Lição n. 1: Para de gritar

Quer saber o que vai na foto?

São policiais do Bope da Polícia de Choque fluminense fazendo treinamento com o pessoal da Rota, em São Paulo.

Tá lá, no G1:

Oito policiais militares do Batalhão de Polícia de Choque do Rio de Janeiro fizeram durante a semana um treinamento com a tropa das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) em São Paulo. Segundo o capitão Cássio Freitas, o curso começou na segunda-feira (27) e terminou nesta sexta-feira (2). Durante este período, a Rota passou aos colegas do Rio informações táticas sobre como a tropa realiza o patrulhamento nas cidades paulistas e também instrução de tiro.

O tenente do Choque Leonardo Novo, de 30 anos, trabalhou no Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e participou das operações que pacificaram a Rocinha, o Vidigal e o Complexo do Alemão. Ele é um dos oito PMs do Rio que integraram a instrução.

“Vamos criar no Rio um curso tático nos moldes de como age a Rota, para patrulhamento urbano, por isso viemos trocar experiências. É importante esta integração”, diz o oficial.

Xura?…

Com a palavra, a capenguice jornalística tipo o Bope é bacana e a Rota é uma porcaria.

Brincadeiras à parte, é claro que essa integração faz bem. Polícia não é centro de tradições regionais, némêsss? Aqui, no Rio ou em Bororó dos Fundos, deve ser técnica, discreta, hierarquizada e seguir a lei.

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12 opiniões sobre “Lição n. 1: Para de gritar”

  1. Leticia, não faz tanto tempo assim e os governadores do Sudeste, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, tinham reuniões periódicas para tratar de segurança pública. Eram Serra, Aécio Neves, Sérgio Cabral e Paulo Artung.
    Depois nunca mais ouviu-se falar em tais reuniões, que tiveram divulgados compromissos de serem periódicas e adoção de políticas integradas sobre a área.

  2. Dá para subentender que o Bope vai descer dos morros e atuar mais nas ruas, porem as forças armadas continuarão nos morros, ou seja, os traficantes apenas se espalharam pela cidade e ninguém antes cogitou que isto aconteceria.
    Outra coisa, nas instruções de tiro desde o primeiro dia do soldado na Rota ele aprende que quando se usa de força só o alvo é imobilizado (aforismos), sem danos colaterais (outro aforismo).
    Será que é isto que o Bope também veio trocar experiências?

  3. Raquel, é, né? Trocando em miúdos…

    Pra você ver, Dawran… Realidade bem longe da impressão que se pasa nos jornais.

    Obrigada, Luis Fernando. Vou lá corrigir.

    Cético, induzi a erro pela redação do post. Mas, no fim, dá no mesmo. O que uma tropa de choque vem aprender com a Rota, eu não sei. Também não sei por que não poderia fazer esse curso lá mesmo no Bope, já que são coisas distintas. Enfim…

  4. O governador poderia começar melhorando a vestimenta dos nossos policiais. Quando eu cruzo com um PM carioca eu morro de vergonha. Carro, uniforme, coturno tudo caindo aos pedaços, lembram como era a PM na época do Quercia e do Fleury é igualzinha, eu penso que a PM carioca faz até milagre com o que tem.

  5. Mas, Cético, o tráfico e outras atividades ilícitas sempre estão espalhada pelas cidades. Em alguns casos, algum tipo de atividade localiza-se. Mas, no geral, sempre é espalhada. Fizeram essa crítica também com a operação no Centro de São Paulo, que teria dispersado viciados e traficantes. As operações não dispersaram o que já era disperso. A localização de um bolsão ali, ocorreu por facilidades, número de pessoas, possibilidade de utilização de drogas em casas abandonadas etc. coisas que as operações estão resolvendo. As facilidades de antes, ali, estão deixando de existir. Algo assemelhado pode ocorrer em outros lugares do Brasil.

  6. Claudio, a Globonews abriria o ao vivo para não assinantes em cobertura 24 horas.

    Né, Malu? Eu reparo isso mas não falo aqui pra não parecer implicância. Mas acharia bom começar por aí…

    Resumiu, Dawran. Essas filigranas a imprensa não vê. nem acho que seja por má-fé, é parvoíce mesmo.

  7. Dawran amigo desculpe-me só responder agora, mas eu estava num lugar onde as interneti avai não!

    Enquanto aqui o tráfico sempre foi espalhado no varejo sem nenhum atacadista hegemônico como é na maioria dos lugares.
    No Rio existe a particularidade de após muitos anos de atacadistas localizando-se nas institucionalmente isoladas favelas e a sempre presente necessidade de disputar territórios com outros, os traficantes cariocas contam com pequenos exércitos muito bem armados e na maioria das vezes quimicamente motivados, são genuinamente bandoleiros e ao que tudo indica agora espalhados pelos subúrbios e até no interior fluminense.
    Da próxima vez que você pegar um vôo da ponte aérea, quando estiver chegando ao Santos Dumont, observe a conformidade da cidade principalmente após os morros e veja o tamanho da encrenca.
    Daí a necessidade de “trocar experiências” justamente com uma ronda ostensiva, a ROTA.
    A ação na cracolandia espalhou os dependentes o que era mais ou menos esperado, no Rio espalhou os atacadistas e seus bandos o que sequer foi cogitado.

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