Não dê comida aos animais: eles não querem

A maior parte dos viciados da Cracolex não gostou do “churrasco de gente diferenciada” armado esta tarde na esquina da Helvétia com Dino Bueno. Contrariados e se sentindo invadidos por fotógrafos e jornalistas, se transferiram para outra esquina e avisavam aos curiosos: “a festa não é aqui, é do outro lado”.

O grupo chegou lá armado com carro de som, churrasqueira, bateria e bebidas, numas de “o que vamos fazer agora?” combinado, é claro, no Facebook, e constrangeram os pobres-coitados.

Isso, mais o episódio da santa do crack (lembra?), mais a patacoada dos promotores (que deram chilique e depois recuaram ao saber do que realmente se trata), mais a nuvem de perdigotos de especialistas, jornalistas, políticos, socialites e personal stylists, todos contra a ação da polícia paulista na Cracolândia, deve irritar tremendamente os usuários.

Sensação horrível você estar na mais profunda lama (e, não se engane: até o mais trash dos noias sabe disso) e se sentir uma atração de circo pra feicibuqueiro burro, inconsequente, insensível e desinformado.

Noia não é retardado nem maconheiro de faculdade. Noia só precisa de ajuda.

Nessas – e pode vir me desdizer daqui um tempo, se for o caso – as únicas entidades de confiança dos viciados são a PM e os agentes públicos que os acompanham há tempos.

O resto é festa estúpida.

Churrasqueiros de ocasião, vocês são uns babacas.

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11 opiniões sobre “Não dê comida aos animais: eles não querem”

  1. E a Folha, hein? Sempre conferindo ares de importância a esses churrascos, desde o caso de Higienópolis. Vergonha alheia quando vi a chamada como sub-manchete do site dela nesta semana…

  2. Fazer um churrasco lá, para manter os pobres viciados por lá mesmo, no lixo, não é?
    Por que, se são assim tão maltratados pelo Governo e pela Polícia, não os levam para suas casas e fazem um churrasco lá, com a família? Simplesmente porque não dá. Ponto. Todos eles sabem disso. Ou melhor, deve haver até quem faça isso, reconheça-se. Mas, o melhor é pressionar o Governo e a Polícia, do que pegar no breu, não é? Um churrasco para viciados em casa, ninguém enxerga. Esse pessoal precisa entender e reconhecer que, apesar de terem criado uma baita confusão e atrapalhado bastante, perderam o jogo. Só falta reconhecer e deixar o Governo agir. Ponto.

  3. “…o preconceito e o racismo dos políticos e das elites paulistanas”.
    “…os manifestantes pedem que a ação policial seja substituída por políticas públicas para os dependentes de crack”.

    Pronto. Foram ditas duas frases mágicas que identificam de cara a intenção política por trás do “churrascão”: “elites paulistanas” e a indefectível “políticas públicas”!!!

    Enquanto isso, os noias, alheios a tudo, tentam reorganizar a Zumbilândia em outras plagas.

  4. Demagogia barata praticada por idiotas de pai e mãe.

    Isso aí para mim, equivaleu àquela guerra estúpida de travesseiros que uma dessas combinações de twitter e facebook organizou tempos atrás… coisa de patetas, de desocupados, de gente que não entende o mundo em que vive!

  5. Ao que parece, a falta de assunto e o arrefecimento dos motivos de críticas é o que motiva a procura de pelo em ovo. Levantar a bola para alguém marcar o ponto. Bastou o Governador defender suas ações, dentro da legalidade, como sói poderia ser, aberta, como todos podem ver, para que o assunto voltasse ao terreno da quase normalidade. É de esperar que tenham aprendido que falar duro e defender suas ações não faz mal a ninguém. Mais uma vez: nunca recuem, Srs. Governador e Prefeito.

  6. O problema para certos setores da imprensa é que a população apóia a ocupação da cracolândia, do mesmo exato jeito que apóia a pacificação dos morros no RJ.

    Mal ou bem, existe o entendimento geral de que a Lei deve chegar a todos e para todos.

    Daí cai por terra, depois do impacto inicial, aquela balela de higienização e violação de direitos, e isso está acontecendo claramente em SP, já vi gente comentando que a imprensa e o PT estão mais preocupadas em proteger o crime que recuperar aquelas pessoas e a área da cidade.

  7. É neste caldo-de-cultura socialmente miserável que os marxistas festivos proliferam e se nutrem. Se tudo funcionar a contento, a ‘massa-de-manobra’ se dissolve e lá se vai a matéria prima essencial para suas maquinações demagógicas.

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