E além disso, tem outras coisas

Segundo a polícia, a família sentiu a falta da criança por volta das 18h.

Acho razoáveis e dentro da normalidade humana os mais escabrosos tipos de acidentes infantis – quando você desgruda o olho da criança por UM MINUTO.

Mas fico aqui matutando desde que horas a menina de DOIS anos estava solta por aí, a ponto de ir parar na piscina do vizinho.

Aqui no prédio tem uma. Criança assim, eu digo. Na rua, e mesmo na avenida movimentada, a menina vai solta: a mãe não lhe dá a mão e para pra falar com meio mundo. A menina SAI de suas vistas, e fica pererecando a dois metros dos automóveis.

Quando está no prédio, a mãe sai, deixa a porta do apartamento encostada, a filha mais velha dormindo e S_____, de quatro anos, fica vadiando pelos andares.

Na portaria ela não vai mais, porque o condomínio cortou o bundalelê. Assim, volta e meia pego S_____ perdida pelas escadas, à procura da mãe (que saiu, claro).

Invariavelmente levo S_____ para casa. Eu sei lá se entre meus vizinhos há algum pedófilo, algum malfeitor? Levo, sim. Sei que não adianta nada, mas levo.

Então é assim: quem tem criança tem de cuidar. Se é muito pesado ou muito chato, é simples: não tenha filhos.

Chato, né? Mas é o que acho.

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11 opiniões sobre “E além disso, tem outras coisas”

  1. Lembrei de um caso meio antigo, de uma criança de 4 anos que desapareceu na Pça da Sé em uma tarde e foi encontrada no dia seguinte, zanzando sozinha no meio da Av. do Estado — olha o quanto andou!

    Como o anjo da guarda daquele petiz é forte, não lhe aconteceu quase nada; apenas ficou sujo, faminto e desidratado. A mãe disse que só “descuidou” dele por alguns segundos…

  2. Na rua? Na Praça da Sé?… Pode acontecer, é claro, mas na maioria das vezes é porque a pessoa não se deu conta de que tem uma criança pra cuidar.

    Eu lamento, pode até parecer antipático, mas é o que penso. Com criança na rua, a chateação perpétua de não largar a mão nunca, de pensar sempre nela.

  3. No tempo em que minhas filhas eram pequenas – diferença de dois anos entre si -, eu segurava tão forte suas mãos quando a gente saia, que eu só me dava conta disso quando uma delas reclamava do ‘aperto’! Nas mãos da mãe, a terceira era ‘torniqueteada’ da mesma maneira. Andávamos em bloco. Impossível alguém se perder.

  4. Meus três filhos nunca saíram debaixo dos meus olhos ou da mãe.
    Mas criar filho dá trabalho, as mães largam na rua para não ter trabalho, aí são atropelados e o populacho quebra ruas e pede lombadas.
    Certa vez vi em um noticiário Mães reclamando das valas e de um terreno baldio. As crianças brincavam nas valas e no terreno que tinha lixo e ratos. Pergunto:
    1) Quem deixa os filhos brincarem na vala e no terreno? Porque estão lá? Aonde estão as mães?
    2) Quem jogou lixo no terreno?
    3) Quem fez o buraco no muro?

  5. Schu, minha mãe destroça a gente até hoje. Ontem mesmo na rua: “Mãe, será que você poderia fazer a gentileza de não esmigalhar meus dedinhos?” SEMPRE foi assim.

    Não é, Libertário? Também vejo essas coisas e me pergunto: Como assim? Leptospirose, criança caindo em poço, criança atropelada não sei onde… CO-MO AS-SIM?

  6. “Quem deixa os filhos brincarem na vala e no terreno? Porque estão lá? Aonde estão as mães”?

    E aonde estão os PAIS né… Deles quase ninguém se lembra… Qdo vejo a realidade social das cobranças para as mães e para os pais, bem como o comportamento dos mesmos, digo q pra FAZER o filho, o homem, em grande parte das vezes, é o primeiro a aparecer… Já pra EDUCAR e CRIAR, tem uns aí q só faltam sair correndo. Infelizmente. Quando é o pai q faz isso, ganha no máximo uma “reprimenda”. Já qdo é a mãe…

  7. Morena Flor concordo inteiramente com você.Tem pai que nunca assumiu e não assumirá jamais o(os) filho(os),mas será o primeiro a condenar a mãe, se alguma tragédia ocorrer.

  8. Ah, meninas, mais aí cês tão pedindo demais! (ironia)

    Estou tão acostumada com o fato de meu pai ser diferente do padrão que isolo-o dos demais, e sempre acabo partindo do fato de que homem não liga pra família. Obviamente essa não é a regra, mas é o padrão cultural, no mundo inteiro: o homem sai para trabalhar, a mulher fica em casa cuidando da casa e dos filhos. Claro que o mundo mudou, mas no fundo ainda é assim. Só vou me desapegar desse padrão quando homens trocando fralda não forem mais assunto de reportagem, hehe!

    Mas vocês hão de concordar comigo que, no geralzão social (baixo) brasileiro, a mulher acaba assumindo TODAS as tarefas. Ela é a vigília da família.

    Voltem lá na matéria. Foi a MÃE que deu por falta da criança. Eu, inadvertidamente, é que mencionei a família. É a mãe quem olha os filhos.

    É o normal. Não é o certo, mas é o normal.

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