Controle demográfico

Há momentos em que sou pela liberação de tudo. Ou quase tudo (me refiro a música alta sem proteção acústica, obrigatoriade de ver Dança dos Famosos e gente bloqueando avenida movimentada).

Contanto que não atrapalhem meu caminho e não venham encher nem o meu saco, nem o da Prefeitura.

E que cada um arque com suas decisões.

  • Foto: (Marlene Bergamo, Folha): povo na (linda) praça Julio Prestes Mesquita (brigadinha, Ricardo, ato falho!), centro de São Paulo, agora extensão da Crackland.
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15 comentários em “Controle demográfico”

  1. Mas a Caridade diz que devemos manter a chaga, e não curá-la, portanto…

    Só acho que não é a Pça Julio Mesquita, pois ao fundo parece a Julio Prestes, não?
    Na Julio Mesquita existe (existia) uma belíssima fonte, que foi totalmente destruída pelos vândalos.

  2. O governo central tão pródigo na distribuição de bolsas-esmolas – quase sem nenhuma contrapartida dos esmoleres -, bem que poderia fazer um rapa na Zumbilândia e mandá-los capinar acostamentos nas estradas federais Brasil afora.
    Uma das maneiras para afastá-los do vício, tornando-os produtivos e longe dos traficantes.

  3. Olha, criaram uma barafunda de leis engalfinhadas umas nas outras de proteção da pessoa humana, que fica, muitas vezes, difícil distinguir a pessoa humana. Por exemplo, a Polícia não pode fazer nada com essas pessoas, exceto se estiverem em flagrante delito. A assistência social, não pode recolhê-las, sem que elas concordem com o recolhimento. Se estiverem apenas consumindo drogas e não traficando flagrantemente, poderão apenas ser afastadas do local. Agora olhando a foto e vendo pessoalmente o pessoal, um bando de pobres coitados que necessitam de tratamento inclusive por doenças mentais. Neste caso, as casas manicomiais fechadas, não existem mais. Só dá para chamar a assistência de voluntários, que atuam nas ruas junto aos pacientes e serem levados para casas de tratamento abertas.

  4. Se fala e se cobra direitos humanos, mas o que fazer com este povo que não quer sair das ruas e ficam se drogando em qualquer lugar, emporcalhando nossas ruas e praças? E as crianças que não se pode tirar das ruas e igualmente ficam se drogando com aquele jeito infeliz e imundos. Que raios de DIREITOS HUMANOS são estes?

  5. Direitos humanos… Criaram um nome tão forte que é quase impossível criticar sem ser rotulado de facista. O fato é que parte-se de uma idéia torta (ou várias) e o resultado é este que vemos na foto. A polícia não pode prender, a assistência social não pode recolher, os hospitais psiquiátricos são fechados… Sem falar nos que vivem explorando esta miséria. Ainda lembro da campanha sórdida contra as tais “rampas anti-mendigo”. Na época abusaram do termo “higienista”.

  6. Ricardo, é decidir: ter ou não ter fonte. Acho que já decidiram por nós, né?

    Schu, cadê que o governo-federal-em-caixa-baixa-mesmo nos faria esse favor?

    Dawran, é assim: se no Rio estão fazendo isso (a lei tem brecha pra internar à força, desde que com autorizações de quem de direito: justiça e saúde), aí é o resgate da cidadania, o orgulho da cidade, e tal.

    Se fazem isso aqui, como já tentaram algumas vezes, aparece um bando de médicos e promotores dizendo que não é assim, que não pode, e que o poder público está sendo higienista, como bem lembrou o Marcelo.

    Dá pra entender, daí, porque faltam médicos no interiorzão do Brasil (com salário de 8 paus). Vi numa reportagem outro dia: os caras querem estudar e trabalhar aqui, em busca de notoriedade. E QUALQUER ocasião serve…

    Iolita, vai do gosto. Existem mil mecanismos – religiosos, filosóficos, ideológicos e, por que não dizer, pedagógicos milimetricamente planejados para tal.

    Marcelo, é isso aí. Daí a gente aperta aquele botãozinho do hueda-se (que, acho, é verde…).

  7. Sobre o dia mundial sem tabaco: o goleiro e meu guru Marcos, do Palmeiras, uma vez reclamou que todos pegavam no pé dele por causa dos cigarrinhos que ele fuma, e não se escandalizavam com outro jogador que fora apanhado fumando maconha. Realmente, os valores tiveram seus polos invertidos. Que droga de mundo!

  8. Maria Edi, sou corinthiana, mas ADORO o Marcos, sabia?

    Não lembro se contei aqui ou alhures, mas já levei pito de maconheira por causa do cheiro do cigarro.
    Lembrei disso outro dia, debaixo do tetinho de uma banca de jornais fechada, à noite, atrás do Conjunto Nacional. Chovia, e eu simplesmente não tinha onde ficar pra fumar um cigarrinho. Aquela marquise ali, imensa, sem vivalma pra me olhar feio, e eu me encafofando na banca. Me senti uma mendiga.

  9. Realmente é um problema e as alternativas ficam piores em função de legislação e mecanismos de proteção que podem não ser adequados para o momento em que vivemos. Algo precisa ser feito, rever a legislação, adequar as coisas. Essas pessoas não podem ficar perambulando em péssimas condições. Tem de haver críticas, sim e não temer a acusação de higienista. Deixar pessoas nas situações em que são vistas seria o quê? Proguessismo, democratismo? Ou seria chatismo? Pessoas nestas condições, precisam ser cuidadas de forma mais intensiva, é de crer-se.

  10. Fumei cigarros desde os18 anos até o dia 13 de fevereiro de 2010.Foram 47 anos fumando,até que um dia( 13/03 )meu médico um menino mais novo que meu filho me deu uma “bronca” tremenda ao se inteirar dos resultados de alguns exames. Em senti uma humilhaçao enorme e jurei a mim mesma que nunca mais iria ser chamada a atenção por causa de um cigarro. Nunca mais fumei, e não fico pertubando quem fuma,pois cada um sabe de si .Meu marido e amigos podem fumar perto que eu não me sinto incomodada e nem tenho vontade.

  11. **Sobre cigarro:

    Detesto os 2, tanto o “careta” qto o “revolucionário”. Ambos fazem um super mal ao meu nariz(não só a ele, mas à minha garganta, e demais vias respiratórias. Se alguém estiver fumando perto de mim, eu saio de perto, sem a menor cerimônia. Poxa, acho q tá na hora de ambas as coisas sumirem do mapa… 😛

    Bem, de volta ao assunto do post:

    Aqui em SSA-BA, o problema é o mesmo: O centro da cidade(destaque para o meu querido pelourinho) está tomado por gente dessa qualidade: Drogados, “zumbizados”, etc. Salvador tb tem as suas “cracolândias” espalhadas por aí e o tal de “poder púbico”(sim, escrevi de propósito, como ironia indignada) faz q não vê… Daí eu não posso andar no centro da cidade com tranquilidade, pq sempre tem um “maluco”, ou um “noiado” pra encher o saco ou pra roubar mesmo… Situação lamentabilíssima(ainda mais com os tais de “direitos humanos” enchendo o saco, praticamente dizendo q não se pode tirar mendingo das ruas senão estará sendo “higienista”).

  12. Xi… Havia comentado aqui outro dia, mas parece que não entrou (o WordPress andou mio capenga)

    Não sei, Dawran. Só sei que vivemos uma época de catalogação impositiva de individualidades, de um lado, e (também impositiva) de “pecados”, de outro. Perrengue para o Estado.

    Iolita, havia comentado aqui que tenho admiração por quem parou de fumar. Não pelos outros, absolutamente. Mas pela nossa própria saúde. E admiro ainda mais ex-fumantes que não fazem disso um upgrade moral, como você.

    Morena Flor, os fumantes (de cigarro) saem do mapa e, pelo jeito, emergem os maconheiros, sob as bênçãos da liberdade.

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