Merdinaldos e Bostineides

Existem dois tipos de usuários de transporte público: 1) os normais; 2) os que têm certeza de que são vacas.

Os episódios da semana que passou – mais uma falha no sistema elétrico da Linha 7-Rubi que paralisou trens e terminou com a depredação de equipamentos  na Estação de Francisco Morato da CTPM nos convidam a algumas reflexões.

Bem, pra começo de conversa eu acharia difícil alguém discordar do fato de que alguns trechos da CPTM precisam mesmo de renovação. Só um idiota acharia que está bom.

Aí entram as filigranas do entendimento: quem não come, dorme e anda de trem como um boi  consegue entender que a CPTM é um esforço do governo em aproveitar, valorizar e integrar o antigo sistema de trens à malha do Metrô. Criada em 1992, a CPTM surgiu na contramão da valorização rodoviária e reuniu, no peito e na raça, o entulho  de antigas companhias ferroviárias como a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) e Ferrovia Paulista S/A (Fepasa). Quem lembra, lembra: atrasos, demoras, surfistas, marginalidade, sujeira (a via era um cinzeiro e as estações, um corrimão encardido…),  falta de manutenção. Era um nojo.

Foram quatro anos até recolocar essas poucas linhas em funcionamento decente.

O sistema de trens em São Paulo era tão largado e desacreditado que as linhas, mesmo reformadas e em funcionamento novamente, registraram apenas 800 mil usuários por dia em seu primeiro ano de operação. De lá para cá, com a diminuição do tempo entre composições e o acréscimo de estações, o número de passageiros vem se multiplicando horrores, bem ao estilo paulistano. A tabela a seguir (G1), com registros de 2006 para cá, mostra bem o ônus político (para o bem e para o mal) de entrar com tudo num projeto – audacioso para os padrões brasileiros – que visa transporte para todos os 20 milhões de habitantes (capital e municípios-dormitório vizinhos), mas que ainda levará décadas para ser finalizado (se é que haverá um fim):

Operando com terminais rodoviários (municipais, intermunicipais e interestaduais, o intermodal gratuito entre CPTM e Metrô acabou mudando até a “cara” do usuário: se antes trem era coisa de gente até de outra COR (outro sol, outros hábitos, um forte traço rural), hoje as populações se misturam: a mocinha moderninha gasta 3 reais entre Paulista e Itapevi, e o caboclo de Rio Grande da Serra pode fazer um tour fotográfico-arquitetônico pela Faria Lima via Linha Amarela que ninguém mais estranha.

Interessante é que nas últimas semanas a CPTM vem anunciando largamente algumas interrupções nos fins de semana para modernização da parte elétrica.

Parece que teve gente que não ligou A + B. Dias antes do vandalismo de uns poucos, o Secretário dos Transportes Jurandir Fernandes deu uma entrevista à Rádio Estadão ESPN (pena não consegui localizar) e explicou que no presente momento está havendo um pesado investimento, incuindo obviamente a parte elétrica: em algumas linhas da CPTM ainda vigora o sistema elétrico antigo, que abrange todo o sistema da linha. Resultado: se cai a energia em um ponto, toda a linha paralisa. O que se está fazendo agora é colocar a energia por pontos, e eu lembro que ele até comparou com os disjuntores em residências mais modernas: cai a energia na cozinha, mas não no corredor.

A CTPM está complicada? Está. É por desleixo do governo? Aí já não posso afirmar. Ao longo desses anos foi-se fazendo o possível, dentro de um planejamento que não pode olhar só para um modal de transporte. E pior, com o dinheiro que se tinha. Acho até que foi razoavelmente bem. O intervalo entre trens chega a seis minutos (porque é um trem, e não um metrô), superando até sistemas ferroviários de outros estados entregues à iniciativa privada.

São Paulo combina alguns complicadores que nenhuma outra cidade brasileira tem: 1) a quantidade de gente que não para de chegar (250 mil almas por ano); 2) a quantidade de gente que mora aqui e passa, em algum momento, a usufruir com mais conforto das facilidades crescentes de transporte; 3) a série de municípios vizinhos sem vida própria, servindo apenas de dormitório: a vida de seus habitantes é toda na capital; 4) o fenômeno Metrô, que não tirou os carros das ruas, pelo contrário: as pessoas que passaram a usar Metrô vieram dos ônibus, um transporte péssimo por natureza devido às longas distâncias; menos ônibus nas ruas, os carros se sentiram à vontade para sair mais das garagens.

Não é fácil equacionar esta jaca. Se tudo fosse cor-de-rosa como na cabeça de urbanistas…

Só sei de uma coisa: os passageiros da CTPM têm duas alternativas: ou começam a se inteirar das coisas e têm um pouco de paciência (inclusive no Metrô, que anda impossível, por exemplo, na Consolação, mas isso é transitório), ou então quebra tudo de uma vez, o que será pior.

O secretário Jurandir Fernandes vê algo de político no acontecido na Estação de Francisco Morato. Faz sentido, concordo em parte com ele.

Mas prefiro pensar que o povo-povo-mesmo – aquela parcela não boi – espera para breve que tudo volte à rotina: aquela boa rotina que fez e faz São Paulo ser atração de vida para milhões de brasileiros e estrangeiros.

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33 comentários em “Merdinaldos e Bostineides”

  1. “Noves-fora” as carências do sistema, também acredito na ocorrência de sabotagens.
    Sacumé, ano eleitoral…Haddad na rabeira das pesquisas, não decolando nem com apoio do Padim Lulla…Os caras, agora, estão vermelhos de raiva. Vale tudo!

  2. Leticia o que dói é que o custo desta baderna vai sair do meu bolso, do seu e de todos os cidadãos pagadores de imposto. Quando há o estouro da boiada vamos lembrar que o bois e vacas são animais irracionais, no entanto penso que não gostariam de serem comparados nem por analogia a este bando ( quadrilha?) de desclassificados.

  3. Sou usuária da EMTU, CPTM e Metro. Lamento este tipo de atitude. O bom de se morar em São Paulo é que você olha e vê o Estado trabalhando, várias ações sendo tomadas, o nosso dinheiro sendo utilizado em nosso benefício. Sempre há o que melhorar, é claro e principalmente na educação.
    Mas não falo em educação formal, falo naquela que a gente aprende dentro de casa , respeitando os mais velhos, as crianças, gestantes, os “qualquer coisa”, enfim o indivíduo; respeitar as individualidades, o meu patrimônio e o do outro.
    Valores passados pelos meus Pais quando era criança e levados onde quer que vá.

  4. Schu, e estamos em março ainda…

    Iolita, sai do nosso bolso (digo, de todo mundo) há muito tempo. Cada revoltadinho com o sistema, desde quem rabisca até quem depreda (há quem diga “depedrar” = jogar pedra…), saem todos do nosso bolso. Tirando a grande e boa maioria, acho complicado o transporte público levar e trazer diariamente gente cuja única contribuição ao mundo é bufar. Nem escrever sabem… Ontem vi unzinho recramando da “superlotação” do metrô. Detail: ele é parte da superlotação. Outro detail: ele escreveu “ofença”. Exigem muito e dão pouco em troca. Mão de obra desqualificada. Tem de dar tudo, e na hora pra essa gente. Se não quebram tudo.

    Né, Dulce? Agora, você imagina o furdunço que seria se a CPTM e o Metrô deixassem pra inaugurar tudo quando estivesse no ideal dos ideais… Pouco uso trens, mas uso bastante o Metrô. Não estaria em meu juízo perfeito se achasse boa aquela massa de gente às seis da tarde na Consolação. Mas ninguém surta. A maioria entende, se comporta e espera. Sabe que depende de fazer novos cruzamentos. E sabe que leva tempo, que o governo não faz milagre.

  5. Claro que a Folha tinha que comparecer com uma pérola estratégica apoiando os babacas. Leiam “Transporte desgovernado”, hoje. Pregam investimentos em corredores de ônibus, entre outras bobagens, agora vai! Disgusting. Abs

  6. Estive trabalhando em Carajás no Pará a semana passada inteira. É engraçado como somente as coisas ruins de SP chegam por lá. O Datena aparece toda tarde ao vivo metendo o pau no transito nas marginais. No começo até pensei em argumentar, mostrando um outro lado do estado, etc. Depois, achei melhor mesmo essa turma acreditar nas matérias globais, mostrando as maravilhas administrativas, principalmente em segurança, do estado do Rio. Quem sabe isso não começa a incentivar mais gente a procurar outros estados.

  7. Sinceramente acho que pode realmente existir sabotagem. Uma mão na porta, uma chave que desliga… Não sei se investigam todas as ocorrências.
    Que defende corredor de ônibus devia ser perguntado o que pensam sobre a fumaça… Devem ser todos “verdes”, “amigos da selva”… Os trens estão no limite pq passaram a ser alternativa. A tal linha esmeralda vivia vazia, correndo paralela à marginal pinheiros e sem nenhuma interligação decente. Está sendo modernizada e mesmo no estado atual está muito mais usável que qq trem urbano de qq outra cidade brasileira.

  8. Bobagem, bobagem, mdv. Trabalho da Folha jogado fora. Essas fábulas só servem pra quem nunca botou os pés em ônibus e metrô. E pra meia dúzia de indignados profissionais. Como disse, povo do ônibus migrou rapidinho para os trilhos. A Folha e o senhor Haddad, que já se valeu do acontecido, estão usando a estratégia errada. Vão dar com os burros n’água. O PSDB conseguiu a façanha de recolocar os trilhos no status que perderam no país ao longo da segunda metade do século XX.

    Claudio, ontem vi no JN a verdadeira maravilha do primeiro robô a fazer cirurgias de cancêr de cabeça e pescoço (s/certeza) no Instituto Nacional do Câncer. Antes, claro, o horror dos planos de saúde em SP e a falta de atendimento no Piauí. Esqueceram de dizer que SP opera há anos com esses robôs na rede particular. E esqueceram tb. de dizer que a rede particular top do Rio só dá conta do Projac e da orla. E que os planos de saúde do Rio estão bem abaixo dos de SP. E que a rede pública local do Rio é um açougue. Não tenho nada contra, cada um faz o que quer, mas a Globo promove a cidade até em novela. Cabra do país inteiro sabe que não dá pra ir pra lá: não tem emprego perene.

    Ah, Xico, pode incluir nisso a campanha petista. Quanto menos entenderem o raciocínio paulistano, melhor.

    É isso, Marcelo!: “Os trens estão no limite pq passaram a ser alternativa”. E, cá pra nós, a linha Esmeralda é um luxo. Pena que não faz parte da minha rotina.

  9. Leticia,,

    observando a foto percebo que ninguém consegue destruir essas catracas do modo que foram sem ter ferramentas adequadas. Numa baderna espontânea, por assim dizer, esse pessoal quebra vidros, amassa peças com com alguma coisa mais pesadas que tenham em mãos ou algo disponível por perto.

    Mas destruir algo de aço inox, não. Isso foi programado. Levaram ferramentas. Podem acreditar.

  10. Lets

    Reportagem “investigativa” de hoje na FSP a respeito do horror a que estão submetidos os usuários da CPTM

    Foi malandramente publicada como “opinião”. Reproduzo abaixo a íntegra. Mais tarde, se eu conseguir dar um tempo no trabalho que preciso entregar depois do feriado, eu voltarei com algumas informações simplesmente ignoradas pelo “jornalista crítico”.

    Para início de conversa, eu desconfio da “superlotação” detectada pelo mané no horário em que utilizou a linha. Como faz tempo que não vou a Jundiaí via CPTM, não posso afirmar se hoje a superlotação é mesmo um fato nesse horário. Não era quando eu utilizava. E atenção para o detalhe que está na reportagem: “o trem esvazia no Jaraguá”. O percurso Luz/Francisco Morato compreende 13 estações com intervalo de 6 minutos no horário de pico [sem contar a que está em construção, Vila Aurora, depois do Jaraguá]. O tempo total Luz/F. Morato são 56 minutos. Ou uma média de quase 4 minutos por estação. Aí o infeliz disse que sofreu o cão entre a Barra Funda e o Jaraguá. Seis estações, ou 24 minutos! [talvez bem menos menos porque nesse trecho a velocidade do trem é maior do que no trecho Luz/Piqueri]

    OPINIÃO [FSP, 01 de abril de 2012]

    Na CPTM, trem varia de joia da coroa a pedregulho

    Na linha esmeralda, assentos com estofado; na rubi, plástico e lotação

    Na estação Palmeiras-Barra Funda, a sinalização é sofrível… e até mesmo a linha esmeralda, joia da coroa da CPTM, já parou algumas vezes neste ano

    TONY GOES
    COLUNISTA DO “F5”
    É pouco mais de meio-dia quando embarco num trem da linha 9-esmeralda -a mais nobre da CPTM, a companhia de trens metropolitanos paulista. É a minha primeira viagem no sistema, que integra regiões da Grande São Paulo.

    A partida é na estação Vila Olímpia, na zona sul. A qualidade da composição impressiona mesmo quem já está acostumado ao metrô: os assentos com estofado e os monitores de vídeo justificam a fama da linha.

    Mesmo assim, o trem está muito cheio. Sigo em pé na maior parte da viagem.

    Faço baldeação em Presidente Altino, já do outro lado do Tietê. A estação é muito mais feiosa do que as que margeiam o rio Pinheiros.

    Da mesma forma, o próximo trem, da linha 8-diamante, é bem menos “precioso”.

    Na estação Palmeiras-Barra Funda, quatro paradas depois, a sinalização das plataformas é sofrível. Preciso fazer uma nova transferência, mas para que lado? Sigo o fluxo.

    Agora, estou a bordo da linha 7-rubi, rumo a Francisco Morato, na Grande São Paulo. A passagem deveria ser mais barata por aqui: há muito venceu o prazo de validade desse trem, que tem desconfortáveis assentos de plástico. Não que eu esteja sentado. O vagão segue abarrotado até a estação Jaraguá, seis paradas depois.

    A partir desse ponto, o trem se esvazia, e a distância entre as estações aumenta muito. Chego à conclusão: com trens tão diferentes, trocar de linha na CPTM é como mudar de país ou de planeta.

    Uma hora e meia depois de ter partido, chego ao meu destino, em Francisco Morato. Para minha surpresa, não há mais sinais da depredação acontecida na quinta-feira, quando uma falha no sistema de energia interrompeu a circulação na linha. As catracas, antes destruídas por passageiros em protesto, funcionam normalmente.

    Estou de volta à linha esmeralda. Mas até mesmo essa joia da coroa da CPTM já parou algumas vezes neste ano. Hoje, ela está paralisada, para obras de modernização. Serão nove domingos ao todo, até maio. O plano foi acelerado, na tentativa de evitar problemas ainda maiores.

    Para variar, deixamos tudo para a última hora. E acabamos pegando no tranco.

    Na matéria seguinte, o jornal apresenta a cronologia do horror

    PANES NA CPTM EM 2012

    15 de fevereiro Colisão entre trem da linha 7-rubi e uma locomotiva deixa 51 pessoas feridas

    7 de março Passageiros fazem tumulto na estação Brás. Linha 12-safira ficou parada por 40 minutos

    14 de março Por cinco horas, trens da linha 9-esmeralda circularam com velocidade reduzida, superlotando as estações

    29 de março Circulação na linha 7 é interrompida após falha no sistema de energia. Em protesto, passageiros depredam estação Francisco Morato

  11. Paulo, é engraçado… A gente percebe claramente que é a primeira vez que o jumento usa o sistema de trens/metrô. Deu chiliquinho na baldeação da Barra Funda porque simplesmente não está acostumado, não imagina onde fica a maioria dos locais indicados e se incomodou com a dimensão do local e a circulação intensa. Deve viver de GPS no seu utilitário…

    E quanto aos assentos de plástico… sinceramente, não sei onde o jornalista achou seu traseiro… Se ele tem algum problema, leve junto uma boia para o fiofó. Assentos de plástico são os mais adequados para qualquer tipo de transporte diário e pesado. O que ele quer? Estofado, pra sujar e ficar cheio de pulga? Eu até implico com aquele semiestofadinho da Linha Amarela… (que por sinal o povo já emporcalhou).

    É digna de uma análise antropológica essa bateção de pezinho…

  12. Acho que ficou confuso

    [talvez bem menos menos porque nesse trecho a velocidade do trem é maior do que no trecho Luz/Piqueri]

    Ou seja, a velocidade média aumenta após a estação Piqueri, que dista três estações até o Jaraguá. O mané não cronometrou o horror reportado de viajar de pé da Barra Funda até o Jaraguá. Aliás, o trem já esvazia bastante em Pirituba. Quem conhece SP, sabe o porquê do fenômeno do esvaziamento no Jaraguá. E viajar 68 km [Luz/Jundiaí] por R$ 3,00 é pagar uma fortuna! Faça-me o favor!

    Por que se faz baldeação em Francisco Morato? Simples questão de logística aplicada aos limites da ferrovia: o maior fluxo de passageiros está no percurso até F. Morato. Seria uma estupidez cortar a baldeação. Isso sim aumentaria os prolemas no trecho de maior tráfego de passageiros. A solução ótima seria solucionar todos os problemas e limites até Campinas. Mas isso é muito caro e acho que ainda vai demorar para acontecer. Mas, comparativamente ao que se tinha aqui e ao que se vê no grotão, a alternativa implantada desde a criação da CPTM [1994, ou 18 anos] é muito boa. Precisa melhorar? Claro que sim. Mas a CPTM existe em SP e não na Suíça.

    O mané é o típico reclamador que vimos naquele vídeo do Bradesco, em post anterior.

  13. E com desculpas, mas que esse pessoal vá mesmo para o inferno. Que aceitem as provocações e vão a pé ao trabalho. Depois de arrebentar milhões de reais em equipamentos, agora, vão reclamar que não há o que arrebentaram. Danem-se.

    Olha, esse pessoal está muito nervoso. E com dentes e dedos fortes: arrancaram tampos de aço, alguns rebitados ou parafusados. O pessoal, além de nervoso, tem mãos de chaves de fenda, de pés de cabra. E gostam de botar fogo também. Irresponsáveis. Há crianças que utilizam o transporte que destruíram.

    Isso é um descalabro. Utilizar todo dia o transporte, que resolveu a vida deles. Em pouco tempo chegam onde precisam chegar. Se fossem de burricos, não. E de repente, por alguns minutos, por segurança até, o transporte tem de parar ou por mais minutos o pessoal é orientado a deixar a estação e tomar ônibus, desencadeia tal ato de violência?

    Depredaram um bem público. Não há razões lógicas para tanto. E nem para reportagens viesadas sobre o assunto. Isso é propaganda de terra arrasada. Arrasam a terra e depois dizem que ela está arrasada. Excelente.

    Difícil, a não ser para a polícia, periciar e identificar a depredação e perpetradores. Agora, a exploração que fazem da estação, parada, porque foi arrebentada. Da sinalização, que foi queimada. De um papel no chão, que muitos deles mesmos jogam, é impressionante.

    É bom que se diga a esses desgovernados que partem para o quebra-quebra, que as composições e as estações são mais limpas e organizadas até do que muitos dos locais que frequentam para tomar umas cervejas e papear com amigos. E da maioria dos locais de onde vieram de trem e para onde vão de trem.

    Vão utilizar nas eleições? Oras, lançam mão de e usam de tudo para utilizar nas eleições. Só precisam explicar para o candidato de um voto só, onde fica a estação, em qual cidade, a quantos serve, quanto custou em ICMS, qual a relação entre acidentes x passageiro transportado etc. E levá-lo a andar de trem, com cronômetro, acompanhado da imprensa. Que tal?

  14. Na reportagem o visitante de Marte, achou “o trem muito cheio”.
    Para variar, se ele tivesse encontrado um trem e estação vazios, o que diria? Afinal, estações e trens têm de estar cheios, não é? Senão, para que estações e trens?
    Quanto à qualidade dos assentos, como será a cadeira dele na redação comparada com a do chefe?
    Deve ser marciano, mesmo.

  15. Não, eu entendi, sim, Paulo. E entendi perfeitamente o que ele passou (o mental e a realidade): pessoas não acostumadas com certas coisas estranham mesmo. Mas jornalistas deveriam ser mais objetivos, mais informados e menos aviadados.

    Né, Dawran? Nisso que eu penso quando vejo pessoas reclamando de conforto: onde bebem e onde dormem. O que comem. O que vestem. Como é o portão e a calçada de suas residânces…

  16. Talvez o sonho desses depredadores seja vagões puxados por parelhas de mulas, como em Cuba! A conta dos estragos deveria ser mandada para os diretórios do PT, PSOL OU PSTU. É nestes endereços que essa manada descerebrada se alimenta.

  17. Só mais um reparo. Virou mania de políticos justificarem certas coisas, notadamente as ruins, como políticas. Alguma motivação política, sempre tem. Quando se constrói e quando se depreda. Assim, a discordância é que política não é coisa ruim. Política, em realidade, é uma arte. Se alguém faz algo de ruim, não é por ser político. Mas, sim por ser ruim mesmo, peste, panaca, idiota, oportunista, mané, enganador. E há o lado criminal como peculato, advogacia administrativa. Ou mesmo agressão, destruição de bem público. O caso da depredação da estação não tem “algo de político”. Tem é de idiotia criminosa de quem desmerece bens públicos feitos para eles mesmos utilizarem. O secretário deve, protocolarmente, não poder dizer as coisas com as palavras diretas. Mas, se pudesse, protocolarmente, dizer que idiotas, baderneiros, imbecis, podem ter insuflado a reação ou ter reagido por terem sido insuflados por irresponsáveis e imbecis, para ocasionar a depredação da estação, seria melhor. E que ponha a Polícia para investigar isso tudo. O ICMS é caro para ser jogado no lixo por bobocas.

  18. Aí, sim, Schu. Daí entramos na lógica “Brasil”: todo mundo acha normal o nada, e quando depara com alguma estrutura passa a fazer exigências descabidas.

    Dawran, o brasileiro não preza o público. Pode observar: criatura mantém o interior da casa tinindo de limpo, e tal. Da porta pra fora, é abandono e destruição, a começar pela calçada. Ele não vê o público como algo de propriedade dele.

  19. Exato, Lets. Ademais, essa tática de desestabilização social é empregada há décadas mundo afora para fins políticos. Se não há nada que justifique a baderna e o vandalismo, então que se crie um factóide, não é? É uma estratégia manjada, mas que ainda é praticada aqui em Botocúndia pelos mesmos profissionais da baixa atividade política.

  20. Esse conceito de que o que é público não é de ninguém, é uma forma de distorcer as coisas e favorecer invasões e depredações, com a justificativa de que é pelo “social”, “a terra cumprir sua função social”, “as casas e suas funções sociais” e por ai vai.
    Só que quem cumpriu a sua função social de trabalhar estudar e comprar e não roubar o que possui, pouco importa.
    Essa lógica é perversa.

  21. E você viu o Stepan Nercessian que “pediu dinheiro emprestado” pro bicheiro? Devolveu dois dias depois. SEI! E intermediou um camarote no carnaval. SEI!

    Ô raça, viu? Ninguém consegue viver só do seu trabalho neste país? Tem sempre um padrinho, um isso, um aquilo, um “amigo”…

  22. Leticia, talvez desse seja a “síndrome de marcelo zona sul”, filme que projetou o citado no cinema e depois na TV. Mas, essa praga de pega aqui, passa para lá, liga para um, nega, acusa, defende, confirma, desmente…é o ápice da desgraceira maia, não é? Pena que os maias também devem ser uns sesquipedais e nunca vão acertar 13/13/13…hehehehe…Deve ser por isso que criaram o politicamente correto. Para poderem misturar tudo e ninguém esboçar qualquer reação. Exceto andar de bicicleta feita com quadros de bambu, fazer bonequinhos de pau reciclado, guaxuma hidropônica…Sabe-se lá. Cadeia, mesmo…
    A glória é defender o ambiente com bicicletas de quadro de bambu e deixar a rapinagem para os céus resolverem. Impressionante.

  23. Pinduca, você fala, fala, e não explica. Diz que atrasa, e só. Qq. pessoa com neurônios compreende os atrasos. No seu trabalho, no conjunto, as coisas atrasam também. Por quê? É uma conspiração? É culpa sua porque você é mau? Impossível explicar sua posição a não ser por ter abosrvido uma cultura por anos e anos – e pior – criada e repisada por gente que não tem sua competência. Você não é assim.

    Em sã consciência: com toda a expansão e reforma, promovida pelo próprio governo do PSDB, por que raios de motivos ele sabotaria a si próprio?

    Faça uma comparação honesta entre a gestão aqui e em outros estados e o governo federal. Compare com o PAC. E o pior: por que toda a massa politicamente manobrada de criticantes de pelo em ovo em SP, por que essas pessoas nunca optam por sair daqui?

    E por fim, me explica por que, com o PSDB há quase 20 anos no poder, não para de chegar gente aqui? A Dow Química em Camaçari fechou. Olhe no mapa. Adivinha pra onde vêm os que não foram demitidos? Adivinha onde a Dow tem um monte de pontos que não vão fechar? Não é possível que a gestão aqui seja um horror.

  24. Leticia, que esperteza, hein? Pois que seja bem, discordo de tudo o que ele escreveu.
    E por falar em governo, pinduca = Paulo Victor, deve ter visto a sequência de fotos durante a apresentação do pacotaço inerme de ontem, onde parece, uma bronca da presidente no ministro da Fazenda. Quem seria o agente sabotador ali? Seria o vilão o “tsunami financeiro”? Ou mais de nove anos de anomia? Ah, e não adianta falar em popularidade de 70% CNI/IBOPE, que saiu hoje. Pode chegar em 101% de ótimo/bom. Continua inerme, retirando dinheiro do cidadão para subsidiar produtos “nacionais”. No bojo, teremos inflação, salário nominal em baixa e salário real caindo. E PIB, baixo.

  25. Pinduca = Paulo Victor não olha para essas questões. Na cabeça dele, não lhe dizem respeito, então sobre elas não tem opinião.

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