Ah, Pery!

Graça nenhuma a morte prematura de Pery Ribeiro!

Aqui, a lembrança desse LP bárbaro, Paulistana – Retrato de uma cidade, lançado em 1974, em que vários intérpretes louvam São Paulo através da monumental obra de Billy Blanco.

Um deles é Pery Ribeiro, em dueto com Claudia, valorizando a cidade com sua bela voz e seu legítimo e disciplinado sotaque carioca.

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16 opiniões sobre “Ah, Pery!”

  1. Quem é o Peri que não beijou Ceci?
    É o vozeirão, é o anti-joão de olhos verde-amulatados.
    Filho de peixe e de peixa, peixotinho é.

    Pery é todobossa.

  2. Olhos verde-amulatados. Gostei. Leu o livro dele sobre os pais, Refer?

    Claudio, pena que não teve sucesso no BR como os pais. (Não era chegado a jogar cadeira pela janela.) Eu gostava dele.

  3. Li muito mal, na correria. Mas o livro está por aqui, ainda. Um dia, retomo e leio direito.

    Pery gravou o melhor da bossa nova passando ao largo das restrições de seus cultores e mentores. Explicar João Gilberto é fácil, qq bossanovista o fará, com o abuso de praxe dos superlativos; já explicar Pery Ribeiro, ninguém é capaz sem desdizer as teorias sociológicas e musicais que legitimam a bossa nova. Pery não era daquele estrato social, nunca pisou no apê de Nara, banquinho e violão não eram parte de seu mundo; muito embora fosse um carioca em flor, a pinta era de mulato sestroso e frajola, recém-chegado de algum subúrbio, sem laços com a Zona Sul. A voz, então, era um acinte: tinha a entonação bolerística, alta, do samba-canção, que provocava urticárias na turma do sol, sal e sul. Mesmo assim, foi Pery quem lançou ‘Garota de Ipanema’ e a melhor metade do repertório de Menescal & Boscoli.

  4. Os grandes e melhores intérpretes, estão nos deixando e não vejo nimguém ocupando o vácuo.Atualmente qualquer pessoa desafinada, sem talento, segundo informações pode gravar uma música, porque os aparelhos digitais que existem nos estudios musicais , deixam tudo nos “trinks”. Não era o caso em relação a PERI RIBEIRO, que não precisava de tais apetrechos, assim como sua mãe e devem estar ou estarão cantando em algum lugar maravilhoso, muitas canções, entre elas Manhã de Carnaval,Praça Onze,…..

  5. Pery Ribeiro era um tremendo intérprete, que não foi valorizado no Brasil como devia, justamente, talvez, por ser filho de quem era.

    Um grande cantor, além de uma pessoa elegante que dava gosto de ouvir até dando entrevistas.

    A versão dele de “Luciana” é a música que mais gosto, é a interpretação definitiva da obra!

  6. Bem, eu pago pau pra Daaaaaalva muito antes da internet, da mania de divas gays, do livro do Pery e da minissérie. Eu, minha mãe e minha tia, o trio de ouro da Boca do Mato.

    E eu gostava do Pery, embora ache que o caminho do repertório é que lascou e ao mesmo tepo o projetou internacionalmente (e relativamente). Ele optou mais para o estilo crooner, dando mais ênfase à interpretação do que tentando um tipo de música proprio, inovador. Isso sou eu que acho, como leiga.

    Refer, o livro do Pery é tão mal editado quanto valioso em informação. Vale você ler com mais vagar. O legal é que ele complementa informações de biografias feitas por profissionais, como a “Carmen” e o “Estrela Solitária”, do Rui Castro (que Deus o ajude em sua recuperação).

  7. Sendo resultado das ‘conjuminâncias’ genéticas de Dalva e Herivelto, Pery saiu melhor do que a encomenda!
    Infelizmente era desconhecido pelas novas gerações.
    Mais um grande talento que se vai sem o devido respeito e consideração da mídia televisiva. Não era muito chegado a fazer concessões dentro de seu repertório. Sabia o que queria.

  8. Schu, ele tinha repertório de intérprete. De crooner. Isso não traz personalismo a ninguém. Imagina RC gravando as mais-mais da bossa nova?

    Mas, enfim, certeza que foi escolha dele.

    Né, Maria Edi? Resta saber (e não estaremos aqui para ver, provavelmente), se a morte de um deles sairá no JN. (mas existirá JN?…)

  9. Pery Ribeiro, pelo que teve de fama, parece que não o teve em sucessos. Mas, teve seus momentos. O sucesso, nem tanto, deve ter sido pela grande concorrência na época, tanto em músicas como em intérpretes. Muitas vezes desaparecia, não é? Podia ser, que estivesse em outros mercados, fazendo shows, viajando pelo exterior, produzindo etc. E não gravando comercialmente. Mas, tinha uma voz adequada para aquele tipo de música e tinha o histórico familiar para místicas.
    Já essa desgraceira esculhambeichaxsn deliciusx que pulula por ai, até em Inglês, não vai acabar.

  10. O mesmo acontece com Leny Andrade. É mais conhecida no exterior do que aqui.
    Cláudia, outra injustiçada. Dizem que Elis Regina tinha um certo ciúme de sua voz. Aliás, justificado!

  11. Discordo de que Pery “não teve o sucesso merecido”; PR foi o cantor de maior sucesso no Brasil entre 1960-1964, foram 3 ou 4 anos de sucesso sólido, de público e de crítica, um hit após outro; se eu me lembrar de outro cantor (de sucesso) igual ou superior no período (Moacyr Franco, talvez; porém, Moacyr era detestado pela crítica) venho aqui e me retrato. A jovem guarda deu uma esfriada medonha no sucesso da bossa nova e de seus intérpretes, incluindo o Pery.

    Concordo sobre a Claudia. A qualidade de produção da Claudia entre o final dos 60 e até meados dos 70 é impressionante. Ela errou miseravelmente em seguir a Elis no visual, mas cantou tão bem quanto e às vezes melhor.

  12. Não o sucesso merecido. O sucesso. Sempre foi meio que na base do engasgo. Mas, teve seus momentos, sim, Refer. Mesmo nesse período de 60/64, houve refluxos longos. Mas, sempre teve fama. Isso sim.

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