Saudades de 1808

Lembro por alto da tal Guerra das Malvinas. Fazendo as contas, 1982, noves fora nada, eu tinha 18 aninhos. Ninguém ia querer que eu lembrasse algo além do tremendo mico que foi para os argentinos…

Pois a história se repete, agora com laivos de pretensão verde-amarelos. Em dezembro, países do Mercosul combinaram, agachadinhos no fundo do quintal, que não vão abrir os portos para navio inglês algum. Não, não e não!

David Cameron está dormindo na pia de tanta preocupação…

O destroier inglês HMS Dauntless está vindo para o Atlântico Sul para substituir uma fragata. Operação de rotina. Se precisar reabastecer no meio do caminho, fará  como há trinta anos: recorrerá aos Açores, na base de Lajes, fruto de séculos de um acordo entre  britânicos e… portugueses.

Convém lembrar que a população das Falkland é de descendentes de ingleses e uma pequena parte de chilenos, que olham com cara de nada para os chiliques de Cristina Kirchner.

Pelo contrário, a população das ilhas pede pelamordedeus para continuar sob o domínio britânico e já se prepara com recepções e bandeirinhas inglesas para acolher o príncipe William, que chega amanhã em missão da RAF.

O primeiro-ministro inglês, David Cameron, já disse que: 1) As Falkland são dos ingleses. 2) Não pretende conflito militar com a Argentina. 3) KK só está fazendo teatro com a questão para encobrir a pindaíba de sua gestão. 4) As Falkland continuarão dos ingleses. 5) Não vai esquecer a patacoada terceiromundista dos países do Mercosul.

  • Foto: Quem você escolheria para soberano do seu bangalô: o príncipe William ou Kristina Kirchner?
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11 comentários em “Saudades de 1808”

  1. OK, mas não é uma questão de gosto. O território de um país precisa ser respeitado, e se as Malvinas são território de alguém, muito mais lógico que sejam da Argentina. Por sorte isso não aconteceu, sei lá, com Fernando de Noronha. Imagine também se uma colônia alemã do sul do Brasil tivesse se declarado território alemão e pedido ajuda da “Vaterland”.

  2. Tá ok, Marcelo. Não é questão de gosto. Mas também – vamos concordar -, “questão moral”, nesse caso, também é algo muito discutível. Desde quando as Falkland são território argentino? Quem definiu isso? E por que a Argentina quer aquilo? Pra estender sua frota sucateada e botar as Falkland sob sua miséria econômica?

    Se recorrermos à “malevosidade” do domínio britânico, podemos fazer o mesmo com as intenções argentinas.

    Resta, então, usar dos princípios mais nobres da democracia: perguntar ao povo de lá o que eles preferem. É questão de gosto, sim.

  3. Só o fato de alguém reunir-se sob a natimorta bandeira do Mercosul já é motivo de riso!

    O projeto socializante de nuestra ‘América Latrina’ ainda está de pé.
    Dirceu, Garcia, Lulla e Vanuchi quebram a cabeça na “Granja dos Tortos” pra coisa dar certo e, nada.
    Como dizia Garrincha: “…tudo bem, mas precisamos combinar com os adversários”.

    A exemplo de Nestor, Cristina faz um governo pífio, medíocre. O futuro da Argentina é sombrio. Deve ser maldição de Peron.

    Os britânicos estão mais interessados na Antártida do que nas ilhas Falklands.
    Os argentinos não deveriam provocar os ingleses. O fantasma do pirata Francis Drake pode não gostar…

  4. Não é, Schu? E olha que, no trabalho, tenho me inteirado muito de aventuras de piratas. Eles não são bolinho, não, viu?

    Vai cutucar a onça… É claro que os britânicos descontam o fator bananesco, mas monitoram direitinho essas valentias de povoado. A continuar assim, depois ninguém se lamente por, por exemplo, restrições à nossa carne.

  5. O interessante é que esse pessoal, tão cioso de bufar e ranger dentes, não se mira em experiências melhores. Por exemplo, Hong Kong. Passou para a China com banda de música e fogos de artifício. Taiwan, por mais que China urre, não invade. Cuba não coloca um dedão com unha encravada em Guantánamo. Goa, se olharem, é porque gostam do que dá errado e onde jorra sangue…dos outros. Como dos pobres jovens argentinos sem armas, sem comida, sem agasalhos, enfrentando soldados profissionais ingleses, por um pedaço de pedra gelada nos confins do mundo. 1982 já vai longe, mas estão tirando pregos das tampas das catacumbas. Que coisa mais besta.

  6. O território não é da Argentina. Nas ilhas vivem um povo de cultura britânica, sem nenhuma afinidade com a Argentina. Pela lógica da proximidade, a Inglaterra seria território francês… A derrota de 1982 parece ter sido esquecida na Argentina. Por mais cortes que o Reino Unido esteja fazendo em seu orçamento de defesa, não existe termo de comparação com o que há na Argentina. Só perdem militarmente as ilhas se decidirem não lutar. Quanto ao apoio dos países do mercosul, nada a declarar. É o velho terceiromundismo de sempre.

  7. Como sempre os argentinos fazem m…, e com laivos rocambolescos mercosurianos o Itamaraty acata. É estranho nunca se ter comentado as desastrosas conseqüências históricas não só para os argentinos e principalmente para nós e até para os angolanos.

    Para tentar se consolidar no poder a junta militar argentina resolveu criar uma guerra patriótica, então resolveram invadir o Chile!
    Quanto o primeiro pelotão avançado argentino já estava em território chileno as chancelarias brasileiras, dos EUA e até do Vaticano conseguiram por um fim nesta loucura e diplomaticamente não se toca mais no assunto.
    Se a junta estava desmoralizada ficou mais ainda, então em um delírio maior resolveram pelas Falklands/Malvinas. Afinal eram os anos Thatcher e havia uma política britânica de downsizeng no que havia sobrado do seu império.
    Creio que a junta não esperava uma reação militar e sim apenas diplomática, pois as ilhas eram uma das primeiras candidatas a serem vendidas ou doadas e para as suas pretensões antárticas eram preferidas as ilhas Sandwich do Sul.
    Deu no que deu.
    E o que sobrou para nós e até para os angolanos?
    No meio do Atlântico se você traçar uma linha reta entre Natal e Luanda existem as ilhas Ascensão e Tristão da Cunha cujo candidato mais forte para recebê-las éramos nós, e se você traçar uma linha reta entre Salvador e Namibe no Sul de Angola existe a ilha de Santa Helena ( aquela do exílio do Napoleão) que se cogitava também passar para soberania angolana.
    E agora o Itamaraty entra nesta roubada, “se esquecendo” do passado recentíssimo em nome da ideologia, sinceramente não da para acreditar.
    Me dá raiva!

  8. Né, Dawran? Cortina de fumaça de dona Kristina para esconder suas próprias lulices. Dizem que a questão Malvinas é muito cara aos argentinos. Duvido. Qq. nação tem sua boa parcela de equilibrados, mas, como sempre, aparece quem grita mais… E quem grita muito carece de equilíbrio mental.

    Marcelo (que vem sempre aqui, não é o do primeiro comentário): um inglês esfarrapado é o sonho de consumo terceiromundista. E território, né?… vamos combinar que é de quem pode mais. Sempre foi assim na história da humanidade, e não é a cara feia de uma presidente fracassada do fim do mundo que irá mudar isso.

    Cético, nem lembrava dessa patacoada… Mas nem o Evo Morales teria ideia tão beócia.
    E, como você bem explanou, é duro para a população de um país inteiro ser regida por hominídeos que querem inventar a roda, ignorando todo um passado (me sinto uma argentina agora…)

  9. Ai, meu Jesuzinho, que vergonha de ter “Mercosul” estampado no meu passaporte …
    VERGONHAAAAAAAA!!!!!!
    De uns tempos prá cá, cada vez que me perguntam se sou brasileira, tenho vontade de dizer: escolha as armas. O senhor ofendeu a minha honra e ela só será limpa pelo sangue.
    (andei lendo “O conde de Monte Cristo”)
    Mercosul … Lembro quando começou, era uma idéia legal …

  10. O Mercosul parece ter entrado no freezer. A guerra comercial argentino-brasileira não deixa nem a união aduaneira andar. O problema é a ideologização. Criaram a Alba, a Unasul e agora, uma que inclui o Caribe e exclui EUA e Canadá…Só para pensar num monstrengo destes dá para imaginar o que provoca a falta do que fazer. Além da ideia de criar uma moeda única no Mercosul. Depois, tentaram transacionar com moedas locais e não com o dólar. Com quem, não disseram. Agora, parece, descobriram um mundo e nele, os EUA e a China. Assim, o G-20, tão decantado, é o G-2 + 18. Os 2, EUA e China. Nos 18, o que sobra.

  11. Rindo aqui, Maria Edi…. E continuo aqui no Salgari, firme e forte!

    Dawran, se as acriaturas criam um bloco e ficam se estapeando entre si por qualquer mixaria…

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