O perigo de trombar em seres humanos

Ontem morreu mais uma ciclista na avenida Paulista.

Óbvio, diariamente morre um monte de ciclistas no país, porque a bicicleta é um meio de transporte muito importante entre nós. Não porque todos estejam interessados em exercícios ao ar livre ou em demandas modernettes, mas é por falta de opção mesmo.

Mas na Paulista a morte é mais bacana, né?

Outro dia vi um filhotinho de pardal que havia caído do ninho devidamente esmagado por uma bicicleta com cadeado, num bicicletário.

Meu tirocínio físico é, sem dúvida, melhor que o do pardalzinho. O mesmo não posso dizer de meus pais que, embora estejam ótimos, já são idosos.

E é justamente por esse motivo que não os levo mais ao Parque Villa-Lobos.

Minto: levei na segunda-feira de Carnaval, sob o seguinte raciocínio: a turba embikizada já esteve aqui ontem, então hoje, bem de manhãzinha, mal não haverá. E não deu outra: o parque estava vazio. Nos mandamos de lá ás 9, quando o rebotalho já chegava para se exercitar sob sol forte.

O Villa-Lobos tem pista para bicicletas. Ótimo. O problema são as crianças maiores e menores, que, obviamente, não usam a pista. E o problema está também na entrada do parque e na grande área de entrada: você tem de caminhar na defensiva, olhando para todos os lados pra ver se não há um ciclista de primeira viagem pronto a escarificar a batata da sua perna.

Isso porque não há ainda nenhum movimento massacrítica a favor do skate como meio de transporte. Porque no dia em que cismarem, olha…

A grande vantagem da bicicleta, assim como a moto,  está justamente em sua capacidade de driblar as regras de trânsito.

Não vejo saída a médio prazo, não só em São Paulo como em muitas outras cidades que cresceram na base do automóvel e do ônibus.

Peitar esse estado de coisas na base da alopradice não é heroísmo. É burrice.

Anúncios

35 opiniões sobre “O perigo de trombar em seres humanos”

  1. Na Folha tem um relato suspeito de uma “testemunha” (menor de idade). Ela dá detalhes de uma minúncia impressionante de tudo o que se passou pouco antes do acidente. Depois ficamos sabendo que ela tb é “cilcista”, claro. Olha Letícia, eu peguei um baita bode desses caras, que não respeitam o pedestre, e acham que tampouco precisam respeitar as leis do trânsito – furam sinais, entram pela contramão furando os sinais, atropelam e apavoram pedestres, transitam pela calçada etc. etc.). Mas na hora de “convocar” os protestos pelo facebook, esses filhinhos de papai estão sempre a postos. Argh.
    P.S: Vim aqui porque intuí que vc abordaria esse acidente, bingo, abraço

  2. estou surpreso de não estar vendo na imprensa aquela quantidade usual de comentários sobre a “desgraça” que é morar e São Paulo e como essa cidade é “desumana” e “cruel”…

  3. mv, também já vi cada barbeiragem… Por isso, de ciclista e motociclista procuro manter distância. Sinal abre, eles vão primeiro, depois eu. Engraçado é que nunca ninguém buzinou por causa desse meio segundo. Acho que é um acordo tácito entre motoristas…

    Foralula, eu estou vendo, sim. E, em certos jornais, povo aproveitando o ensejo paulistano e enchendo a boca pra falar do Rio, a cidade br. com mais quilômetros de ciclovias.
    Bem, fazer ciclovias pra turista em praia é fácil. Quero ver em lugares complexos como na avenida Rio Branco, avenida Presidente Vargas, Madureira… Pasme: o trânsito nessas regiões é caótico, apertado e cadê sinalização no asfalto? Está gasta. Dá a impressão que a última vez que pintaram foi na gestão Negrão de Lima.

    Mas o que não faz uma Copa do Mundo, não?

  4. MV, Letícia e Foralula:

    E eles fazem TUDO isso, esse monte de barbeiragem e ainda se acham os SANTINHOS COITADINHOS OPRIMIDOS – o q é bastante revelaror desta “nova ética” brazuca – na verdade, de “intelequituais” hipócritas, q acabou se espalhando pelo país todo, segundo a qual, “preto-pobre-favelado” pode fazer o q bem entender, e AI de quem reclamar, e vamos dar boas vindas a mais esta classe de ‘intocáveis q SEMPRE têm razão’, façam o q façam: Os ciclistas. E os ativistas, sempre eles, prontos para, com o dedo em riste, apontar na cara de todo mundo q sempre serão as vítimas do “sistema cruel”, mesmo q a morte do(da) colega de pedal fosse tão somente um ACIDENTE(q foi, infelizmente, o caso da ciclista da paulista). Pior: Tais pessoas, tão obcecadas em ter razão, sempre fugirão da verdade, sempre a negarão até a morte, continuarão a apontar o dedo em riste e dando a pecha de “insensível” a todo e qualquer ser q insistir na verdade nua e crua de mais este episódio triste e lamentável envolvendo ciclistas: Q foi um acidente mesmo, não importam o qto possam espernear – ao invés da teoria “bonitinha” de q a ciclista foi mais uma “mártir” do “sistema cruel da carrocracia”(mais um terminho criado pela militância barulhenta e intolerante “pró-bike). Vão continuar se comportando como crianças birrentas e mimadas, para as quais, a irresponsabilidade sempre será dos outros, não importam o quão erradas elas estejam, menos ainda qdo uma situação simplesmente não tem culpados diretos e reais – e ainda haverá quem aplauda este tipo de comportamento de pessoas adultas, mais ainda se forem ativistas – daqueles bem barulhentos, viu – de alguma causa entendida como nobre(ou q seja mesmo nobre, mas utilizada de maneira errada, desonesta e mesmo, ideologicamente.)

    Tem q ter ciclovia? tem q ter espaço para as bicicletas? SIM! Mas, antes de tudo, tem q ter espaço para o RESPEITO, sem ele, não adianta nada com nada.

  5. “A grande vantagem da bicicleta, assim como a moto, está justamente em sua capacidade de driblar as regras de trânsito”.

    E completo: E ainda se sair de “vítima coitadinha” na história.

  6. Né? A humanidade, de maneira geral, está ficando infantilizada. No Brasilzão, então, some-se a ignorância das regras mais básicas senão de trânsito, do bom senso. Um ônibus é um veículo enorme, sem muito poder imediato. Eu, no meu carrinho, fico longe. Imagina uma bicicleta? É falta de juízo mesmo.

  7. Uma coisa curiosa em relação a esses cicloativistas é que parte considerável parece acreditar realmente que está dando sua valiosa contribuição para evitar o aquecimento global, humanizar a paisagem urbana, recuperar os espaços públicos para as pessoas e não para os carros, entre outras papagaiadas. E por conta disso, exigem que reconheçamos seu heroísmo e que lhes devotemos eterna gratidão na forma de mais e mais privilégios.
    Dá vontade de falar para um elemento desses

  8. Letícia,

    E da “ignoração” contumaz das leis da FÍSICA. Contra elas, não tem conversa: Um corpo maior e mais pesado sempre levará vantagem sobre um menor e mais leve, por ex. As leis da física são extremamente cruéis(com aqueles q desrespeitam as regras e ESCOLHEM se aventurar passando por cima de tudo em nome da “revolução”) e não respeitam a “militância”.

    André, é por isso q hj em dia, procuro conversar com cicloativistas o MÍNIMO possível. A grande maioria quer é fechar os olhos para a realidade das coisas, bem como estão fechados para o diálogo – contanto q siga os seus “ditames”, notadamente marxistas, com aquela dialética vagabunda de “luta de classes” aplicada ao trânsito(a da vez é carro X bicicleta, dá uma “googlada” q é o q vc vai achar, parece q o discurso, em essência, é o mesmo sempre), pensam q só pq são “o mais fraco”, podem fazer o q quiser, q a lei os protege SÓ PQ são os mais “fracos”(ora, fraco mesmo é o pedestre, q a grande maioria tem o prazer de desrespeitar, andando na calçada, e mesmo assim, até o pedestre está sujeito à lei, pq eles não querem? Lei só pros outros?), pobre destes… Ignoram completamente – ou não querem enxergar, o q é mais q provável – q a lei só protege os mais frácos… QDO ELES TÊM RAZÃO, não de qualquer jeito.

    E André, essa conversa fiada toda já escuto – e leio – todo o santo dia na net e nas redes sociais… É muita baboseira junta! Já tentei explicar q não existe “veículo santo” e “veículo demoníaco” e q bicicleta não é “instrumento de humanização” coisa nenhuma, q o q importa não é o veículo em si, mas a pessoa – ou o monstro – q o dirige.. Mas para aqueles obcecados com a idéia de q a bicicleta é a panacéia q resolve todos os problemas da humanidade não entendem, não querem entender nem nunca entenderão… Será possível não admitir q existem pessoas q NUNCA poderão andar de bike nas ruas? Será q não existem cegos, deficientes físicos, pessoas com outros problemas menores nos membros, mas q faria da locomoção de bicicleta um grande problema, dentre outras coisas? Universo umbilical, no mínimo!

    Quero andar de bicicleta na rua tb, mas passo longe dessas utopias e teorias bonitinhas – e bobinhas – sobre “bicicletas serem a solução para a humanidade desumanizada pelo carro”… CHEGA de utopias, pelamordedeus, o mundo já experimentou um monte delas e todas – TODAS – fracassaram retumbantemente – embora ainda existam alguns teimosos q insistem em crer q “não é bem assim”.

  9. Gente, leiam isso!

    http://www.viaciclo.org.br/portal/artigos/99/758

    Atentem para os “benefícios” da bicicleta. Se esqueceram de colocar o saudável hábito de subir ladeira arrastando aquela bicicleta q não consegue ter tantas marchas, nem, portanto, subir tanto qto as dos ativistas, tão caras q a grande maioria da população, a “peãozada”, não pode adquirir.

  10. Aqui: Os q teimam q “não foi acidente”, fechando avenida em horário de pico. E ainda querem ser levados a sério!

    Na boa, se tivesse lá, passaria dentro de um Ônibus lotado com uma faixa: “Só é acidente qdo é com os outros!”

  11. André, eles realmente pensam que inventaram a roda. Pior que esses caras todos passaram a infância sem sequer UM dia de ida pro colégio a pé ou de transporte coletivo.

    Ah, Morena Flor, andar de bicicleta eu também queria… Já andei muito na vida. Mas hoje moro em cia de um morro. Não dá. Comprar bicicleta caríssima também não quero. Mil marchas… não tem graça nenhuma. Fora capacetes, joelheiras, isso e aquilo… perde a espontaneidade, a liberdade. É modinha urbana. Ninguém liga, por exemplo, pro operário que anda de bicicleta. Só querem saber dos points da cidade.

  12. Seria utopia acharmos que só de montar em uma bicicleta,o Brasileiro seria “possuido” por um espirito respeitador e obediente as leis de trânsito,é lógico que o cidadão será um “biker”mal educado, via de regra, como nos veiculos em geral(carro,moto,caminhão,ônibus)o grande problema do País é educação e respeito com o próximo,sei que pareço piegas,mas realmente a raiz dos problemas de trânsito em geral é esse,a faixa de pedestre que o diga,que em outros Países é levado a sério,mas aqui é mero enfeite,aqui no ABC onde moro,eu sempre tenho de esperar um pouco para atravessar na faixa,pois sempre,sempre mesmo,tem aquele cidadão que passa voando no “comecinho do farol vermelho para ele”é isso,um abraço a todos!!!

  13. Letícia, eis aqui uma q dos 5 anos primários(da “alfabetização” até a quarta série), passei quatro deles indo e voltando A PÉ pra escola, subindo 3 ladeiras e descendo uma pra chegar lá – Salvador, com certeza, é uma das campeãs de morros do Brasil, hehehe – e subindo uma pra descer mais 3 na volta. E esses aí, na maioria, não sabem nem 10% das dificuldades da população em geral no q tange à bicicletas e outras coisas da vida.

  14. “Seria utopia acharmos que só de montar em uma bicicleta,o Brasileiro seria “possuido” por um espirito respeitador e obediente as leis de trânsito”

    É, Alexandre, mas é isso mesmo q eles pensam, é nessa “vibe” mesmo, q a bicicleta possui um “espírito do bem” capaz de mudar o mais mal educado dos seres humanos numa seda de pessoa, acredite.

  15. A minha última frase ficou incompleta…….dá vontade de dizer a um desses elementos que o único beneficiado pelos suas andanças ciclísticas é tão somente ele, seja pela parte estética (bumbum e coxas mais firmes e torneadas), seja pela questão de saúde (reduçao de níveis do ldl, aumento do hdl, etc e tal).
    Naquele viaduto sobre a nove de julho, continuação da depois da Itapeva, tem uma frase escrita no muro que sempre me chama a tenção quando passo por lá:
    “SALVE O PLANETA, DESTRUA UM CARRO.”
    Os ativismos, de maneira geral, favorecem uma maior concentração de imbecis por metro quadrado.

  16. Exatíssimo, Charles Alexandre e Morena Flor! Se encarapitar numa bike não dá, por si só, moral a ninguém.

    Andre, bikeiros militantes são, por si, agressivos pra cacete.

    Eu me contentaria se cada um desses que se reúnem em manifestações pra pendurar bicicleta brana pela Paulista (um dia se tornará inviável) CONSERTASSEM SUAS CALÇADAS. Sou pedestre e a única coisa que deixaria a me desviar do caminho são as árvores. De resto, são enormes RAMPAS pro carrinho não bater em desníveis (já que a pessoa entra em casa à toda). Tem calçada 45 graus, pô! Calçada quebrada, calçada cheia de canteiros sem poda, calçada com entulho, calçada cheia de equipamentos, lixeiras bem no meio do caminho…

  17. E sempre com um ciclista **ops, o coitadinho do tráfego!** MAL-EDUCADO q TEIMA usar calçada como ciclovia. E de ciclistas miliTONTOS agressivos, o mundo já tá cheio!

    Por isso, seja nas redes sociais, seja na vida real, converso o mínimo com militantes – seja os “bikeiros”, seja de qualquer coisa – os caras pensam q SÓ eles têm razão, e o resto q se exploda, é muito fanatismo junto!

  18. E com vcs, um singelo exemplar de um “ativista” suuuper “carinhoso”:

    Comentário de um interlocutor, q se incomoda, com justiça, das passeatas q pretensamente querem “mudar o mundo” atrapalhando as pessoas:

    “Muito legal seu texto. Respeito. Mas ainda acho egoísmo parar uma avenida em protesto, seja lá por o que for. Se cada um com sua causa for atrapalhar a vida dos outros, não se vive. Desculpe, mas eu discordo. Há como protestar, sem atrapalhar. Quem mora na Paulista, ou trabalha, como eu, sofre uma vez por semana com o direito de manifestação e a democracia dos outros. As pessoas ficam paradas no ponto de ônibus por horas, esperando liberarem a pista. E muitas dessas pessoas demoram, sem manifestação, duas horas para chegar em casa. Por mim, ok. Vou de metrô, a pé ou até taxi. Mas e quem não tem essa possibilidade? E a mulher que está para dar a luz no carro e não consegue chegar na maternidade? Nem sempre as pessoas podem se atrasar um pouco para seus compromissos…”

    E agora, com vcs, a resposta do ciclista militante “fofyyyssss”(recomendo um “saquinho” do lado, pra no caso de vcs não aguentarem):

    “Sim, vamos atrapalhar a sua vida até que você perceba que tem o dever de não ser indiferente”.

    Aqui, ó, a fazenda das pérolas: http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2012/03/03/a-ciclista-morreu-na-contramao-atrapalhando-o-trafego/#comentarios

    Abram e leiam o texto e show de comentários militantes. É por essas e outras q pra mim, qto menos militantes estiverem perto de mim, melhor. E isso corrobora bem a frase de André: ” Os ativismos, de maneira geral, favorecem uma maior concentração de imbecis por metro quadrado”. Bem como com a agressividade dos militantes apontada por Letícia.

  19. Quem toma ônibus sabe que o veículo pode envolver-se num acidente. Quem usa carro sabe que está vulnerável. Quem sai de caminhão pode acabar num poste ou mureta. Os motoqueiros sabem que podem ser atingidos por outros veículos. Todos os pedestres estão bem conscientes dos riscos que correm pelas ruas da cidade.

    Por algum motivo estranhíssimo, os que usam bicicletas julgam-se invulneráveis e escandalizam-se quando um de seus pares morre abraçado à magrela.

    A irracionalidade dessa gente está indo longe demais.

  20. Morena Flor, o blog deste rapaz é bom porque segue aquele velho preceito do Orkut: CONFINA.

    Né, Russo? Quem está na vida é pra se molhar. Eu ando espremidinha no meu carrinho. Evito a qualquer custo. Uma, UMINHA vez, fiz escorregar um motoboy no asfalto. Eu me aproximava do sinal fechado e ele resolveu se enfiar na minha frente. Vinha costurando, o infeliz e se enfiou entre mim e a faixa, coisa de dois metros de distância. O chão estava molhado e a frenagem não foi 100%.

    Claro, recorreu à indignação. Gesticulei tanto que ele se mandou. Além disso havia uma câmera no local. Sabia que fez bandalheira, mas mesmo assim adotou postura de vítima.

  21. Tudo em São Paulo, Capital, vira ativismo salvador. Isso enche. Nada contra quem anda a pé ou de bicicleta, passando por todos os modais. Agora, ativar andar de bicicleta não deveria incluir encarar ônibus e carros e motos, além de pedestres, como que querendo expulsá-los da paisagem. Não vale uma vida tal coisa. Se for para isso, podem ir pedalar lá dentro do Palácio do Planalto, de onde saem as diretivas do modelo industrial do Brasil. E entreguem manifestos a quem de direito, ativando que desacelerem a fabricação de carros, que fechem as torneiras de crédito, prazos e de estímulos à fabricação de carros e motos, que se recuperem as ferrovias e implantem hidrovias, expandam Metrôs, integrados com trens metropolitanos etc. E que, se for o caso, retornem as cidades, todas, a serem como aldeolas, com ocas e taperas. E fogueiras com madeira ecologicamente exploradas, exploração sustentável, lógico.

  22. “Confina”? como assim, Letícia? Não sabia desse “preceito” orkutiano, hehehehe

    Russo, ainda mais q esses manifestantes de ocasião e de conveniência(Cadê q não fazem passeata contra os milhares de atropelamentos de pedestres por carros, motos, por bicicletas e por tudo o q é ‘veículo’ tb? Não, não, pq isso não dá IBOPE!) no fundo, SABEM q o caso da ciclista da paulista foi acidente SIM(pior, ela poderia ter saído dessa, simplesmente desviando, acelerando e indo embora!), mas insistem em fazer birra e beicinho pra ficar bem na fita, pra pagar de mártir do “capitalismo da carrocracia” – interessante é q essa galera porta cada bicicleta cara q até milionário duvida! Burguesia no úrtimo!

    Dawran, o negócio é q eles ACHAM(sic) q tem q “atrapalhar”, pra q as pessoas “percebam que têm o dever de não serem indiferentes”, como foi dito por uma “ostra” q postou no blog do link acima. Autoritarismo, essa é a palavra de ordem dos “guerrilheiros urbanos unidos pela sagrada bicicleta”. Mas pra essa gente, autoritarismo só é pros outros, eles são os santos bonzinhos e democráticos. Tá é na hora de rever essa “vista grossa” q se faz com passeata q fecha rua, hj, QUALQUER pretexto pode virar “passeata” e interrupção de trânsito. Pra mim, chega, já deu, essas passeatas não adiantam de nada e só atrapalham – queiram ou não os birrentos “bikeiros” com suas bicicletas de R$1.000,00.

    Letícia, É assim, os caras só querem “atrapalhar” pra aparecer mesmo, se comportam como umas tietes de causas “sociais”. Uma palhaçada! Reinvindicar sim, mas com se deve: Na porta do órgão (in)competente, não atrapalhando a vida dos outros, seja a q pretexto for. É assim, qdo teve a greve da PM, condenaram qdo os policiais fecharam as vias – o q foi justíssimo. Mas condenar os impolutos, sacrossantos,puros ciclistas, qdo resolve fechar via em horário de pico? Não, isso é autoritarismo da carrocracia! Dois pesos e duas medidas, na cara dura.

    Schuwinski, não vai demorar e vão já já aparecer os militantes q defendem q devemos voltar às cavernas pra “salvar a natureza”, do jeito q vai a loucura politicamente correta… Mas isso é só pra nós, meros mortais, viu? Eles é q não somente não viverão o q pregam(prática bastante comum, especialmente nos comunistas com AP chique em Paris, os de shopping center(conheço taaaantos, hehehe! isso é q é saudade da burguesia! xD), como viverão nas suas mansões, enquanto o resto q se vire na caverna. Qualquer semelhança com QUALQUER regime comunista – q a grande maioria destes tais ativistas defende o comunismo(ou idéias correlatas) com unhas e dentes – não será mera coincidência não, antes muito pelo contrário

  23. E Dawran, todo esse ativismo pró bicicleta padece do mesmo mal de (quase) todo e qualquer ativismo: Espernear pelos direitos e ignorar os deveres: Querem direitos – e privilégos! – mas cumprir o dever e andar na linha q é bom… NADA. E AI daquele q questionar essas “autoridades” do guidon sobre os deveres do ciclista… Vão é cair matando em cima do interlocutor com aqueeelas acusações contra os ‘reacionários”(qdo li sobre o uso do termo “reacionário” no contexto soviético, me assustei com a brutal semelhança com o uso deste mesmo termo pelos ativistas “bonzinhos”), e se utilizando dos velhos chavões de “opressores X oprimidos”(uma versão ainda mais vagabunda da tal “luta de classes” de Marx), dos quais deriva essa polarização entre “bicicleta = bem, carro = mal”, q quem discorda deles tá do lado do “demoníaco” capital, da carrocracia, enfim, só faltam dizer q quem não está com eles está contra eles, e q está do lado do próprio satanás-coisaruim-cramunhão. Tá feia a coisa…

  24. Morena, eles são ‘rebeldes sem causa’. Saca aqueles caras que moram de frente pro mar, tomam uísque 12 anos e vivem citando as “excelências” do marxismo? Pois é.
    São os enfastiados da burguesia. Querem alguma significação em sua entediante vida.
    Tipo mauricinhos da ‘Ocupem Wall Street’!

  25. Com certeza, Schuwinski, os enfastiados da burguesia… Poxa, se fosse eu, eu caía de boca na tal “vida burguesa”, ao invés de “enfastiar” em “rebeldias sem causa”… São taaantos por aí, q todos nós conhecemos pelo menos um deles. E ainda querem o reconhecimento de todos, ou então seremos taxados do q há de melhor da insultologia comunista de plantão, hehehehehe!

  26. Povo, acabo de ler na Folha que Porto Alegre já está no perrengue com a tal de massa crítica. Eles se reúnem toda sexta-feira, dia de maior movimento o trânsito, e andam aloprados pelas ruas. Não avisam a CET de lá, não avisam o itinerário, nada!

    Pra quem defende a bicicleta como integrante massiva do transporte, estão fazendo é um papelão. Se não respeitam as normas, imagina esse povo tomando conta das ruas? Problemão, que acontece também em NY e outras cidades.

  27. Letícia, este é o fim esperado de uma militância mal educada somada à falta de educação de uma população em geral: Os “coitadinhos” se achando as “vítimas” e barbarizando com tudo, protegidos pela moral q preza sempre pelos mais fracos, mesmo q não tenham razão. Como é em NY e em outroa lugares? A coisa já tá tão feia assim, é?

  28. Pois é. Esse negócio de salvar o mundo todo dia, cansa…
    Tem ciclista passando a milhão em sinais vermelhos, rodando solto pelas calçadas, virando esquinas sem a maior…Oras, as bicicletas não são esse instrumento salvador que pregam. Não sendo utilizadas desse jeito. Está cheirando autoritarismo. A pessoa quer rodar com sua bicicleta e não quer mais ninguém rodando com algo diferente.
    E menos ainda ensinaria algo, empurrando carros e ônibus. E pedestres tendo mais uma preocupação. Será que vão rodar nas linhas de trens metropolitanos?
    Mais uma coisa ideologizada e criadora de heróis ativistas. Não precisa disso, não.

  29. Concordo plenamente, Dawran, é assim mesmo, ativismo costuma rimar com autoritarismo. Não é como as pessoas q, assim como eu, simplesmente deseja tanto o respeito aos ciclistas como tb q estes cumpram seus deveres no trânsito, ao contrário, são pessoas q querem praticamente destruir os outros meios em favor da sacrossanta bicicleta(já tem até MALUCO q quer, a qualquer custo, a extinção do carro pela bicicleta – egoisticamente ignorando q muitas pessoas, simplesmente NÃO PODERÃO usar bicicleta como meio de transporte, não só pelas limitações deste veículo, como tb pelas próprias limitações físicas e de saúde tb)… Fora a criação de ‘mártires’ da causa, coisa brega q só – além de uma baita falta de respeito para com os mortos.

    É demais pra minha cota de paciência, viu…

  30. Hj mesmo, aqui no bairro do Rio Vermelho, pertinho de casa, vi um festival de INFRAÇÕES de trânsito perpetradas pelos ciclistas bonzinhos. Vi bem poucos andando “na linha”, fazendo a coisa certa… Aí eu fico pensando: São estes ciclistas q vou ter q dar de cara se a bicicleta se tornar um meio de transporte bem mais difundido do q é hj? Será um salve-se quem puder e um Deus-nos-acuda!

  31. Morena Flor, o que resolve a situação seria o transporte público expandido e integrado. Ônibus, Metrô, trens metropolitanos, trens interestaduais, intermunicipais etc. Enquanto isso não ocorrer, será esse furdunço. É tautológico, porém, há necessidade de sempre falar isso. E ainda o governo federal deveria rever sua política de transporte no plano nacional. O resto ai vai ser essa encrenca.

  32. Morena Flor, ontem eu tive a péssima ideia de ir a Pinheiros (tudo a pé) cortando pela Vila Madalena na hora do rush. Não acredito na quantidade de SUVs e carrões esportivos MALOQUEIROS, cometendo as piores infrações. Certo é que muita, mas muita gente para pra gente na faixa de pedestres. Mas tem uns que, olha… O de ontem foi um senhor, desses que fazem um rabo de cavalo com o que resta de cabelo, num carro vermelhão, capota aberta e tudo. Eu esperando pra atravessar, o sinal AMARELO, ele não fez menção de parar, mas acabou se aboletando em cima da faixa.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s