Esperanças de Natal…

Tem um monte de livros que tenho de adquirir esse final de ano. Uns são no sebo, outros novinhos (as biografias de sempre), e outros pretendo afanar provisoriamente, como As esganadas, que o pessoal odeia porque é do Jô Soares, que “não é escritor” e blá-blá. Imagina! Suas referências são bem interessantes, então grande abraço pros “escritores”.

O da foto, sobre Guilherme Gaensly, pertence à prateleira “esganação” e TEM DE ser comprado pra completar a trilogia da Cosac Naify (os dois primeiros foram B. J. Duarte, caçador de imagens, e Aurélio Becherini).

Eu vi a edição outro dia, na própria exposição do fotógrafo na recém-inaugurada casa da Imagem (antiga Casa n. 1, ao lado do Solar da Marquesa), e me causou um comichão.

Suas fotos são bem panorâmicas, e reafirmam uma cidade que foi bem bonitinha no início do século (e que agora volta a ser, malgrado a inflação de gente porca e boquirrota circulando por aqui).

E outra coisa que quero fazer sem falta até o fim do ano é ver meu querido, amado salve-salve Eliseu Visconti, em exposição na Pinacoteca. São 250 obras: pinturas, desenhos, cerâmica e documentos produzidos entre 1890 e 1940. Fui conferir e é isso mesmo: é a primeira exposição solo de Visconti em São Paulo.

Visconti veio de Salerno para o Brasil ainda criança e estudou no Liceu de Artes Ofícios do Rio, na Academia Imperial de Belas Artes (hoje Museu de Belas Artes, Rio, onde tomei contato com suas obras) e na École Nationale et Spéciale des Beaux-Arts de Paris.

(Quem sabe agora eu consigo adquirir uma reprodução dele? Sim, porque nunca achei. O comum de ver é coisinha de Kandinski, Picasso, Van Gogh, Miró, qq. um que não seja brasileiro porque aqui ninguém se dá ao trabalho de investir nessas coisas.)

Até 26 de fevereiro, de terça a domingo, das 10 às 17h30. Ingresso: 6 reais (meia entrada para estudantes, crianças até 10 anos e pessoas acima dos 60 anos). Aos sábados, grátis.

E aí, alguém para a caravana?

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23 opiniões sobre “Esperanças de Natal…”

  1. Paulo, isso lembra dos tempos de No Mínimo…

    Tá vendo, Refer?Até o Stromboli é mais perto de SP que o Rio. Por que não rola mais intercâmbio? Eu adoro esses aluninhos do MBA e Castagnetto, Antonio Parreiras, Anna Vasco, Georgina e Lucílio de Albuqerque, Rodolfo Amoedo…

    POR QUÊ??

  2. Leticia, irei com a dona da coisa toda, mas, só dispôis das fésta. A dona da coisa todas gosta muito da Pinacoteca, museus etc. de São Paulo. Valeu pela dica e quem sabe dá para encontrar e reconhecer alguém por lá, não é?

  3. Dawran, estamos tentando marcar para semana que vem. Tentando conciliar férias coletivas de todos, fazer em dia de semana e pela manhã, pra não ter tanta gente, essas coisas. Te digo quando ficar definido, quem sabe a gente não consegue se conhecer pessoalmente?

  4. Pode ser, sim, Leticia.
    Só poderei ir nas últimas semanas, tárvêis, no último dia, infelizmente.
    Mas, informem aqui e a gente vê.
    Para reconhecer, a gente combina um sinal secreto: que tal todo mundo com paragatas roda…!?!?!?!?…hehehehe…
    A gente vê.

  5. Leticia, o “roda” e as alpargatas que viraram “paragatas”…hehehehe…

    Fonte: http://migre.me/7b3lA
    1907
    Tudo começou naquele distante 3 de abril de 1907. Vindo da Argentina, o escocês Robert Fraser associou-se a um grupo inglês e começou a construir a Fábrica Brasileira de Alpargatas e Calçados no bairro da Mooca, em São Paulo.
    Logo no ano seguinte, a fábrica começou aproduzir Alpargatas Roda, Lonas e Encerados.
    O sucesso desses produtos foi imediato: as alpargatas mostraram-se perfeitas para colher café, porque não machucavam os grãos, e os encerados foram usados
    nos terreiros de secagem. Em 1909, a empresa mudou o nome para São Paulo Alpargatas Company S.A.

    Outra fontes: http://migre.me/7b3ku

  6. Também conhecidas nas boas casas do ramo como alpercatas.
    Na minha infância usei algumas vezes e logo deixei de lado porque eram desconfortáveis, caiam do pé, entortavam e no fim acabavam virando chinelos! HaHa!

  7. Leticia, resolvido o mistério do “roda”, nas alpargatas, alpercatas e paragatas. Aliás, no “paragatas”, o interiorano caprichou: no caso, o nome remeteria que seriam bons calçados “para gatas”…hehehehe…O matuto também é marketólogo!!!

    Mas, Leticia, realmente, não poderei ir tão cedo nas exposições citadas. Só poderei ir em data bem próxima do fim das mostras e sem dia e hora definidos.
    Fica para outros eventos em São Paulo a gente poder marcar para podermos conhecer uns aos outros. Minha esposa gosta muito disso e assim, poderemos ver.

  8. Naquele tempo as alpercatas eram de lona azul para os meninos. Eram tão feias que as garotas nem chegavam perto!
    Os mais pobres pintavam-nas de branco para os desfiles escolares de 7 de setembro! Duros tempos aqueles.

  9. Sim, Dawran, oportunidade não faltará. Reunimos a turma, assim todo mundo se conhece.

    Ai, Schu que triste! Um calçado tão, digamos assim, humilde, é o meu preferido. Se não chover, se não pisar numa calçada molhada, é de longe o melhor calçado, o mais confortável no verão. Nem as rasteirinhas são tão gostosas. Usei alpargatas durante anos, e só parei porque não encontrei mais. Agora tenho um novo estoque, que uso com parcimônia pra não perder tão cedo.

  10. Pois é. Se não estou enganado, o nordestino ainda as usa. Só que são de couro.
    Mas, a coisa evoluiu. Estão aí as sandálias masculinas, as papetes.

  11. Papete eu já usei e não gostei. A maioria é pesada pra xuxú!

    Croc, é só eu olhar alguém com aquilo e já sinto calor no pé. Ninguém é feliz pisando em plástico.

  12. Devem ser boas pra fazer o ‘Caminho-de-São-Tiago”, né, Lets?

    A “croc” lembra muito aqueles tamancos holandeses de madeira.
    Plástico nos pés, ferve!

  13. 900 km… sandálias em frangalhos pelo caminho, pés descalços cheio de bôlhas, cajado transformado em muleta! Pra encarar essa rota, somente com aquelas botas “off-shore”, tratoradas, Lets!

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