Qui hora queu vô durrrmi?

Cabô faniquto de caminhoneiro. Se o problema é o horário, faça como jornalistas, porteiros, enfermeiros, médicos e tantos outros: se vire. Resolver fazer greve um ano depois de anunciada a medida de restrição de horário é molecagem boa lá pros anos 80, quando sindicalismo mal-intencionado dava resultado. Hoje, e aqui, não cola mais. Vão procurar o que fazer.

Ontem a cidade viveu um trânsito terrível por causa dessa paralisação. Claro, diante da expectativa de falta de combustível, todo mundo antecipou compromissos e abastecimento.

Pra completar, os bikeiros resolveram fazer protesto no final do dia. Não pelo estado grave do menino Peterson, que andava de bicicleta na Zona Leste e foi atropelado por um ônibus. De certa região pra lá, os acidentes não interessam.  Vila Zelina não dá pedal, sabe como é…

Infernizaram nas principais vias da cidade, cometendo toda sorte de infrações.

E, pelo que pude notar, era grande a quantidade de bikeiros gordos. Não que as pessoas não tenham direito de passar a vida se entupindo de porcaritos, mas é que acho um tantinho excludente você defender o transporte de bicicleta como estilo de vida quando a sua pança indica justamente o contrário.

PS.: Reinaldo Azevedo conta sua tarde de ontem nesse furdunço.

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18 opiniões sobre “Qui hora queu vô durrrmi?”

  1. Vão aprontar dessas aqui em Curitiba também.

    A Linha Verde, que é uma espécie de marginal do Tietê sem o rio, também está restringindo o tráfego de caminhões nos horários de pico…

  2. No lado civilizado do planeta, onde a democracia e o capitalismo sadio imperam, seria interessante fazermos comparações entre cidades do mesmo porte de São Paulo no que diz respeito a caminhões. Como são feitos os embarques e desembarques das mercadorias, horários, etc..

    Como será que Londres, Paris, New York ou Tókio lidam com essa problemática?
    Mesmo com a crise internacional, não tenho conhecimento que haja atrito com a categoria transportadora.

    Talvez a coisa ande porque não há a ingerência ditatorial dos sindicatos e da exigência do registro em carteira. Horas extras teriam remuneração condizentes?
    Terminais de cargas seriam melhor distribuídos e administrados com mais honestidade e competência, desburocratizados? As entregas das mercadorias seriam ‘capilarizadas’ em veículos menores e mais ágeis no trânsito?

    Gostaríamos de saber. Quem se habilita?

  3. Pois é, o que mais pega em São Paulo são grupos que, em nome de alguma causa, se imaginam com mais direitos que o cidadão comum. Basta ver um motoqueiro com um baú atrás metendo o pé no retrovisor alheio, por achar que foi levemente fechado quando andava como um louco pelo corredor. Ou algum desses carros de telefonia com escada no teto te ultrapassando pela direita, ou subindo pelas calçadas, ou andando na contra mão. E tudo feito, segundo eles, em nome do trabalho. E é assim também com motoristas de onibus, taxistas, feirantes, entregadores de pizza… Qualquer reclamação sobre a falta de educação do sujeito e vem logo a resposta: Estou trabalhando pô! Como se todos os demais motoristas e pedestres fossem vagabundos que sairam de suas casas a passeio. E com os ciclistas está ficando parecido também. Exigem pista livre e cuidados especiais dos carros e geralmente não obedecem a legislação, andando na calçada e desrespeitando os sinais de pedestres. Ah, mas eles estão colaborando por um mundo melhor, né.

  4. Sindicalismo ou não, o fato é que a prefeitura- por inspiração do prefeito- sofre de sindrome proibitiva.
    A pretexto de elevar a cidade aos píncaros da civilização, adotou-se a postura de proibir e punir sistematicamente, sem oferecer nada, absolutamente nada, em troca para a população.
    Janio Quadros fazia coisas semelhantes, escondia as falhas da sua administraçáo propagando medidas de efeito na midia, como a proibição do skate, do biquini, etc. Mas em contrapartida era um administrador ágil- embora de honestidade discut[ível- que realizava coisas que favoreciam a população.
    Kassab´faz a coisa pela metade, so faz- ou se interessa por fazer – a primeira parte, proibir e punir.Sem discutir com as partes interessadas.Se estivesse no oriewnte medio, correria um serio risco de ser espetado em um poste qualquer.
    Quem ja teve a oprtunidade de andar dentro de um caminhao na marginal sabe quanto é dificil. è muiot omais lento que de carro. Para um tanqueiro sair de uma base de distribuição em guarulhos ou barueri, fazer entregas em sto amaro parelheiros ou o que for e retornar à base é impossivel sem invadir os horários estabelecidos por sua majestade. Não dá.
    Ao inves de punir e proibir, um prefeito que se preze deveria facilitar a vida do cidadão, criando uma estrutura minimamente decente de transporte publico.

    Kassa

  5. Em São Paulo e em qualquer metrópole de quilate assemelhado, ocorrem congestionamentos de automóveis de passeio.

    Quer tenham ou não maiores, melhores ou piores malhas de modais de transportes coletivos.

    Não adianta tentar achar e fazer outros acharem, por incautos, que só em São Paulo ocorrem certas coisas como congestionamentos de automóveis de passeio.

    Nesse caso da restrição a caminhões por horários em certas vias, isso ocorre também em outras cidades do mundo. E isso também com decisões da administração pública que causam polêmicas? Idem.

    Agora, a administração pode não acertar sempre. Mas, também os transportadores não estão corretos em parar a cidade e causar tal problema.
    Isso porque é uma questão de logística.
    Em segundo, estão tendo alternativas. Não serão impedidos de trabalhar ou de circular. Só que poderão fazê-lo em outras vias e nas vias anteriores apenas em horários específicos.
    Se recusam fazê-lo, boicote, por suposto, seria o nome a dar a tal coisa.

    Isso não quer dizer que a administração esteja 100% correta. Mas, caso não esteja, dá para resolver trabalhando e conversando, propondo, resolvendo.

    As medidas foram tomadas há tempos, daria tempo de adequar a logística, o tempo, as formas.

    Muito menos, pode -se dizer que os transportadores estejam 100% corretos.
    Se têm alternativas de circulação, parar a cidade não é adequado.

    Da mesma forma postos aumentarem os preços dos combustíveis, está incorreto.
    Oportunismo seria o nome disso, por suposto.

    Contudo, a Cidade aguentará mais essa.

  6. Fábio, se assim está em Curitiba, que se restrinja. Senão a vida vira um inferno.

    Schu, essa é uma boa ideia.

    Dawra, aqui nunca ninguém está 100% correto. Imagina a jaca que é isso aqui, não dá pra agradar todo mundo.

    Pinduca, como assim sem discutir com as partes interessadas? Que partes interessadas? Até onde sei, muitos caminhoneiros precisaram de escolta policial. Isso foi coisa de sindicato, de meia dúzia. Há outros interesses aí, e não só os políticos.

    Agora, imagina se a Prefeitura e seus vários administradores ao longo do tempo fossem discutir tudo antes com as “partes interessadas”: uso de cinto de segurança, rodízio de carros, IPTU, Lei Cidade Limpa… tem setores em que isso não existe. Tem de cumprir e pronto. Ajustes, sim, podem ser feitos. Mas paralisação? Como disse o Kassab, é chatagem. O sindicato que se hueda, porque todo mundo precisa trabalhar.

  7. Você anda nos EUA e quase não vê caminhões nas ruas e estradas.
    Isso me chamou muito a atenção.
    Entregas são feitas a noite.

  8. Né, tea Party? Não existe milagre…

    Fora questão de horário, precisa ver também a fumaceira desses caminhões. Eu botava uma birosca na entrada de cada rodovia na cidade, aquelas baias de inspeção veicular e uma meia-dúzia de oficinas mecânicas do lado. Ou ajusta tudo ou não entra.

  9. Leticia, pinduca sempre com suas ilações. Pode ser que não releia o que escreve.

    É claro que as restrições foram avisadas. Pode chamar de restrições sim. O problema é que podem existir discordâncias e discordâncias que se resolvem negociando, com prazos, propostas, avanços e recuos.

    O que não dá é essa coisa de sempre tentar associar autoritarismo às decisões dos governantes de São Paulo, como tenta dissimular pinduca. A população, por acaso, não está refém dos paradistas?

    Pois, pinduca, que a Prefeitura e o Governo do Estado não recuem. Mantenham a decisão, tal como fizeram no caso da retirada de traficantes das ruas do centro de São Paulo. O que dizem os críticos que agora podem andar por lá sem verem o que gostavam que os outros vissem? Ou seja, farrapos humanos sendo aproveitados por meliantes da pior espécie.

    Se Prefeito e Governador, receberem propostas, com certeza irão analisá-las.
    Não vive-se, aqui, em nenhum estado autoritário não, como tentam fazer crer.
    Seria muito bom , pinduca, que aqui fosse uma Coréia do Norte, não é? Ou outra coisa niilista do tipo, autoritária e arrogante. E faminta.
    Só que aqui, esses panacas não criam-se, entende?

  10. As coisas estão voltando ao normal, pinduca.
    E nenhuma milicia tomou conta da Cidade e nem do Estado. E nem têm capacidade para tanto. É isso que precisa ficar claro, sempre.
    Governador e Prefeito não devem conversar com quem quer vir colocar-lhes a faca no pescoço, entende?
    Eles têm votos suficientes para exercerem os respectivos mandatos sem aceitarem chantagens e ameaças.
    Os espacialistas que aproveitam para fazer suas análises, que façam a a análise do modelo de indústria de carros de passeio, desde a década de 50, com JK.

  11. Sindicatos – Tentáculos paralisantes do petismo em qualquer cidade que tenha a desgraça de abrigá-los. Sua função é essencialmente corporativa e nefasta aos interesses maiores da população. São guiados por pelegos de pensamento e partido únicos.
    Organização, disciplina e respeito são conceitos desconhecidos por seus dirigentes.

  12. pinduca, não não voltaram ao normal, só.
    Descobriram também que houve até audiência pública sobre as medidas e que têm alternativas de horários e vias de acesso e circulação. Tudo pago pelo contribuinte que está sendo lesado por uma paralisação sem sentido algum.
    De todo modo, não foi colocado imposto coxinha, taxa de lixo, túneis desencontrados etc.
    Aliás, não respondeu: crédito farto para compra de carros, subsídios para a indústria de carros. O que você propõe? Pedágio urbano?

  13. Opa! Caminhoneiros preparam um movimento nacional. Daí, a exemplo dos policiais na Bahia, todo mundo esquece do “autoritarismo” e passará a lamber os brasões do interesse de Estado…

  14. Óia, tô lendo aqui, o horror!!!!! Santo André, São Bernarrrrdo, São Caetano, Diadema (e o Fábio falou que eu Curitiba tb.) têm restrições de horário! Que autoritário! Que inoperante!

  15. Osasco também restringirá tráfego em períodos de pico. Estava previsto para março o início. Lá há um grande polo de logística. Que coisa não?

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