Dona Osmerdina entre nós

Depois de encarcerado o meliante, agora o rolinho preferido por nove entre dez famílias de bem deste imenso país: a graninha do Estado. Do Estadão:

A mãe de Eloá Pimentel, Ana Cristina Pimentel, disse na tarde desta segunda-feira, 27, que acredita que a polícia teve 50% de culpa na morte de sua filha. Eloá foi morta em 2008, pelo ex-namorado Lindemberg Alves, quando o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) invadiu o apartamento que servia de cativeiro há 100 horas. (segue)

Eu acho bacanas essas coisas… Você cria a “princesa” dimodis que na menarca ela já enganche com o primeiro macho que aparecer (de preferência, um rapaz posto na vida, em seu bico de motoboy) e tenha muitos, muitos filhos. Porque é bonito. Porque é garantia. Porque sua velhice não pode ficar desamparada, não é mesmo?

Meninas que desde cedo (Raquel é perfeita em descrever essas coisas) são amestradas no reboleichon contínuo para conquistar Merdson Alecsanderson até que a morte no CDHU os separe.

Disse acertadamente a Ministra Maria do Rosário, que criticou a família por ter consentido que a jovem engatasse o namoro quando tinha apenas 12 anos e o rapaz, 19 .

Assim, sendo, é fofo, líquido e certo culpar e ridicularizar a polícia.

Mas desse mato pode sair mais cachorro. O adê está tentando até suar, e não poupa nem a menina. Praticamente a chama de piranha ao dizer que a o Estado deve colocar limite nas novelas das 20h ou das 18h horas, que mostra sexo o tempo todo na televisão.

Jura? Então aproveita e processa a Record ou quem quer que seja, né, dona Fullanette de Paula? 

Foram aquelas imagens que lhe tiraram o marido….

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Gente diferenciada na Pompée

A mulé dando chilique que a Prefeitura instale um circo naquele vazião da Barra Funda.

Únicas duas coisas estranhas que vejo: a concessão de 99 anos e… por que na Pompeia e não numa região mais periférica, carente de vida cultural?  (Deve ser pelo mesmo motivo que a Barra Funda é preferência de dez entre dez circos particulares comuns.). Mesmo com os apelos de mercado, duvido que não haja uma área disponível em, sei lá, Cangaíba.

De resto, argumentos infelizes da dona presidente da Associação Amigos de Vila Pompeia, Maria Antonieta Lima e Silva:

Maus elementos das cercanias. Que cercanias? Na Apinagés, onde o cara matou a mãe porque é drogado? O que um mau elemento faria dentro de um circo, minha senhora?

Aumento do tráfego de automóveis. Bobagem. O Shopping Bourbon, o conjunto de edifícios empresariais e o novo conjunto habitacional na esquina da Francisco Matarazzo com Pompeia, e até uma escola de samba pra interditar viaduto de quando em quando, aí tudo bem, né? Circo não é programa de classe média deslumbrada e seu carrinho.

Tolhimento de área  verde permeável. Aí deu vergonha. A Pompeia alaga não porque é cimentada, e sim porque é abaixo do rio Tietê.

Além disso, chamar aquilo da foto de área verde é forçar a amizade, não?

Agradeço a Gilberto Kassab a graça alcançada

Este post estava pronto desde alguns dias atrás, quando notou-se certa movimentação de Serra em relação às prévias à Prefeitura paulistana.

Isso aconteceu depois que Kassab ensaiou olhar com olhos moles para uma aliança com o PT na capital.

Kassab agora está todo feliz, porque, afinal de contas, sua ameaça surtiu efeito.

Reinaldo Azevedo, um dos poucos jornalistas que recusa o malabarismo das palavras corteses e cuja opinião conta, disse lamentar a renúncia de Serra (à presidência do país), mas que seja para o bem de São Paulo.

Já eu (e mais um monte de gente) não tenho nada a lamentar. Pra ser mais sincera, entre SP e BSB, quero que BSB se lasque.

E mais: particularmente, desejo Andrea Matarazzo como vice.

O paulistano com mais de dois neurônios pouco se magoará se José Serra, sob condições favoráveis futuras, resolva largar a Prefeitura e se candidatar à Presidência.

Como aconteceu em 2006: Serra deixou Kassab no Chá e foi eleito governador do estado no primeiro turno. Chancela maior não há.

Então, pereré de oposição aqui não cola. Esse negócio de criar uma beiço “porque Serra se comprometeu com a Prefeitura, e blá-blá-blá” é factoide besta. Ninguém ligou.

Somos bandeirantes, lembra? A mais enjoada mulherzinha sabe que o cara, a qualquer hora, tem de largar sua casa e sair mato adentro.

Antigamente ficavam na terra as crianças, as mulheres e os índios.

Hoje mudou um pouquinho.

Então, é isso: que Serra seja bem-vindo de volta, como sempre, e saia novamente, SE e COMO BEM ENTENDER.

Profético…

E o Paulo Henrique Amorim, hein?

Nem falo da cascata de processos que perdeu por racismo, injúria, isso e aquilo.

Fiquei abismada mesmo foi com a reação da classe!

Que PHA é um cara baixo, isso todo mundo sabe. Agora, que a solução na Justiça iria desencadear tantas e intensas manifestações de repúdio à sua postura ressentida e violenta, por parte de tantos jornalistas notórios, nisso eu pasmei.

Acho que PHA sofre de um processo doentio desde que teve de largar a Globo. E pior, é obrigado a trabalhar numa emissora sub-sub, na cidade que mais odeia. Confundiu política com tudo, o coitado…

Essa montagem, que encabeça antipaticamente o blog dele (inclusive espinafrando o nordeste), logo logo lhe servirá.

Ué!

Então… da falta de júris espetaculosos é que não morreremos.

Mizael Bispo, acusado de matar a namorada Mércia Nakashima, se entregou ontem (sim, eu soube porque, afinal, o que você faz quando sua conexão cai com as chuvas do Datena? Liga no Datena, oras!)

Eu só queria entender por que o cara achou de esconder o rosto agora, que todo mundo conhece a cara dele?

E ainda aproveitou uma mão-boba pra cima da agente…

Via Tranchesi, um pouco de Gloria Kalil

Meu irmão me manda texto d’hoje de Gloria Kalil:

Eliana Tranchesi, uma das melhores comerciantes que este país já teve.

Olha, eu entendo o ponto de vista da Kalil. Mesmo. Lá no mundico dela. Só que não dá pra concordar, não, lamento.

O fato de Eliana Tranchesi ter sido “a melhor comerciante…”, dando total, customizada  e “diferenciada” atenção a suas clientes (também, né? Queria ver nos Armarinhos Fernando em véspera de volta às aulas), não a torna boa empresária. No sentido das responsabilidades sociais.

O fato de todo brasileiro ser talhado para o rolinho não suaviza o fato de Tranchesi ter entrado firme e confiante na sonegação de impostos.

O fato de boa parte das mães de família brasileiras irem aos EUA para comprar roupa e enfiarem tênis em lugares insuspeitáveis pra passar na alfândega não torna a Tranchesi mais bacana.

E, enfim, o triste fato de Eliana Tranchesi ter falecido hoje depois de longo sofrimento não edulcora seu currículo.

Entendo que a corrupção e a má postura cidadã é característica bem humana. E particularmente em Terra Brasilis criamos até um fino e intrincado sistema de justificação da coisa, usando desde apelos orçamentários, passando pelo horror da onipresença estatal em nossas vidas  até chegar, triunfantes e suados, em nosso malemolejo insuperável.

Resultado: fazer discursos isso e aquilo contra a sonegadora acaba meio que virando telhado de vidro, já que nosso animus driblandi baixa firme e forte até numa compra de padaria.

Mas ir ao outro extremo não, né, Kalil!

Acho você superchic. Chic mesmo.

Mas só nas dicas de moda.

Ah, Pery!

Graça nenhuma a morte prematura de Pery Ribeiro!

Aqui, a lembrança desse LP bárbaro, Paulistana – Retrato de uma cidade, lançado em 1974, em que vários intérpretes louvam São Paulo através da monumental obra de Billy Blanco.

Um deles é Pery Ribeiro, em dueto com Claudia, valorizando a cidade com sua bela voz e seu legítimo e disciplinado sotaque carioca.