Gente diferenciada na Pompée

A mulé dando chilique que a Prefeitura instale um circo naquele vazião da Barra Funda.

Únicas duas coisas estranhas que vejo: a concessão de 99 anos e… por que na Pompeia e não numa região mais periférica, carente de vida cultural?  (Deve ser pelo mesmo motivo que a Barra Funda é preferência de dez entre dez circos particulares comuns.). Mesmo com os apelos de mercado, duvido que não haja uma área disponível em, sei lá, Cangaíba.

De resto, argumentos infelizes da dona presidente da Associação Amigos de Vila Pompeia, Maria Antonieta Lima e Silva:

Maus elementos das cercanias. Que cercanias? Na Apinagés, onde o cara matou a mãe porque é drogado? O que um mau elemento faria dentro de um circo, minha senhora?

Aumento do tráfego de automóveis. Bobagem. O Shopping Bourbon, o conjunto de edifícios empresariais e o novo conjunto habitacional na esquina da Francisco Matarazzo com Pompeia, e até uma escola de samba pra interditar viaduto de quando em quando, aí tudo bem, né? Circo não é programa de classe média deslumbrada e seu carrinho.

Tolhimento de área  verde permeável. Aí deu vergonha. A Pompeia alaga não porque é cimentada, e sim porque é abaixo do rio Tietê.

Além disso, chamar aquilo da foto de área verde é forçar a amizade, não?

Anúncios

15 opiniões sobre “Gente diferenciada na Pompée”

  1. Leticia, essa nossa terra está ficando cada dia mais chata, não é? Essas pessoas tornam tudo chato. Mas, permanecem aqui e daqui não saem. Só não querem que outros venham. Isso cansa. Porém, tem razão sua pergunta: por que ali e não perto de Heliópolis, Cidade Tiradentes ou outro bairro onde há muito mais necessidade de atrações que movimentem a garotada para coisas mais interessantes, culturais, que não seja futebol e pipa e capoeira? Os governos também cansam.

  2. Olha, esse negócio de não querer gente diferenciada é um tanto complicado. Porque, aqui na cidade, quem nunca?

    Higienópolis, por exemplo, já fio um dia terra de quatrocentões. Os tais “barões” do café. Depois esse povo todo foi subindo o planalto e lá se instalou a gente diferenciada da época. O xis é que alguns diferenciados esquecem tudo rapidinho.

    Portanto, telhadinho de vidro. Até porque a Pompeia era um charque, né, benhê? Todo mundo que hoje mora confortavelmente aqui um dia já foi “atraído” pela rusticidade local.

    Esses argumentos não são caminho. Até porque os shoppings da região são um íma gigante de gente diferenciada, e…?

    Preferia que dona fulanilda se preocupasse com os assaltos na Pompeia, aí, sim.

  3. Será que a dona fulaninha não sabe que os tais maus elementos estão em toda parte? Estão nos salões da alta sociedade, favela, , bairros classes A B C D E. Inclusive na nossa ILHA da FANTASIA no Planalto Central.Não da para residir numa redoma de vidro.

  4. Esses circos e parques itinerantes enchem o saco de qualquer cidadão.

    Fazem barulho acima do permitido e em horários não permitidos e o fazem conscientemente.

    Atraem o pior tipo de público que existe, cujos conceitos de vizinhança são os mesmos: muito barulho, muita sujeita e respeito nenhum!

    Não limpam nem preservam as áreas que sujam, fazem política da terra arrasada, por onde essas pragas andam, nem erva daninha nasce.

    Logo, fico com o pessoal da “Pompé”, até por experiência própria, já que já passei algumas vezes pelo drama de ter de aguentar esses circos e parques porcos com seu público com QI de ameba me atormentando até de madrugada sem que autoridade nenhuma tomasse providência.

  5. Organizando e fiscalizando, dá para colocar sim. E em qualquer lugar. O problema é que parece tudo ao deus dará. Impossível que dentre as pessoas que passam e veem um circo armado, não haja um único fiscal da prefeitura, por exemplo. Assim, poderiam colocar em áreas mais carentes desse tipo de atração, tudo fiscalizado e organizado. A moça logo logo, vai querer colocar cancela nas calçadas do bairro? A

  6. É, Dawram,

    …mas como não têm fiscalização, então é melhor botar a boca no trombone mesmo, nem que seja para ficar marcado como “gente diferenciada”…

  7. Fábio, ela está sendo incoerente. A área recebe circos particulares há séculos, e, se é pra reclamar de gente diferenciada, que reclame do West Plaza, que, como todo shopping comum, é o desafogo da patuleia deslumbrada e sem educação. Não aceito a pecha só porque se trata de um circo.

  8. Fabio Mayer, não pode assim. Há tempo, porteiros, ao ver negros, mulatos, morenos ou quem quer que eles achassem dentro das características que os donos orientavam, indicavam o elevador de serviço. Ou falavam que o visitado não se encontrava. Olha, essas coisas não dá para aceitar não. De repente vão querer colocar porteiras nas ruas e praças. Esse pessoal bocudo como essa é que dá moral aos igualitários da vida. Estes sempre ficam na espera de algo assim para mercadejar ideologização. Outro lado: se não fiscalizar e agir, a prefeitura verá surgir mais invasões, mais “cracolândias”, mais enchentes, mais lixo nas ruas etc. A administração tem de agir sim.

  9. A porta da minha casa também recebeu circos e parques por séculos sem que NENHUM político se dispusesse a regulamentar a baderna, sabem por quê?

    Porque o tipo de gente que frequenta circos e parques é quem vota em vereador malandro, de fala mansa que leva cestas básicas no porta-malas do carro para agradar os admiradores. Daí, prefeitura nada fazia e PM não ousava fazer alguma coisa e quem pagava o pato eram os OTÁRIOS como eu, que pagam impostos e não tem direito a SIlÊNCIO depois das 10 da noite quando essas porcarias se instalam na vizinhança.

    Logo, não é incoerente lutar contra isso, incoerente é ser político e pregar moralidade, mas aliviar fiscalização quando a felicidade do fiscalizado lhe interessa e não venham me dizer que isso não acontece em SP, porque todos sabemos como as coisas funcionam em terra brasilis…

    Esse papo de igualdade de direitos é muito legal para gente como nós, que entende que é preciso abrir mão de alguns prazeres pessoais em favor da coletividade. Mas para a patuléia, que não só não entende isto como acha que é seu direito atormentar a vida alheia basicamente “por ser pobre e não ter tido oportunidades na vida”, não vale na medida em que ela não sabe valorizar a igualdade a que tem direito… se as pessoas não sabem se comportar, simples e eficaz é tolher seus direitos para ver se aprendem!

    O que não pode é o divertimento de meia dúzia atormentar a vida de um bairro inteiro a partir da omissão do Estado em fazer cumprir as regras de bom convívio social. E se o Estado não fiscaliza, então também não deixe que se instale o motivo da discórdia…

  10. Mas isso é depois que acontece. É claro que você não pode esperar finas maneiras e urbanidade de um circo. Mas também não de um show do Paul McCartney. Tem de ser reguleamentado e fiscalizado, mas do jeito que essa senhora colocou… Essa área fica distante do miolo da Pompeia. Não está em área residencial, não tem razão de ser o temor dessa senhoura.

  11. pinduca, sempre defendendo seu futuro. Faz bem.

    Mas, voltando ao que interessa sobre atividades x fiscalizações. O poder público se não estiver presente tem de ser instado a estar. Senão vira coisa de miliciano, de bando, tentando fazer valer o que entendam por ordem e tranquilidade. O que não pode são essas diferenciações que só conturbam o ambiente e dão espaço a demagogos de todo tipo.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s