Algemas nos pés

Trecho do Reinaldo Azevedo que não dá pra deixar passar:

Alô, ministra petista Maria do Rosário, dos Direitos Humanos! Peça para o seu secretário-executivo, Ramais de Castro Silveira, telefonar para o governador do Piauí, Wilson Martins (PSB), que governa em aliança com o PT, para acusar “os exageros” da Polícia Militar do estado na repressão aos ditos “estudantes” que protestam contra o aumento das passagens de ônibus em Teresina, que passaram de R$ 1,90 para R$ 2,10!!! Já houve vários confrontos de rua, e a PM, sob a gestão dos socialistas e petistas, recorreu a balas de borracha, cassetete, bombas de efeito moral e spray de pimenta! Que coisa feia, Dona Maria do Rosário!

[…] Mas eu não seria eu se não fizesse a pergunta: o tal Ramais telefonou ou não para os “companheiros” que dividem o governo do Piauí com os PSB para censurar a “violência policial”? Ou será que a Secretaria de Direitos Humanos só se interessa pela suposta “violência policial” de estados governados pela oposição — em especial, São Paulo?

Não! Eu não endosso manifestações violentas e acho que elas têm de ser mesmo coibidas. O ideal é que não se empreguem balas de borracha e spray de pimenta — a menos que seja necessário. Quem bota fogo em ônibus não quer conversar. Está disposto a bater e a apanhar. A Constituição confere às forças policiais e às Forças Armadas o uso legítimo da força. E o Brasil, até onde se sabe, é uma democracia, certo?, que tem a sua extensão fardada. Vale para o Piauí, governado por PSB e PT; vale para São Paulo, governado pelo PSDB.

É ou não é, Dona Maria? A menos que se considere que todo vandalismo reprimido por petistas é reacionário e todo vandalismo reprimido por tucanos é progressista…

Reinaldo esqueceu de citar as algemas nas mãos e pés. E pés!!!

Não é em São Paulo, aí tchutchupem.

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8 opiniões sobre “Algemas nos pés”

  1. Nem um pio sobre a “operação Crackolandia” na favela do Jacarezinho!? Crianças, podem ver as imagens na Globo News jornal das 8:00, foram agarradas por 2 brutamontes e arrastadas para serem internadas. Aqui na “cabralandia” pode!

  2. O problema é que em São Paulo a reportagem entrevista o governador, prefeito, comandante da ação, etc. Já na capital do Piauí, ninguém sabe se sequer existe um governo. Mais um pouco e o Alckmin vira responsável também pela truculência da policia Piauiense. Agora, essa tal Maria do Rosário é uma piada de mau gosto. Mais um ministério que só atrapalha a vida de quem necessita realmente de direitos humanos.

  3. Opa, se pode, Malu! Aí no Rio, inxcrusive, quanto maior a truculência, maior a força do governador. Capaz até de dar coletiva piedosa sobre o assunto, devidamente transmitida na íntegra pela Globonews.

    Claudio, errado: em São Paulo entrevistam até a tiazinha ex-juíza a favor da liberação das drogas pesadas, o padre mendigófilo, o especialista que você nunca ouviu falar, o promotor tentando se reerguer na vida, o jurista não seu das quantas. Entrevistam todo mundo, menos o prefeito e o governador.

  4. O Governador Paulista, entrevistado, falou que as ações não vão parar. O Secretário de Segurança, hoje, na Jovem Pan, reforçou a mesma coisa, no mesmo diapasão. Com firmeza, sem alteração de voz e sem messianismos. Assim está muito melhor. Já era hora de alguém defender o que a Administração Estadual e Municipal estão fazendo sem traumas.

    Já no Piauí, argolas nos pés…algemas…Interessante. Piauí não está no Brasil da Seppir, da Secretaria de Direitos Humanos, de dois partidos progressistas da base do governo federal…E por ai vai? Como pode ser reeditado o que ocorria no pelourinho ou em navios tumbeiros? O que utilizarão das outras vezes? Gangalhas? E ninguém reclama? Não há editoriais, colunas, notas? São tempos doidos esses.

  5. As poucas entrevistas com o Governador e o Prefeito não são levadas em conta, Dawran. Já as veem de má vontade e pronto. As de Cabral, não obstante o claro cinismo, são apresentadas como a salvação da lavoura. As demais, ninguém liga.

  6. Leticia, apesar de estarem levando um banho de propaganda e não terem como rebater, perderem o medo já está de bom tamanho. Uma coisa, porém, é quase certa. As eleições de 2012 e 2014, 2016 e 2018, 2020 e 2022…parecem irremediavelmente perdidas. Talvez, quando tomarem real consciência disso, aprendam que já são e sempre foram bons moços. Só que não aprenderam a contar aos outros com convicção.

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