Ponto de vista muito particular

De coração partido com as medidas do governo para barrar haitianos no país.

Sim, eu sei que é complicado abrir as fronteiras assim, sem mais. Por outro lado, penso que o Brasil não seria o que é (seja lá o que isso signifique) se não fossem os imigrantes.

Como sou neta de um imigrante que veio para cá porque os EUA estavam fechados à sua presença, sou muito sensível a essa questão da liberdade de sair da m…. em busca de uma vida melhor, com a gana de trabalhar e vencer. É isso a liberdade. É isso que faz uma nação, e não o matuto naiscidcriado que passa a vida mascando um matinho à espera de ajuda federal.

Eu não sei lá em Fiofó das Antas, no Acre, que, parece, está incomodada com a presença dos caras. Mas acontece que – como vi em várias reportagens -, o negócio deles é vir pra São Paulo.

Que venham. São de boa índole, como os bolivianos, e aqui há lugar pra todos. A maioria se ajeitará à cidade e entenderá seu espírito.

Como o menino do vídeo, sequestrado e perdido em São Paulo. No final da matéria do Fantástico, diante do apelo da mãe para voltar, sugere, ao contrário, que ela e o irmão venham morar aqui.

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14 opiniões sobre “Ponto de vista muito particular”

  1. Já abordado aqui. Tudo depende de organização. Assim, daria para receber e até favorecer que os chegados a contribuírem com o País. Mas, para variar, de um lado, acusam o Governo do Estado de São Paulo e a Prefeitura da Capital de fascistas. De outro, no Piauí, a polícia reprime violentamente estudantes e nada é falado de fascismos. E agora, o “popular terceiro mundista solidário emergente” Governo Federal, quer brecar a entrada de haitianos. E ninguém pergunta se “oxbridgeanos”, teriam coibida sua entrada aqui. A retórica do Governo Federal é contrapor-se aos EUA, com promessas de “melhorar o Haiti”. Pois bem, os haitianos acreditaram.

  2. Notícias R7-publicado em 18/01/2010 às 07h54- O Brasil está já há vários anos reivindicando dinheiro dos países doadores, porque é preciso que a gente resolva o problema do Haiti com mais rapidez, e eu espero que, em função desse terremoto (…), o mundo inteiro resolva colocar dinheiro, para que a gente reconstrua o Haiti e que a gente possa dar uma qualidade de vida digna àquele povo, que foi o primeiro povo do nosso continente a conquistar a sua independência.

    Pois, então…

  3. Deixe que venham…

    Desde 2003 Macunaíma’s Land foi decretada terra-de-ninguém.
    Aqui é porto seguro pra piratas, ditadores, assassinos e desterrados de todas as latitudes.

    Quando enfim los hermanos Castro decidirem abrir as masmorras cubanas e libertar su pueblo, ao invés de Miami, uma opção lógica seria trazê-los pra cá e instalá-los nas imediações do Palácio do Planalto ou na “Granja dos Tortos”!
    Em sua convalescença, Lulla poderia então aprender a enrolar charutos e provar do autêntico Rum cubano.

  4. Dawran, não conseguem resolver o basicão aqui, querem fazer o que no Haiti mesmo?

    Schu, imagina quando a porta se abrir em Cuba? E que ninguém pense que cubanos como Yoani querem cair de boca no capitalismo, não. Foram criados naquela mentalidade, só se incomodam com a ditadura. Será um longo caminho até descobrirem o real significado de liberdade. Eu torço para que isso aconteça rápido.

  5. Luiz Schuwinski, pode ser que de para virem, sim. O que precisa é organizar. Não devem ter lá só aqueles que tiveram apenas bolinho de barro, com óleo e sal, cozidos em brasa como único acepipe para comer. Aliás, o desafio seria dar mais do que bolinho de barro para eles e para os nativos.

    Leticia, e não resolverão nada. Exceto a goela aberta de onde só sai o que se pode ouvir. No Haiti, querem ter motivos para culpar os outros, como sempre.
    Mandou bem sobre o que podem pretender os cubanos que se batem na oposição ao governo de Cuba. O que pensam e falam dos dissidentes cubanos, por aqui, muito mal, lógico, é fruto de ideologia de séculos atrás.

  6. Isso faz lembrar, Lets, a estória do pássaro que ficou tanto tempo preso que, depois de solto da gaiola, não sabia o que fazer com a liberdade pois não mais a reconhecia.

    Quando os cubanos ganharem um dia a liberdade, sentir-se-ão egressos do Túnel do Tempo. Talvez não resistam ao choque cultural e tecnológico atual.
    Alemães orientais, pós Muro, passaram por esta síndrome.

  7. Dawran, eu acredito na rápida integração dos caras. Eles são boas pessoas. Tá certo que sempre tem alguém pra explorar, mas qual imigrante não passou por isso? Meu avô, de quem falei, foi enganado (por um patrício) já no cais da Praça Mauá. Faz parte, mas depois eles vencem a etapa.

  8. Se a organização superar a demagogia e o higienismo que está evidente na proibição aso haitianos, dará certo.
    Pode ser que estivessem esperando migrados banqueiros, loiros de olhos azuis, chegando em iates…
    Se deram mal…hehehehe…
    Agora aguentem e resolvam!!!

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