Santa Imesp!

satyros

Uma das mais notórias editoras de São Paulo é a Imprensa Oficial do Estado – Imesp. São livros primorosamente produzidos, entre outros inúmeros produtos, contando aí com o suplemento D. O. Leitura, cujo único defeito é uma certa preguiça na área de assinaturas. Pelo menos era quando eu assinava e desisti. O jeito é pegar exemplares antigos disponíveis digrátis em repartições. Mas enfim…

O que interessa é que a Imesp disponibilizou na internétis TODA a “Coleção Aplauso”, composta de livros com temas ligados ao cinema, teatro e tevê, muitos deles de caráter biográfico e outros com roteiros de filmes.

Entre os títulos, Renato Consorte, Beth Mendes, Renata Fronzi, Tatiana BelinkyRubens de Falco, Betty Faria, Teatro Brasileiro de Comédia e Sergio Cardoso (ambos por Nidia Lícia), Ruth de Souza, Carla Camuratti, Carlos Zara, Carlos Reichembach, Cleide Yáconis, Zuzu Angel (roteiro do filme), Walderez de Barros, ufa! (e só pesquei uma pequena parte…)

É título que não acaba mais! E como os livros são pequenos, dá pra ler em umas duas ou três horas. Maneira digna de passar o ano.

Vai lá ver: Coleção Aplauso.

“Champã” na garrafa pet

Veuve-Clicquot

Ou no sacolé.

Taí minha dica pros produtores. Acho que madám Clicquot, praticíssima que era, não se incomodaria em fazer uma safrinha especial pro réveillon de rua, já que o evento está cada vez mais perigoso e sujeito a uma segurança crescente. No Rio, não sei: lá se liberam as garrafas e, neste ano, rolou um salvo-conduto pra farofinha e pro filé miau no espeto.

Mas aqui em SP a coisa está cada vez mais restritiva. Do Estadão:

A PM escalou para o evento 1.200 homens, que atuarão com 69 viaturas, 47 motos e dez bases comunitárias móveis. A estes se somam outros 350 PMs da Força Tática, Rocam e Unidades Especializadas, além de Bombeiros e Policiamento Aéreo. O esquema contará com câmeras, distribuídas ao longo da avenida, e um Posto de Comando, que funcionará em um casarão ao lado do palco [no castelinho].
Além da PM, a segurança será reforçada por outros mil homens da Polícia Civil, CET, Guarda Civil Metropolitana, Metrô, São Paulo Transportes, Prefeitura e funcionários contratados pela empresa responsável pelo evento. Atendimentos emergenciais de socorro serão realizados por seis médicos em uma tenda, com dez leitos, além de três ambulâncias UTI e dezoito de remoção.
Todas as pessoas passarão por revista pessoal para adentrar a área da festa e não será permitido o ingresso portando fogos de artifício e latas ou garrafas de bebidas como vinhos, champanhes, cervejas e refrigerantes. A polícia recomenda que os participantes tragam apenas um documento e dinheiro suficiente para consumo durante o evento.
Celulares e câmeras, se possível, devem estar presos ao pulso e ser utilizados em locais protegidos. A orientação é que os participantes deem preferência ao transporte público e adquiram bilhetes de Metrô com antecedência.

Além do aparato de sempre,  os oitenta quiosques de bebidas e comidas instalados ao longo da avenida aceitarão os cartões Visa e Visa Electron. Haverá ainda treze telões de LED de alta definição com montagens multimídias; e cada vez mais e mais quarásquaisquais de fogos e confetes e balões e coisa e tal.

O equipamento de som, como acontece há alguns anos, poderá ser ouvido a mais de dois quilômetros, sem ligar muito pras preferências ou doenças dos moradores do entorno.

Moro a quatro quilômetros de lá, e calculo aí uns cinco anos até que tenha o privilégio de ser agraciada pela barulheira. Não é superbe?

Daaaaaalva

minhas.duas.estrelas

Sempre gosto das minisséries de janeiro. São raras as que não me despertam interesse. Um porque são feitas com o máximo capricho. Dois porque o povaréu fica conhecendo pessoas e coisas do passado. Não há nada mais triste do que gente que não sabe dizer nem o nome do próprio avô, não saber de onde veio e não conhecer um mínimo das coisas de seu país, dãããã!

Prova constrangedora disso é a notinha saída na coluna  Zapping, de Alberto Pereira Jr. na Folha, anteontem:

Minissérie Dalva e Herivelto gera lucros

A estreia da minissérie “Dalva e Herivelto, uma Canção de Amor” no dia 4 de janeiro, na Globo, vai disparar uma série de homenagens aos artistas Dalva de Oliveira e Herivelto Martins preparadas pelos seus herdeiros. Pery Martins, fruto do conturbado casamento dos músicos, organiza um megashow que passará por Rio e por São Paulo com o repertório dos pais. […] Yaçana Martins, filha de Herivelto e Lourdes Torelly, lançará um livro com as cartas dos pais.

Seja lá por que motivo for, é uma vergonha que o jornalista mencione o nome de Pery Ribeiro assim. Por que “Pery Martins”? Prefiro pensar que é por ignorância mesmo.

E qual o problema de a minisserie gerar lucros para os filhos? Acho que nesse caso é legítimo e natural, não? Não me consta que tenham escolhido como meta de vida se pendurar na ociosidade, em cima do nome dos pais. Muito pelo contrário, sempre vi Pery Ribeiro homenageá-los de coração, oras…

Dalva e Herivelto, uma canção de amor estreia na Globo no próximo dia 5, contando sobre a vida do casal Dalva de Oliveira e Herivelto Martins: ela cantora, ele compositor, suas vicissitudes e glórias juntos, entremeadas de brigas homéricas, e, depois, separados. A minissérie também terá personagens contemporâneos a cada fase dos dois, como Emilinha Borba, Linda e Dircinha Batista e Dercy Gonçalves.

Dalva de Oliveira, eu adoro desde que me dei conta de que era ela a intérprete das músicas que minha mãe e minha tia cantarolavam lavando louça, na base do meio sério/meio deboche.

Tenho LPs, CDs e uma que outra coisa. Não como fã enlouquecida, mas dentro de uma razoabilidade. Como o livro da foto, escrito por Pery Ribeiro, cantor que não teve tanto sucesso como os pais, mas que – acho – todo mundo conhece. Seu repertório é meio serviçal. Mas é ótimo cantor e ótima pessoa.

Pena que a editora lhe passou uma rasteira: o livro (pelo menos minha primeira edição) é pessimamente editado e revisado. Acredito que não seja culpa dele nem se de sua ex-mulher, coautora. Mesmo assim, é de ler com interesse, porque Pery se valeu de um espírito muito elevado pra não omitir nada das baixarias na vida do casal.

Nem precisava de Pery Ribeiro pra todo mundo saber que as brigas do casal era coisa de voar cadeira pela janela. Dalva, particularmente, não era mole, não. Lembro de ter lido um episódio, no meu livrinho proibido Roberto Carlos em detalhes (sorry; ele esteve à venda e hoje se encontra em sebos), este trechinho, contado por Angela Maria:

“Eu adorava a Dalva, era sua fã, sua macaca de auditório”, afirma Ângela, que também foi trabalhar numa boate carioca, cantando ali basicamente o repertório da cantora que tanto admirava. Pois numa certa noite, Dalva de Oliveira apareceu na boate e ficou com alguns amigos numa mesa próxima ao palco. No meio do show, Ângela decidiu fazer uma homenagem a Dalva: enquanto cantava um dos sucessos da cantora, Ângela desceu do palco e se aproximou da mesa onde ela estava, curvando-se diante dela em sinal de reverência. Nesse momento, Dalva pegou um copo de gelo e atirou na cara de Ângela Maria. “Eu não esperava esta reação dela. Aquele gelo jogado na minha cara me esfriou toda por dentro”, diz Ângela. Enquanto Ângela limpava o rosto, tirando a água gelada que entrava nos seus olhos, os amigos de Dalva saíram imediatamente com ela da boate. “Mas eu continuei cantando e cantando com mais vontade. Eu deixei o microfone de lado e soltei a voz com tudo.
E o público da boate me aplaudiu de pé”, diz Ângela Maria.

Daí dá pra ver o nível da coisa.

Existe, no Brasil, uma mania horrorosa de reverenciar cantoras de má-educação estudada, como se sua vulgaridade pública fosse sinal de “autenticidade” (êêê termo dos anos 70!). Elis Regina, ó, pufff!

Mas de Dalva eu gosto. Sua maloqueirice estava no DNA, mas ela segurava a onda no palco. E acho tão bonitinho noção de educação, separar o privado do público…

Vai aí um momento de sua última apresentação em público, na TV Tupi:

Alguém me esclarece?

silvana

O jornalista Zé Paulo Andrade (que conheço desde que me entendo por gente) tuitou isso há uns dias. E concordei.

Só não imaginava que a parte brasileira na contenda fosse extrapolar e ficar tão indignada com o assunto “custas judiciais” levantado por David Goldman. Do G1:

O advogado da família brasileira de Sean Goldman, Sérgio Tostes, reagiu às declarações do pai biológico do menino sobre as custas judiciais. Segundo ele, “esta declaração não surpreende, e apenas demonstra o interesse pecuniário do Sr. David Goldman. Tudo que ele fez não foi pelo interesse do filho, foi interesse pecuniário.”

O advogado disse ainda que acha estranho David cobrar pelas custas, já que a ação judicial teria sido promovida pela União Federal. “A União Federal gastou o dinheiro do contribuinte e ele está cobrando o da advogada”.

Para Tostes, a declaração “revela o caráter de David”. O advogado explicou que, caso o pai entre com esse pedido de ressarcimento, a ação teria que ser promovida no Brasil, onde foi feito todo o processo de Sean.

Bem… Se David Goldman declarou que despendeu uns 500 paus para reaver o filho, que lhe foi tirado e de direito sempre foi seu, qual é o problema em requerer ressarcimento das custas judiciais? Elas não cabem a quem perdeu a causa? Onde está o interesse pecuniário aí, já que ele gastou essa grana toda e só a está pedindo de volta, de acordo com a lei?

E outra: essa declaração do advogado de que isso “revela o caráter de David” não é típica de perdedor? Se houvesse outra saída, o adê não investiria nela?

Com a palavra, meus preclaros comentadores.

Oh!

Quando a criatura está de quatro, não há nada de mal em reiterar a posição e encostar a cabeça no chão, não é mesmo?

A Folha de S.Paulo me vem com essa coisica em tom de acusação: SP lança ofensiva publicitária com sete campanhas na TV. E o desespero é tanto que a matéria leva uma foto de Lula, que – convenhamos – não combina com prestações de contas e as atividades do governo paulista.

Ofensiva? Só se for pros jornalistas fofolhudos. Pra mim, sem problemas. Na situação esquizofrênica do Brasil em relação a São Paulo, é do pleno interesse dos paulistas que se divulgue o que vem sendo feito por aqui, e por quem.

Juntar essa bronca jeca contra São Paulo com os interesses do PT é coisa de quem traz um estábulo no DNA. Por mim, belê. Uns gosta dozóio, outros das remela, né? Mas não vem encher o saco dizendo que paulista é isso ou aquilo e que nosso governo é do demo, não! Não gosta, esquece! E façavor de não vir pra cá tumém!

No vídeo acima, uma dessas “ofensivas” de que gosto. Brinca com França/Franca. Faz parte de uma série, mostrando a qualidade das estradas paulistas.  As demais estão aqui:

Má que Itália, nonna! Nós tamo indo pra Itatiiiiba!

Long Beach/Praia Grande

Holanda/Holambra

Há outras também, que estão sendo veiculadas intensamente neste final de ano.

Já disse, não tenho nada contra. A propaganda – desde que não seja safada – não me avilta. Pelo contrário.

Aqui as obras acontecem há muito tempo, e tem-se o direito de divulgá-las. Aliás, sempre há um canteiro de obras por aqui. Tanto é que de vez em quando acontecem acidentes. E a melhor maneira de evitar acidentes em obras é não executá-las, não é mesmo?

E, talvez o mais importante, há manutenção dessas obras. Não adianta nada inaugurar uma prosopopeia em grande estilo se daqui a dez anos ela está encardida, carcomida e pronta pra desabar de velha.

Seria interessante que a Folha, que está tão preocupada com as invasões propagandísticas de final de ano, desse um rolê nos gastos e no perfil das propagandas do governo federal, não? Sim, porque o que temos visto e ouvido sobre a epifania difusa da era Lula não é mole, não. Qualquer propaganda de qualquer estatal, tá lá aquela coisinha de que antes de Lula era o caos. Mas obra que é bom, nada. Projetos efetuados, necas!

Seria mais honesto se a atual gestão federal apresentasse o que fez, de fato. Ali, pá-buf. Todo mundo tem camerinha fotográfica, todo mundo tem filmadora, nénão? É fácil. É só ir lá e filmar.

A não ser que ao longo desses oito anos Lula só tenha erguido meia dúzia de taperas em nome do PAC.

Aí não dá mesmo. Eu também teria vergonha. E recorreria mesmo a esse engodinho de “um feliz porvir com a união de todos”.

Mas essa Ilse, hein?

casablanca

Por esses dias ando vendo uns filmes, desses classicões. Casablanca eu não via fazia tempo. Mesmo assim, acho que foi a primeira vez que o assisti de maneira absolutamente atenta.

Tenho de dizer mais do mesmo: que diálogos!

Eu lembrava apenas aquele em que Rick diz a Ugarte (Peter Lorre) que se pensasse nele, provavelmente o desprezaria. Também, isso é um clássico do cinismo interplanetário!…

Mas não pensei nos diálogos como um marco no cinema, nada disso: pensei que se uma criatura com menos de 20 anos visse aquilo hoje não ia entender chororongas.

Não por ter 20 anos. Mas é porque o mundo jererecou de tal forma que hoje, se você não disser o que quer dizer com todas as letras, o cerumano simplesmente não entende. Aliás, mesmo você dizendo a coisa claramente corre o risco de não ser entendido ou – bocejo – ser mal interpretado.

E como a piolhada de hoje não quer mais saber de coisas humanas, não? Tchudo agora tem de ser  com monstros e avatares e vampiros peludos e coisa e tal, e com muita, muita computação gráfica. Em 3D, óbvio.

Será uma fuga, é? Deve ser. O mundo ficou tão idiota que seu fosse uma adolescente sonhadoura fugiria de humanos, balançando minhas banhas durinhas e cheias de espinhas por uma estrada sem-fim. Em 3D.

Periquito Augusto virou cinéfilo. É. Só fala nisso. Da última vez que esteve aqui foi um quase-problema, porque eu havia prometido um cinema e não deu. Os horários não batiam. Além de tudo, ele já viu quase tudo o que passou. Está chovendo hambúrguer, Planeta 51 (este título ia bem a calhar em OUTRO filme, mais nacional), A princesa e o sapo, blá-blá-blá.

Tentei O fantástico Sr. Raposo, feito como antigamente e que deve ser uma graça, mas  não tinha sessão em horários periquitoides: 19:30 não é hora de criana pequena estar na rua.

Voltaremos à carga quando estrear Os esquilos II. Ele estava um tanto apreensivo porque não sabia se o filme era ou não em 3D. Quando lhe disse quem sim, ele pulou de alegria e foi contar pra mãe. Mas ficou chateadíssimo quando soube da lonjura da data de lançamento – 8 de janeiro.

Anda cheio de quereres o garoto. Tem de ser 3D, tem de estrear QUANDO ele quer, tem de ser no cinema, porque em DVD não é a mesma coisa, e o óculos, e a sala tal do cinema tal não tem não sei o quê, e que a gente deve fazer xixi ANTES de a sessão começar, e tal e coisa. Mas não se incomodaria – me confidenciou – em ver A princesa e o sapo novamente. Paixonô geral.

Mas a tia aqui, ciosa, espera que um dia possa lhe apresentar Casablanca. Ou A montanha dos sete abutres, ou o Cidadão Kane.

Sim, porque não vou querer ver o menino empolgado com… Avatar (ele andou me xavecado pra ver trailer no Youtube, e eu disse não. Por simples questão de censura. Ainda bem que é um menino obediente. Por enquanto.)

Pode até ser, se o menino se aprofundar no hobbie “tecnicamente”. Mas terá de passar por todas as sutilezas, os dramas e maneiras de falar de gente. Gente de verdade.

  • Foto: deve ser do making of. Primeira vez que vejo as canjicas do Bogart. O título do post? É que não desprezo comentários comuns. O que me dana mesmo é a estupidez média: spray dourado em cocô.

Herpes-zoster petralhuda

No dia 23 último Gilberto Dimenstein, um cara que considero sério, apesar de divergir em algumas de suas opiniões, teve um ataque de petismo explícito em sua coluna na Folha.

As pústulas febris surgiram detonadas por uma espécie de irritação nos gânglios linfáticos de sua carreira esquerdopata, e ele me saiu com a teoria de que Dilma só não está melhor nas pesquisas porque o povo tem baixa escolaridade. E é por isso que Serra está à frente.

Ora, ora, Dimenstein, até onde eu sei, baixa escolaridade é o que há em Bananaland.

A prova cabal disso é que Lula já está em seu segundo mandato. Se a patulée fosse informada, saberia que Lula foi um péssimo deputado federal, e recebeu o salário que nós lhe pagamos à toa, pra não fazer coisa nenhuma. E que jamais poderia perpetuar sua vida ociosa na Presidência da República.

Cê quer ver outra coisa? Nas penúltimas eleições para a Prefeitura aqui em São Paulo, a periferia desinformada e sem escolaridade votou em Marta Suplicy. Daí você pode deduzir que a desinformação e a falta de escolaridade favoreceram o PT, não é mesmo?

Donde se conclui, por outro lado, que a informação e a alta escolaridade favoreceram José Serra em 2004. O que põe por terra sua teoria desesperada.

Ou estou errada?

Além disso, arrogância típica da esquerda: se existisse mesmo essa relação entre falta de escolaridade e desinformação, o PT já estaria instalado em São Paulo há muito tempo, porque o que mais existe por aqui é gente sem ensino médio completo.

Sem escolaridade, mas não burra. Há uma diferença, se ninguém lhe disse.

Já ouviu falar em sabedoria popular? Não aquela do Jardim Pantanal, não. A sabedoria difusa, que circula diariamente entre Pirituba e Campos Elisios, Sapopemba e Santo Amaro, entre a Paulista e o Tatuapé, entre a Berrini e a Barra Funda?

Pois é. Invente outra. No dia em que você concluir que Dilma está afundando porque é arrogante, autoritária e que sua plástica não colou, ou então que a baixa escolaridade também prefere alternância de poder, eu poderei pensar em começar a lhe dar crédito.

Por enquanto, seu argumento está fraquinho. Tente outra coisa.