas eu não estava neles;
    Depois fecharam ruas, onde não moro;
    Fecharam então o portão da favela, que não habito;
    Em seguida arrastaram até a morte uma criança, que não era meu filho…

    Entendeu?
    Saudações
    Odair.
    AKA Tea Party

  11. Leticia
    Peço desculpas pela verborragia, mas não posso deixar de expor mais este pensamento:

    Talvez haja uma saída para o ser humano e que finalmente, pela dor, as pessoas comecem a entender que sem luta não há liberdade e sem liberdade não há direito!
    Tenho para mim, que quem realmente plantou essa ideia, foi o grande jurisconsulto Rudolf Von Ihering, nascido em 1868 numa pequena cidade alemã.
    Destacou-se pela aguda inteligência e foi um dos maiores juristas que o mundo conheceu. Em “ A Luta pelo Direito” a sua pregação, em apertado resumo, era a de que não importa se seu direito vale um centavo ou um milhão, deve lutar por ele para que não só o seu direito se realize, mas para que ele se afirme perante o meio social como algo a ser respeitado. Em outras palavras, só o exercício do direito – portanto, a luta – o afirma e fortalece.
    Pois bem. Ihering já falava a mesma coisa, aplicada ao direito, muito antes de Maiakovski ou Bertold Brecht.
    Isto porque é sendo infiel no pouco que acabamos infiéis no muito. É sendo indiferentes nas pequenas coisas que somos vítimas de grandes tragédias.
    Se deixamos que o outro entre em nossa vida e a manipule, hoje dando ordens ao jardineiro, amanhã aos seus filhos, no momento imediato irá dirigir sua vida, dizendo com quem deves falar, a quem deves ou não deves amar e até mesmo o que deves fazer com os bens que tens. Enfim, um pouco de distração e já não tens a tua liberdade!
    Hoje está em voga a impunidade para os tais delitos denominados de “Mal feitos”, abrindo-se um flanco para o desrespeito à lei. Delito é delito, não há no ilícito qualquer mal feito. Mais que um bem juridicamente tutelado, foi desrespeitado um princípio, aquele que manda que cada um respeite as coisas alheias.
    A frouxidão moral é como um elástico que o inimigo vai esticando, esticando, até que ricocheteie na tua cara!
    Pois é exatamente assim que as coisas acontecem, o que antes era uma liberalidade passa a ser uma exigência, o que antes era afável passa a ser abusado e atrevido. Guardadas as proporções, o efeito dessa passividade é igualmente devastador numa comunidade ou num país.
    Por isto, sempre defendi e continuarei a defender que o seu direito, valha ele um centavo ou um milhão, deve ser exercido, defendido, desfraldado, porque da sua afirmação depende a existência do respeito ao direito de todos!
    A indiferença, prima-irmã da passividade e da distração, é a causa, repito de todas as grandes tragédias humanas, desde o stalinismo, nazismo, racismo até a criminalidade carioca.
    A segurança pública no Brasil vem sendo tratada com essa mesma leviandade e indiferença, seja subestimando a capacidade e a crueldade da marginalidade, seja tratando o nosso exército como uma legião de genes que logo após serem usadas são boas de cuspir.
    Os americanos, quando em guerra, além de fornecer todos os meios necessários até enviam artistas para levantar o moral da tropa. Aqui no Brasil, não. Nosso exército está no front levando pedradas pelas costas. Se um policial matar um bandido num confronto é crucificado na imprensa e acusado de executor. O Conselho de Direitos humanos visita a familia do malfeitor e oferece advogado gratuito para acionar danos morais do Estado.
    Quando um policial morre não aparece ninguém. O front está esvaziando e a tropa de moral baixa. O resultado está aí e pode ser tarde: o inimigo já bate à nossa porta!

  12. Tea Party, não se desculpe pela verborragia. Tirando Fidel e Chávez, todos têm direito à falastromia. É saudável.

    Olha, eu sou muito tranquila com essas coisas. Se há uma forçação de barra contra o fumo, aceito. Se houve, lá pelos XIX e XX, forçação de barra para que todos fumassem, também aceitei. Eu fumo. Já foi fino quando eu era jovem. É suuuperfino para os jovens de hoje (que ainda estão na viadagem dos cigarrinhos com sabor, argh! – mas não lanço olhares de desprezo).

    Militares já foram sinônimo de superioridade. Para o bem e para o mal. Agora é o contrário. Um dia volta. Essas coisas oscilam ao longo da história.

    A única coisa que não muda nunca é o âmago humano. Seja quem for que estiver por cima, ou seja o que for o valor do momento, as pessoinhas sempre manipularão as coisas na ilusão de parecerem melhores que outras.

    (Hoje um cachorro fez xixi na roda do meu carro. Na garagem do prédio. Com a anuência do dono. Esta é minha danação hoje, e vâmo nóis!)

    Entendo todas as medidas do governo. Não vejo como intervenção na propriedade. Verei assim quando entrar uma tropa aqui em casa à cata de cinzeiros, de lixo, de vestígios, e me levarem presa. O Estado é quem mais me trata bem como fumante. O que me incomoda, como indivíduo, são pessoinhas na rua, fingindo tossir qundo cruzam comigo. Outro dia foi um velhinho, e pensei: “foi sua geração, seu desinfeliz, que me legou isso. Agora aguenta”. Não tenho paciência com moral de não fumante, muito menos com moral de ex-fumante.

  13. Debate interessante sobre a lei anti-fumo. Ela é impopular e popular. Interessante. Mas, não transforma Serra em demagogo e socialista. Os custos de saúde pelo fumo realmente é grande, sim.

    Mas, no caso da chapa puro-sangue, com certeza, não haverá nenhuma força política que aceite apoiar a chapa puro-sangue, pedindo a revogação da lei anti-fumo, por exemplo.

    Quase sem medo de errar o chute, não será uma chapa puro-sangue. Será uma chapa negociada e ainda fica difícil saber quem poderia ser o vice. A única certeza é que não será um vice tucano.

  14. O debate não é o fumo ou não fumo.
    Isso é só a ponta do iceberg. Só um exemplo do que o poder ilimitado do Estado pode levar à escravidão.
    O debate é até onde queremos o Estado se metendo nas nossas vidas.
    No meu credo quero Estado mínimo.
    Vai mais fundo! Analisa aonde estamos chegando e se você quer isso.

  15. “não haverá nenhuma força política que aceite apoiar a chapa puro-sangue, pedindo a revogação da lei anti-fumo” Né, Dawran? Gancho passado, despropósito.

    Tea Party, imagina. Você está impressionado com isso. O Estado e todo mundo se metem em nossas vidas muito mais do que se imagina. Faz parte e é assim que a vida anda.Tem o argumento da saúde pública. Talvez devamos focar nossas preocupações em picuinhas de sacristia. Essas são muito mais perigosas e invasivas.

  16. Eu já esperava. Há ainda a possibilidade de Matarazzo ao ser vice de Serra, quem sabe, assumir o GovSP. Meia palavra basta.

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