Hoje é dia de chuva, bebê!

Plooooonto, passôôôôô!

Povo que estava em cócegas pra chover feio em São Paulo não precisa mais sofrer. Agora à tarde caiu um belo temporal em toda a “Grande São Paulo” – coisa suficiente pra esquecer a Cracolândia -, provocando – veja você! – 15 pontos de alagamento na capital, 4 deles intransitáveis.

Ponto de alagamento que o pessoal considera é isso, viu, gente?

Inxcrusive, nosso onipresente promotor Mauricio Antonio Ribeiro Lopes aparece hoje no Jornal Metro (aqueles tabloidinhos digrátis) alardeando que desde 2008 DOBROU o número de pontos de alagamento na cidade, E QUE VAI ENTRAR COM UMA AÇÃO NA JUSTIÇA!!!

Kassab boceja.

  • Foto linda, linda, aqui perto de casa, agora à tarde. Reconheci pelo prédio do meu primo: ele odiou a pintura nova, diz que virou referência.
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16 opiniões sobre “Hoje é dia de chuva, bebê!”

  1. Anos atrás eu estava no fórum João Mendes em SP, tratando de um recurso.

    Daí, no elevador, conversando com um colega advogado, ele me aconselhou a sair da cidade antes das 15 horas, porque provavelmente choveria e haveria problemas no trânsito.

    Ele foi menos paulistano por reconhecer os defeitos da cidade?

    Não, ele simplesmente sabia as peculiaridades de época da cidade e aconselhou alguém de fora a não apostar no clima.

    O que quero dizer com isso é que o paulistano sabe lidar com essas situações. É óbvio que muita gente acaba sofrendo problemas de enchentes, porque cidade nenhuma pára, que dizer SP.

    E a partir disso eu concluo que o efeito eleitoral de explorar enchentes é nulo, na exata medida em que os paulistanos que sofrem com as cheias de rios, vêem obras para combatê-las. O problema seria elas não existirem. Existe, inclusive, uma parcela considerável da população daí que atribui as enchentes muito mais ao povo idiota que aos governantes, vide o lixo acumulado em córregos e rios.

    Esse blablablé sobre enchentes já encheu o saco até dos paulistanos. Eles encaram isso hoje como informação: não trafegue por tais áreas porque aí há enchente. Simples!

  2. Dawran, São Pedro, coitado!

    Também acho, Fabio. São Paulo padece de um defeito extremo: as pessoas optam por morar longe de onde trabalham. Se instalam em zonas residenciais ou cidades-dormitórios LONGE de onde trabalham, porque precisam de espaço, de natureza, não sei mais do quê, e daí dá nisso: reclamam da distância, do pedágio, disso e daquilo. Bem fez nosso amigo Ricardo, que veio morar aqui, bem perto do centro. Nem temos tido tempo de falar muiito com ele, e ele idem. Mas optou e abriu mão de certas coisas. É assim que é.

    Raquel, adoro quando acontece este efeito. Esta foto deve ter sido tirada lá no Alto de Pinheiros.

    Schu, entrou. Eu modero quando tem link, nunca se sabe. Vocês não tem perigo, mas vai que encaminham os leitores para algum assunto que não quero aqui no blog? Nem pensar!
    Uma vez tentei propor esse sistema aqui no prédio e levei ovos pobristas. Povo reclama até de ter de trocar torneira, meu filho!, imagina bancar um sistema assim no prédio? E olha que aqui teria espaço pra isso.

  3. Povo reclama até de ter de trocar torneira

    Aqui também é assim: reclamam que no prédio só residem aposentados – inclusive esta que vos fala – e não se pode fazer muita coisa porque o pessoal ganha pouco. Estou só temendo: vai chegar uma hora que os elevadores de mais de 60 anos deverão ser trocados. O que vai ser: subir 13 andares com as compras do mês??

  4. Ganham pouco, nada, Maria Eddy! É só entrar no apartamento dos digníssimos que o home theater tá lá, em dia!, com o maior pacote de cabo possível! O que eles são são sovinas. Uma vez sugeri de trocarem as bacias do prédio por aquelas de caixa (não custa tanto assim) e quase fui linchada! Preferem pagar contas altíssimas de válvula hidra até o fim de suas existências. Não sabem fazer cálculos.

  5. Você está certa, Lets. A moderação é necessária, pois aqueles degenerados que infestam o blog do Fiuza estão usando meu nome para comentários os mais escatológicos e absurdos possíveis. Evidentemente tentarão entrar aqui também. Todo cuidado é pouco.

  6. Mas, voltando às soluções para minimizar enchentes, o que me causou espanto foi a retenção de 40% das águas de chuva num espaço de 10.000 m2! Imaginem aplicar essa técnica em todos os condomínios horizontais duma cidade inteira! Rios e córregos agradeceriam e respirariam aliviados. Evidentemente a população teria que se engajar de corpo e alma nesse espírito conservacionista. Todos teriam que ‘vestir a camisa’.

  7. Luiz Schuwinski,
    Tem razão. Mas, é um absurdo que até em cidades médias e pequenas do interior, onde, em tese, tais ideias de preservação seriam mais fáceis, está ocorrendo exatamente o contrário. Já há caso de ocupações de áreas de mananciais e de várzeas de rios, alagamentos de via públicas, favelização etc. em cidades de 30 mil a 50 mil habitantes. A cada chuva, mais tragédias. E projetos de casas populares para o Governo Estadual e/ou federal liberar verbas. Um absurdo completo. Além do que, olhos d’água são soterrados, rios poluídos com esgoto não tratado etc.

  8. Schu, aquilo virou o que se previa: um chat de dementes. Ninguém lê os comentários. Não perca mais seu tempo por lá.

    Sobre os edifícios, é claro que a ideia é ótima! E tem ainda os terraços verdes, ou coberturas com vegetação, que nem tradução tem direito no Brasil. Mas é um pouquinho “custoso” de fazer. Se o povo aqui não gasta nem com esgoto decente, imagina investir em “reter a água da chuva”. Tem jeito, não…

    Como disse o Dawran, isso é nas megalópoles. Imagina nos rincões? Sem solução pela próxima era geológica…

  9. É o tal negócio, Dawran: tudo passa pelo lado cultural. E tem mais, se não tiver uma lei específica para tal fim, as construtoras nem se coçam. Só pensam na redução de custos e no lucro a qualquer preço. O bem comum que se lasque.

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