Revirando a memória

Eu e meu pai vendo o jornal, e aí dizem que Ricardo Teixeira será substituído na CBF por José Maria Marin.

Entreolhamo-nos com cara de “eu conheço esse nome”. Lasquei eu: foi governador, era do malufismo! E meu pai: foi prefeito, e teve alguma coisa que não lembro!

Ganhei metade, e papai a outra. Lá fui eu pesquisar na Wikipedia (atual deslumbre de meu sobrinho José; tudo agora ele busca na Wikipedia).

Foi governador de São Paulo, sim, nos anos 80, quando Páoolo Malóf se desincompatibilizou para concorrer – vejam vocês! – a deputado federal. Ninguém se ofendeu. Naquele tempo o PT contra São Paulo não era exatamente legião.

E teve um babado, sim. Mas não antigamente. Agora. Embolsou a medalha dos juniores do Corinthians este ano:

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6 opiniões sobre “Revirando a memória”

  1. Pois é.
    Sempre foi legião. Só que as forças não eram assim tão díspares. Hoje há uma assimetria politicamente correta em todas as áreas.

  2. É a emenda pior que o soneto… mas pior mesmo seria o filho do Sarney assumir a entidade, coisa que se diz plausível, numa eventual renúncia de Teixeira e que confundiria de vez política e futebol, para o bem dos políticos e o mal dos futebolistas.

    O Marin ainda é torcedor do São Paulo, chegou a ser jogador e diretor do clube. Mas se o Sarney assumir a CBF, o Brasil passará a ter apenas dois campeões: um ano o Flamengo no outro, o Corinthians, tudo a mando da poderosa rede de TV.

  3. Pode até ser Fabio Mayer.
    Mas, até os dois times revesarem, tudo bem.
    O pior seria ter copa do mundo e olimpíadas no Maranhão todo ano.

    Mas, não será tarefa fácil essa do filho assumir algo em termos de futebol por aqui.
    Quem sabe lá na Suíça, sede do treco todo?

  4. Existe uma máfia futebolística que domina o setor há décadas.
    Quando o ‘capo di tutti capi’ sofre uma queda, logo assume seu braço direito ou apadrinhados. Nesse tabuleiro vicioso, movimentam-se as peças para que o resultado final não seja alterado.

  5. Antes das ONGs, os sindicatos, as federações, as confederações, associações e pá e coisa eram os lugares ideais pra empregar gente sem qualificação pra orbitar, de uma maneira ou de outra, em torno do dinheiro do governo e vice-versa. Por isso temos, por exemplo, o glorioso Ecad, que sempre foi alvo das mais duras críticas dos artistas e na semana passada veio posar de coisa importante, recebendo de volta um big movimento na internet e do próprio Youtube, que lhe deu uma bela enquadrada.

    Pois podem apostar que o Ecad deve abrigar algum esquecido da esfera pública. E o Sr. Marin também, esquecido pelo tempo da ditadura, foi se encafofar nas searas futebolísticas. Acho isso triste para um ser humano. Daqui a pouco está empregado em alguma coisa da agricultura, e por aí vai.

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