PT e PSTU no Vale do Paraíba

Editorial do Estadão de hoje, trechos:

[…] O comando da PM, no entanto, anunciou que a operação foi inteiramente gravada, alegou que o “fator surpresa” foi crucial para a desocupação da área, afirmou que os moradores não ofereceram resistência e responsabilizou militantes de pequenos partidos da esquerda radical – que nem mesmo moram na área invadida – pelo entrevero. Uma semana antes, vários invasores e militantes posaram para cinegrafistas e fotógrafos equipados com capacetes de motociclistas, porretes, escudos de latão e canos de PVC – além de máscaras, para não serem identificados.

Por trás desse lamentável episódio, estão dois partidos que há muito tempo se digladiam para tentar desalojar o PSDB das principais prefeituras do Vale do Paraíba, região onde Alckmin iniciou sua carreira política. Um deles é o PT. Não foi por acaso que, entre as pessoas feridas com escoriações, uma se apresentou como assessor da Presidência da República. Sob o pretexto de intermediar uma solução pacífica, políticos petistas da região acenaram com a possibilidade de o governo federal ajudar na desapropriação da área, financiando um programa habitacional. O outro partido é o PSTU, que prega a substituição do Estado capitalista pelo ” marxismo revolucionário”.

Sem qualquer relevância no plano eleitoral, o PSTU é atuante nos meios sindicais, exercendo influência entre os metalúrgicos e os químicos no Vale do Paraíba, uma das regiões mais industrializadas do País. A exemplo do que ocorreu com o PT, em seus primórdios, o PSTU tem o apoio de movimentos sociais que se especializaram em invadir propriedades particulares para obter na mídia um espaço desproporcional à sua representatividade política. O confronto em São José dos Campos, iniciado com o descumprimento de uma ordem judicial, faz parte dessa estratégia.

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6 opiniões sobre “PT e PSTU no Vale do Paraíba”

  1. Nenhuma novidade nisso.

    O governo do PT teve mais de 8 anos para apresentar um plano federal de desapropriação da área com construção de casas populares. NÃO FEZ ABSOLUTAMENTE NADA e agora, mandou o secretário do ministro lá para dar a impressão de se importar com aquelas pessoas.

    Não se importa do mesmo jeito que não se importa com as vítimas da tragédia na Serra fluminense ou com os “noias” da Cracolândia, viu apenas uma oportunidade de fazer politicagem rasteira.

    E do PSTU nem falo, é um bando de dementes, gente que se o Brasil fosse um país sério, estaria em tratamento psiquiátrico pelo SUS.

  2. O PT lembra a Hidra de Lerna.
    PSTU, MST, PC do B, PSOL e assemelhados são as nove cabeças do monstro. Quando se corta uma, nasce duas.

    Nenhum desses fanáticos idiotizados pela falida ideologia socialista consegue ou quer viver num pais democrático. Para essas mentes parvas, o estado-de-direito é uma balela, uma estultice inventada pelos capitalistas que tanto odeiam.

    Essa gente só sobrevive no caos, na desordem, na miséria. Vegetam no ambiente corrompido pelas doenças físico/políticas. São varejeiras ideológicas. A podridão as atrai.

  3. Olha, mais uma vez o niilismo.
    O governo federal não pode chegar em nenhum Estado da Federação e sair construindo casas, desapropriando áreas, discordando de decisões da Justiça Estadual, intervindo no Centro de Cidades, Capitais etc.
    Estados e Municípios têm autonomia.
    Se esse cidadão que “…se apresentou como assessor da Presidência da República”…, estava lá no meio dos moradores? Fazendo o quê? Pediu proteção policial? Estava com colete à prova de balas? Estava junto com os policiais e Oficias de Justiça?
    Se estivesse, deveria ter visto os Oficiais de Justiça entregando, em mãos, as notificações aos moradores. Deveria ter visto também que grávidas não foram espancadas. Esse cidadão seria uma fonte e tanto de informações sobre o que ocorreu.
    Por que teria sido acertado com um tiro de bala de borracha? O senador que esteve por lá também, não foi atingido por nada. Este também seria uma testemunha ocular do que teria ocorrido no local.

  4. Muito estranho, Fábio. Hoje, no JN, entrevistaram duas invasoras. As duas “alemoas batata”. Não é estranho?

    Schu, tenho cá comigo que uma mente comum (ponha nisso a maioria dos opinadores) acha que o estado manda em tudo que está dentro do estado, e que o governo federal manda no estado.

    Dawran, “mediador” que opta fisicamente por um lado…?

  5. E agora, aproveitando o aniversário de São Paulo, estes mesmos militantes aproveitam para agir com violência numa manifestação contra as recentes ações do governo. Como disse o próprio Kassab, “tudo isso depõe contra os argumentos de quem protesta”.

  6. Não é, Isabel? Povo mesmo não estava lá. Pra falar a verdade, o povo-povo-mesmo do Pinheirinho está na expectativa de ganhar casa, já que São Paulo é o único estado que efetivamente tem programa de moradia. Caso contrário, estariam ocupando áreas em seus estados natais, é ou não é?

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