E não inunda, esta bagaça!

Cê vê, né? Janeiro está indo embora, já choveu o de praxe na Região Serrana este ano, molhando novamente todo o abandono (e acusações de desvio de verbas) do governo fluminense e prefeituras locais, Minas já ficou debaixo d’água, desmoronou não sei o quê não sei onde, Osaka já ficou boiando e não houve uma, sequer UMA chuva mais forte e suficientemente longa na cidade de São Paulo a ponto de promover um pequeno transtorno que fosse.

Ainda estamos aguardando pelo menos UM MÍSERO automóvel que tenha de ir para o tapeceiro para que venham as eternas críticas à gestão kassabística-tucana por aqui.

Enquanto isso, vejamos o que dá pra fazer:

Na área de segurança não rola nada! Na sexta-feira, uma ong mexicana divulgou pesquisa com as cinquenta cidades mais violentas do mundo. Catorze estão no Brasil, e nenhuma delas sequer é do estado de São Paulo, que coisa chata!

No orçamento, também não há nada! Se você comparar as recentes gestões da cidade com a última gestão petista na cidade, por exemplo, perceberá que nunca mais se falou em cortes. No tempo de Marta, o então chefe de gabinete de finanças da prefeita vivia cortando gastos sob o mimimi da herança Pitta. Foi nesse gabinete, aliás, que se inventou uma tal de taxa da coxinha, que pretendia impor multas altíssimas a senhorinhas que defendem o orçamento mensal com a venda de salgadinhos. No governo seguinte, de José Serra, não obstante terem encontrado apenas 16 mil reais nos cofres da Prefeitura, a nova equipe foi à luta em vez de ficar chorando e tentando impor o terror na grana na população.

Saúde, educação, o que dá pano pra manga?…

Entonces, na falta de coisa melhor, continuemos com a achincalhação à operação na Cracolândia, espinafrando rigorosamente tudo o que elogiamos um ano atrás no Rio de Janeiro.

  • Foto: Não sobra nem o Viaduto Pompeia (Foto AE), interditado por causa de um incêndio na última segunda-feira. O fogo partiu de um barracão de escola de samba, e de escola de samba não dá pra falar mal…

 

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16 opiniões sobre “E não inunda, esta bagaça!”

  1. Pelo exemplo do post, a amiga blogueira promete uma semana profícua…hehehehe…
    Foi logo no gorgomilo da galera de bocarra escancarada. Daqui a pouco vão entrar com alguma ação, ou termo de ajuste de conduta ou qualquer processo pelo fato de não haver desgraceiras dignas de nota em São Paulo. Exceto aquelas dos famosos, “…a operação foi do Estado e a Prefeitura não sabia…ou o reverso do inverso…”, “…a PM isso e aquilo e mais um pouco…”, “…churrasco na rua tal em protesto contra sei lá o quê…”. Ah, agora há a visita que teria feito o Governador na região, de carro. Oras, o Governador deveria disfarçar-se de viciado e adentrar aqueles mocós infectos, certo?

  2. Ah, Maria Eddy, eu acho que devia acabar essa mamata de enfiar escola de samba embaixo de viaduto. Aliás, nada embaixo de viaduto. Porque tudo que se enfia debaixo de viaduto, por um capricho da natureza, se incendeia.

    Ah, não prometo, não, Dawran. Muito trabalho, e a frustração de não acompanhar as coisas mais de perto.

    Você viu que acinte o governador visitar a região DE CARRO? Afinal, qualquer jornalista faz aquilo a pé, não é mesmo?

  3. Curitiba está em 39º colocação na lista das cinquenta mais violentas em razão de sua Região Metropolitana. A zona periférica vive um verdadeiro faroeste.
    Por ser cidade polo, a capital acaba levando a fama e arcando com o peso criminoso de suas “agregadas”. De qualquer maneira é uma mancha que temos que extirpar. Shame!

  4. Leticia, poderiam exigir da patroa amassar barro na Região Serrana do Rio de Janeiro. Ou caminhar sob o sol forte nas regiões afetados pela seca no RS…Porque essa de helicóptero, não é? Por que o Governador de São Paulo não pode andar de carro na Capital do Estado que governa? Afinal de contas igualdade é igualdade.

    Fabio Mayer, é o tal negócio. Há reportagens na TV de fatos ocorridos em cidades da RM de São Paulo, mas, as legendas demoram a aparecer e fica parecendo ser tudo na Capital. Apenas dizem “em São Paulo”. Depois que ficou fixado o fato ruim, fala-se, que foi na cidade tal. Às vezes nem isso. E passa como se fosse São Paulo, Capital, mesmo.

    Um outro aspecto. Uma rede de rádio de São Paulo apresentou durante muito tempo, programa contra as drogas. Palestras com especialistas e drogados em tratamento, em escolas etc. Sempre com um editorial contra as drogas e alertando para os riscos do uso e as consequências do vício. Pois bem. No caso das ações do Governo de São Paulo e da Prefeitura nas ruas do Centro, a mesma rede fez críticas fortes às ações, em noticiários e editoriais e em comentários. Com alegações que não fazia em seus programas de esclarecimentos. Agora, atenuou um pouco as críticas, mas, também não passou ao apoio.

  5. Olha só a ironia do destino:fotógrafos tiveram suas câmeras,lentes e celulares roubados,lá na cracolândia,e também levaram uns sopapos,entre eles um da Falha de SP. Mas engraçados mesmo são os comentários.Tomaaa!

  6. Luiz,

    É certo que a RM de Curitiba é responsável pelo índice, mas o que pegou na classificação da cidade, foi o desmando e a incompetência do Sr. Roberto Requião do Melo e Silva que em 8 anos de governo DESTRUIU de vez a polícia paranaense!

  7. Maria, chaaaaato que a população apoia a polícia, não? A defensoria também já recuou, mas o jornalismo…, acho que não se entrega nunca!

    Fábio, vários fatores, a que ninguém está imune. São Paulo já foi fofinha no começo do século XX, e foi esse seu mal: ser fofinha. Espero que o Paraná se mobilize desde já para cortar o mal pela raiz. Aqui, começamos a combater as mazelas muito tarde.

  8. Fábio, concordo integralmente com tudo que você disse. Essa é a verdade.
    Requião (Crazy Mary) desmontou deliberadamente o sistema de Segurança Pública no estado. Hoje temos menos policiais que há vinte anos!

  9. Dá para ver as coisas como funcionam, não é Leticia? Observando também a desorganização dos aeroportos, que são áreas e responsabilidade federal, são citados “aeroportos de São Paulo”, sem esclarecer responsabilidades. Falam da Anac, sem esclarecer que é uma agência federal e não estadual ou municipal. E assim, vão minando a credibilidade das Administrações Estadual e Municipal. No caso dos piscinões, o Governador do Estado assumiu, para o Estado, a manutenção dos piscinões da RMSP, para desafogar as Prefeituras há pouco tempo, porém, antes da época de chuvas, como forma de prevenção. E mesmo assim, isso é colocado como crítica e não como verdadeira colaboração com administrações falhas e sem recursos. Com certeza, logo poderão ser vistos os resultados. Não tem milagres nisso e os resultados vão aparecer. Contudo, parece que a torcida é por ver a esculhambação de tudo. Oras, os piscinões estão naquelas condições porque as prefeituras não cuidaram. E veja que as obras do Jardim Romano são citadas em tom de crítica e não de melhoria. Só que o Jardim Romano não tem mais refluxo de água, pois, o bairro foi criado em cima da várzea do rio. E mesmo assim, não é dado como bom. Verdeiro absurdo.

  10. maria,
    Esse fato pode estar relacionado às pressões que até pretendiam mover uma ação coletiva para impedir a ação da polícia na região. Ou seja, pretendia-se que ninguém ali pudesse ser abordado, preso etc. Um empoderamento para pessoas que não têm condições de agir sem supervisão e apoio. Um exagero. Manter pessoas assim e dar-lhes empoderamento é um absurdo. Parece que houve recuo nessa pretensão. Porém, os resultados são catastróficos. Como poderão agir os agentes de saúde e assistência social sem a proteção da Polícia? E pior, na presença de traficantes e oportunistas?

  11. A diferença de SP para o resto do país, é que SP já passou pela maior parte dos problemas decorrentes da urbanização acelerada, portanto, os paulistas já tem uma idéia de como lidar com ela, coisa que não há no PR, em SC e que os políticos não querem que exista no RJ, terra do oba-oba, em que político nunca admite que o estado está atolado em violência e incapacidade.

    Os índices de violência no PR estão concentrados onde? Justamente na RM de Curitiba, que cresce assustadoramente em população sem que a economia acompanhe o ritmo. E os governantes estaduais de regra jecas e despreparados ainda imaginam que policial é como o Guarda Belo do desenho do Manda Chuva, o cara durão que resolve os problemas da vizinhança sozinho e que tem tempo de confraternizar com a comunidade.

    Não é assim. SP já entendeu que polícia, hoje, só funciona com ação integrada de inteligência e operação em grupos bem estruturados e equipados com condições de monitorar áreas. SP hoje, só peca pela falta de mais policiamento ostensivo, mas de resto, mantém as melhores polícias do país, justamente porque elas não encaram crimes como fatos isolados. Só não sabemos quando essa mentalidade vai para os demais estados…

  12. O que não pode, Fabio Mayer, é tratar uma Metrópole como se uma aldeia ainda fosse. Cidades como São Paulo necessitam de segurança 24 horas, cientificamente planejadas, notadamente com rondas ostensivas em toda a área.
    Há muito o que melhorar, pois, essa área não tem como dizer que está tudo bem. Nunca estará. O que não pode é, além disso, ter quem atrapalhe com estultices.
    Se não houver polícia, sob controle estrito do Estado, haverá milicianos e justiceiros sem controle. E isso não pode.

  13. Dawran, a marginal não inunda como antes, o Jardim Romano também não… Não estou dizendo que a gente precisa ser ufanista o tempo todo (até porque isso aliena, vide o RJ), mas os críticos daqui são de qualidade bem ruim, não? Aboletados na academia, parecem saídos de programas de tevê populares.

    Fábio, a polícia paulista lida com os problemas do estado, com a sanha oposicionista e com uma certa ideologia no Judiciário. Você não pode tocar em ninguém aqui. http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1035857-juiz-derruba-liminar-que-impedia-reintegracao-de-posse.shtml

  14. Leticia, verdade.
    Até policiais foram agredidos lá nas ruas por viciados. Se fosse a polícia “nazista” como querem imputar, os agressores seriam simplesmente massacrados. Mesmo com essa demonstração de controle e disciplina, ainda há críticas pesadas. Melhor assim, só que não dá para aceitar que ocorram agressões físicas. As pessoas agressoras deveriam ser presas nas condições em que estivessem. E levar uma cana, sim.
    Quanto às chuvas, não trata-se de ufanismo. Mas, de fazer o que os administradores são tímidos em mostrar e tomam críticas pelo que fazem de e com competência. E com os nossos impostos. Nesse caso dos piscinões deveriam arregaçar. Afinal, são recursos de todos aplicados em coisas que os municípios limítrofes não tiveram competência para fazer. E ninguém critica os prefeitos de lá. Criticam o Governo do Estado. Além de deixar e fazer colar no Prefeito da Capital. E eles fica ai com cara de bons moços. Oras, têm de entrar rasgando.

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