O que anda fazendo a USP Leste

Olha que bacana (da Agência Fapesp):

Com o objetivo de avaliar possíveis danos que as características ambientais desses espaços podem provocar nos bens do patrimônio cultural que abrigam, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveram um sensor que indica o grau de degradação sofrida por materiais que compõem obras de arte em diferentes ambientes.

O dispositivo, que já passou por várias etapas de aprimoramento, é resultado de um projeto de pesquisa apoiado pela FAPESP por meio do Programa Jovens Pesquisadores em Centros Emergentes.

Durante o estudo, pesquisadores da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP, campus Leste, pretendiam desenvolver uma ferramenta que possibilitasse medir simultaneamente a temperatura, umidade, iluminação e os níveis de poluição interna apresentados por museus situados em áreas urbanas e o grau de deterioração sofrido ao longo do tempo por resinas orgânicas usadas em obras de arte. Para isso, eles se associaram a um grupo de pesquisa do Instituto de Química da USP, liderado pela professora Dalva Lúcia Araújo de Faria. (continua)

A gente pensando que na USP Leste só se forma cuidador de velhinho, e a Fapesp só banca pesquisa sobre o período escravagista…

Anúncios

7 comentários em “O que anda fazendo a USP Leste”

  1. Passei uns dias tentando fazer um “desPTelhamento” mental ficando só na corujice de meus netos Pedro e Júlia. Esta, recém-nascida. Vida nova empurrando nosso DNA rumo a um futuro que, queira Deus, não seja incerto.

    Tão logo ponha os pés no chão da dura realidade, voltarei com mais ânimo às lides blogueiras. Inté!

  2. Bem… se está entre as 100 melhores universidades do mundo, é porque pesquisa e cria novos produtos e aplicações.

    Aliás é preciso deixar bem claro que:

    a) A maioria das universidades PÚBLICAS pelo Brasil afora têm grandes trabalhos e resultados em pesquisas nas mais diversas áreas, embora especialmente na da agricultura, pecuária e biotecnologia: destacam-se UFRN, UFSM (Santa Maria), UFRS e UFPR;

    b) Em TODAS as universidades públicas há os vadios maconheiros que infestam também a USP, geralmente oriundos de faculdades de Direito, Filosofia e humanas de modo geral, que são justamente as faculdades mais comuns e ao mesmo tempo as que menos apresentam resultados acadêmicos concretos. É bom dizer que o número de teses de mestrado e doutorado em Direito (por exemplo) é enorme, mas sua aplicação prática é perto do nulo porque dificilmente influenciam as esferas de poder com competência normativa, quais sejam: os legislativos e o STF;

    c) Deve-se honrar os trabalhos de pesquisas das universidades citadas que são feitos com enormes dificuldades orçamentárias, decorrentes da burocracia e da roubalheira que às assolam, o que também existe na USP;

    d) As universidades privadas, tirando no máximo uma dúzia no Brasil inteiro, simplesmente não tem resultados acadêmicos concretos ou simplesmente limitam-se a dar formação ordinária para seus alunos, pouco ou nada fazem em termos de pesquisa e desenvolvimento.

  3. Ah, Schu! Sei lá se dará tempo de você ver meu comentário, mas que paraíso e que privilégio poder se dedicar aos pequenos! Em qualquer idade eles são tão especiais, tão encantadores e surpreendentes, tão abertos à gente! Fiquei alguns dias com José (o nome de Periquito é José), que já vai para os 7 anos reafirmando algo que a gente percebeu desde que era bebê: sua diplomacia. Ele tenta apaziguar “climas”, ameniza respostas, tergiversa questões espinhosas… só vendo! (parece até que vivemos em pé de guerra, mas não. Somos normais, com perrengues de vez em quando). Menininho viajadíssimo da vida, eu levo ele pra passear onde dá aqui em SP. Aos poucos ele vai se acostumando com as meninas de cabelo roxo, unhas amarelas, cabelos espetados, roupas cheias de tachinas, quietistas na rua, procedimentos urbanos como a simples compra de um bilhete de metrô, a colagem de um ingresso na roupa e a assinatura em livros de presença. Titia quer tudo para ele, ao mesmo tempo, mas sabe maneirar também.

    Beijos para seus pequenos, marque muita presença na vida deles e seja o melhor amigo. Eles nunca esquecerão.

    Fábio, é trabalho de formiguinha, não aparece. O que aparece são justamente os maconheiros. Não tenho nada contra maconheiros individualmente. Até fiz um chiste uma vez aqui de que sou “saudosista” dos maconheiros da velha guarda, e que movimentinho de maconha hoje é algo extremamente chato e sem charme. Mas é verdade. Virou oba-oba.

  4. Eu tenho muito contra os maconheiros.

    Porque eles drenam recursos públicos das universidades e do sistema de saúde e geralmente acabam não usando absolutamente nada da estrutura que fica à sua disposição… isso quando não depredam, como aqueles bostas da USP fizeram.

    Aqueles da velha guarda, que eu considero os de bens antes do nosso tempo de facu, ao menos usavam da maconha para abrir o cérebro e os horizontes, não raro são pessoas que em algum momento da vida mostraram que essa visão diferente do mundo serviu para alguma coisa. Já os maconheiros do meu tempo de facu para cá, são todos uns inúteis, esquerdopatas loucos para se encostar no Estado para continuar a fumar a transar, a beber e agir como se a responsabilidade por um mundo melhor seja sempre dos outros.

    Agora, o trabalho acadêmico é de formiguinha em qualquer lugar no mundo por uma razão muito simples: universidade representa uma busca incessante por novos talentos e principalmente novas idéias, visões melhoradas ou diferentes sobre os assuntos, novos princípios, novas descobertas. De cada 10 mil alunos, 1 ou 2 têm idéias brilhantes e inovadoras a partir do conhecimento recebido, e uns 500 ficam aptos a ajudar no desenvolvimento destas idéias… é assim que funciona pesquisa universitária: em meio da massa, encontra-se a mão-de-obra qualificada e os cérebros mais bem dotados.

    E é por isso que fico fulo da vida quando vejo o número de faculdades de direito no Brasil, gerando dissertações e teses inúteis e empoladas, quando o investimento deveria ser mais em pesquisa científica, portanto, menos faculdades autônomas e de humanas e mais universidades com um número maior de vagas em escolas de tecnologia de todas as áreas. O ambiente universitário é importante, a troca de idéias entre os vários ramos do conhecimento é que desenvolve o raciocínio e leva às inovações, uma das coisas que as universidades americanas mais bem fazem é dar ao aluno uma visão de mundo completa: ele pode se inscrever em cursos e matérias de qualquer área da universidade, pode estudar a área do direito que lhe interessa, mesmo cursando medicina, pode se inscrever em cadeias de história e artes estudando engenharia, pode fazer cursos de manejo de plantas mesmo querendo ser engenheiro civil. Isso não se faz no Brasil, faculdades aqui, são quadradinhos limitados àquela matéria e só, o aluno fica um bitolado numa nota só, não abre a mente para pensar de modo diferente ou ter uma abordagem diferente sobre um assunto prosaico.

    Por isso, o Brasil é uma vergonha em termos de registro de patentes e pesquisas científicas. Ficam apenas as poucas formiguinhas lutando contra o sistema, apresentando resultados enquanto a massa de pessoas só almeja uma cerimônia pomposa e de mau gosto com uma folha de papel pendurada na parede.

  5. Tudo está sendo esculhambado na terra. Centros de conhecimento ficam mais conhecidos por causa de nada. Menos por produção de conhecimento científico. A proliferação de universidades pode não ser adequada. Proliferação, diferente de universalização. Talvez melhor fosse preservar e aplicar qualitativamente recursos naquilo que de bom já se tem. O restante viria através de extensões, trabalhos de campo, programas em conjunto com iniciativa privada, comunidades, aqui sim, de lugares onde mereçam esta designação. Aumentar a quantidade de centros universitários, enquanto ao mesmo tempo, facilidade de ingresso são estimuladas, não deve dar em algo adequado. Daqui a uns poucos anos, cerca de duas décadas, poder-se-á aquilatar a situação. E quem sabe, novas facilidades poderão advir para corrigir o equívoco anterior. Méritos foram totalmente relegados aos idiotas que levam a sério as coisas.

  6. Fico tão orgulhosa dos verdadeiros estudantes da USP, tem horas que leio coisa que chego a pensar que o Brasil é caso perdido. A Escola de Engenharia da USP de São Carlos abriga cada retardado que eu me pergunto como chegaram lá?
    Se de lá saem os melhores cientistas para trabalhar na NASA, MIT , Microsoft esses que conheci pessoalmente, imagino aqueles que não tive a oportunidade de cruzar o caminho. Sei que são muitos.

  7. Não é, Malu? Tais universidades têm um trabalho tão bacana (inclusive e notadamente as de humanas), mas só aparece a quota jerereca.

    Fábio, a maconha orkutizou. Não que eu seja defensora, até porque, como disse Nelson Motta, droga não dá talento a ninguém. Mas aqueles maconheiros de raiz, o maconheiro-arte, maconheiro moleque, esses já foram. Passou. Agora é tudo vulgar. Inclusive os que não se acham vulgares.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s