Te barraram? Se ofenda que está tudo resolvido

Velhinha-velhinha-boazinha-dona-Rosinha queria entrar escondidinha toda fofinha-porque-velhinha e, ao ouvir um não, tirou a fantasia de bichinho da parmalat e eis que sai dona Osmerdina: Foi cachorrada!

Rapaz-muito-estudioso-só-queria-fazer-doutorado-na-UFRJ (no, no, Salamanca no! Quiero na UFRJ para sentir las texturas locales), recorreu até a Ivana Bentes, que tirou o corpo fora, e resolveu então apelar para o “só pode ser retaliação“.

Xenófobos e vira-latas ofendidos em geral, a verdade é uma só: países têm todo o direito de ditar normas sobre quem entra, e a maioria das pessoas (brasileiros inclusos) entra e sai dos países dignamente: dizendo a que vieram e apresentando os documentos exigidos.

Entre os brasileiros que se apresentam e entram legalmente há muita gente furreca, que vai a outros países mais para receber do que para dar.  Mas isso não interessa nem às barreiras brasileiras, nem às barreiras estrangeiras. É a tal liberdade de ir e vir. Estando tudo nos conformes, pode entrar, nem que seja pra vomitar fotos no FB, falar mal da comida nativa e como sente sallldades de mamãe.

Do que se trata nessas questões ampliadas pelas páginas dos jornais é a movimentação do rebotalho-rebotalho mesmo. Brasil-Espanha e Espanha-Brasil. Gente que vai pra Espanha para se prostituir, fraudar sistemas, roubar, montar suas quadrilhas. Gente que vai atrás do Welfare State eterno. Gente que vem vadiar no sambarilove brasileiro porque seu intento não colou no país de origem, e tal.

Ao contrário da fuga de cérebros, é entrada e saída de corpos no sentido lato.

Então, muita calma na hora de generalizar. Tá certo que nós brasileiros somos furrecas no geral, mas tem muito brasileiro bom se aperfeiçoando, trabalhando e contribuindo no exterior. São pessoas bem-vindas lá, assim como todos os bem-intencionados devem ser bem-vindos aqui.

Falando nisso, especialistas espanhóis para resolver a jaca da superlotação do Metrô de São Paulo. É que faltam profissionais brasileiros para agilizar os projetos.

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12 opiniões sobre “Te barraram? Se ofenda que está tudo resolvido”

  1. Os espanhóis estão certos. O que aporta de escória brasileña en la tierra de los toros não está no gibi!
    Já em nuestra Isla del Tesoro, onde los bucaneros imperam sob o comando de Mãe Joana, a entrada e a boca são livres.
    Battisti, Biggs, Achille Lollo, Salvatore Cacciola e outros menos cotados que o digam.

    Agora, é evidente que profissionais gabaritados e estudantes de todos os níveis são SEMPRE bem-vindos aqui. E quero crer que a recíproca seja verdadeira neste mesmo patamar quando nossos patrícios vão ao exterior.

  2. Trabalho em uma multinacional.
    Vocês não fazem ideia de quantos gringos tem aqui, sem carteira assinada, recebendo seus salários lá fora. Se ainda fossem algumas grandes autoridades vá lá, mas não são. A maioria está sendo enviados para banânia por falta de emprego em seus países, para não serem demitidos, tirando oportunidades de brasileiros. E o pior é que é muito fácil obter visto de trabalho aqui. Vai tentar na UE (União Européia).
    Quanto a repatriação é culpa dos brazucas mesmo. Esses babacas acham que chegar em outro país batucando em caixinha de fosforo e com algumas piranhas rebolando vão abrir as portas. Ridículo.
    Vou à Europa, EUA e Àfrica constantemente a trabalho e nunca, mas nunca mesmo tive o menor problema.
    Quer reconhecer um grupo de brazucas no exterior? Repare nos maus modos e falta de educação, falando alto e procurando chamar atenção, crentes que estão abafando. São brasileiros.
    Quando morei na Califórnia passeando em Sunset Street, cruzei com um grupo de brasileiros, meus amigos Americanos logo identificaram, são brasileiros, fingi que não falava Português.
    Certa vez em um hotel nos EUA eu e minha mulher tomávamos café da manhã (Breakfast) e de repente chegou um grupo de brasileiros, falavam alto, algum idiota gritava do bufe para o outro lado do salão que certa coisa era gostosa, começaram a batucar na mesa e algumas garotas que nunca, mas nunca mesmo, puseram os pés no asfalto passaram a rebolar desajeitadamente como se fossem cabrochas de escola de samba.
    Passei a falar Inglês com minha mulher e saí de fininho.
    Qui Vergonha do Varlter.

  3. Complementando, Brasileiro sofre do complexo de vira lata e tenta compensar com a lei de Gerson. Se fossem tão malandros quanto pensam seriamos a primeira potência mundial, não essa bosta em que vivemos.

  4. Como li em outro blog: O Brasil(a marioria dele) se comporta como o marido q trai a mulher e ainda por cima se ofende com a desconfiança dela. Definição infelizmente mais que perfeita, especialmente em casos aonde o errado vira o certo, só pq quem fez o errado é “idoso-grávida-negro-“excruído sossial”-isso-aquilo-aquilo-outro”.

    Aqui, sempre tem uma “carta branca” pra se fazer o errado, depois acham(a maioria) ruim qdo alguém tenta fazer lá fora algo tão glorificado aqui – o famoooso “jeitinho brasileiro” – e se dá extremamente mal – é deportado, preso, etc – ainda ficam reclamando feio qdo o tiro sai pela culatra – com aqueeelas acusações de “racismo-xenofobia-nazismo”, trinômio quadrado (in)perfeito para o qual sempre se apela nestes casos. É simples, cada país tem suas regras de imigração, duvido q se fosse um daqueles países “excruídos” como os da África ou ainda alguns de nossos “vicinos hermanos” do mercosul q fizessem tal coisa duvido q teria essa celeuma toda. É tudo implicância com país rico, afinal de contas, segundo o socialismo banânico, país rico tem q fazer caridade pra país pobre sem reclamar, senão… Enfim, é muita idiotice junta.

  5. “Complementando, Brasileiro sofre do complexo de vira lata e tenta compensar com a lei de Gerson. Se fossem tão malandros quanto pensam seriamos a primeira potência mundial, não essa bosta em que vivemos”.

    Definição corretíssima, Tea Party. Aliás, é justamente por ser “malandro” q este país não vai pra frente… É uma droga isso aqui, essa glorificação do jeitinho q só nos atrasa e nos involui…

  6. Mais ou menos o que eu penso do brasileiro em geral – eu não sou estrangeira, gente! O brasileiro é arrogante, mal educado, metido a “ixperto”. Viajei para a Europa, faz vinte e tantos anos, com dois rapazes que nunca tinham saído do Brasil. Dava raiva de ver o comportamento dos dois diante de um monte de situações novas. E o que irritava mais era o famoso”ai que saudades do feijão da minha mãe!” Eu também, ao ver grupo de brasileiro fazendo zona, saio de fininho, vou falando em inglês e, como minha cara é de colombiana/libanesa/argentina …

  7. Gastronomia é caso à parte.
    É curioso ver grupos de brasileiros em excursão de 10 dias procurarem restaurantes brasileiros com tantas opções, mas se você só tem grana para ir ao Mc Donald’s, KFC, Wendy’s ou Taco Bell dá pra entender.
    Certa feita dei suporte logístico à um navio Norueguês. O cozinheiro era fantástico e eu volta e meia comia lá. Mas a legislação brasileira exige 40% da tripulação de brasileiros. O que mais reclamavam era da fantástica e variada comida internacional do navio…Queriam arroz, feijão bife e batata frita. Tivemos que embarcar um cozinheiro brasileiro. Para eles Haddock defumado e patê de caviar não era bom. Bom mesmo é feijão com farinha e mandioca frita.

  8. Quando do atentado terrorista no metrô de Madrid, se não falha a memória do local, mas foi na Espanha e em Madrid, foi concedida cidadania espanhola a brasileiros feridos ou mortos nos atentado. O governo daquele país providenciou isso.
    Difícil ver similaridades, dado que nunca houve atentado em Metrô por aqui. Mas, já foram mortos turistas, por acidentes ou por latrocínio. Notícias de concessão de cidadania a estrangeiros vitimados? Não há memória, salvo engano.

    Coisa diferente é entrar clandestinamente em um outro país. E ter pessoas que tentam entrar para visitar quem está clandestino. Só concordaria com o fato de deixar as pessoas ao menos tomarem banho, trocarem de roupas, comerem alguma bolacha…antes e enquanto estiverem detidas.

    No caso espanhol, o Brasil pode adotar a reciprocidade, tratar de forma igual espanhóis que entram sem legalidade no Brasil. Seria isso, sem muitas delongas.
    Parece que não há problemas de brasileiros impedidos de entrar na Somália, por exemplo. De somalis por aqui, a lembrança falha. Mas, tudo passa por uma ideologização. Só choradeiras e queixumes. Oras, se não há país melhor do que este, que fiquem por aqui. Por que embrenhar-se por desertos e geleiras para encafofar em países dos outros?

    Agora, a parceria tecnológica em termos de metrôs seria bem alvissareira. Sabe-se lá motivos para não serem contratados técnicos das ilhas Tuvalu, por exemplo.
    Mas, a realidade é que recursos sempre foram escassos por aqui. E para realizar transportes na Metrópole, sempre houve necessidade de realização de ajustes fiscais, desde 1982 até agora.
    E a necessidade de agilização deveria ter velocidade menor do que a velocidade necessária para dar uma parada na Cidade, esclarecer as questões migratórias e organizar tudo de forma a resolver e não a arrasar e esculhambar com tudo.

  9. Leticia
    Tudo isso é só para consolidar a ignorância dos brasileiros.
    Me lembra a piada da criação quando Deus criou os vários países e os Anjos aplaudiam apesar de colocar guerras, enchentes, terremotos, secas, pragas e outras desgraças em quase todos menos no Brasil.
    Questionado pelos Anjos o porque de no Brasil não ter colocado nenhuma dessas desgraças ele respondeu:
    – Espera só para ver o povinho que vou colocar lá.
    O mal do Brasil são os brasileiros. Oh povinho xexelento. Basta ver o governo e os políticos que temos. É a prova dos noves.

  10. Engraçados mesmo esses casos contados aqui. Concordo com tudo o que diz o Tea Party. Eu mesmo estive na Suécia em 2009 participando de um seminário e me encantei com tudo. Os pratos então eu fotografei todos antes de comer e foi um dos itens que mais achei interessante. Mas a foto que mais ilustra ao menos uma das diferenças com o Brasil é a que tirei de um amigo ao lado de uma loja da Rolex em Estocolmo. Era domingo, a loja estava fechada e não havia nenhum segurança para proteger as frágeis portas de vidro. Igualzinho aqui, não? Ah, pra dizer a verdade fiquei com uma baita saudades da comida de lá.

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