A tortura da memória

Hoje rola uma festinha de aposentadoria definitiva do seu Fulaninho, “o rei dos cíceros e dos didots”, de uma conhecida editora jurídica de São Paulo na qual trabalhei.

Seu Fulaninho sempre foi um gentleman comigo, homem fino que é. Me tratava (e me trata, nos falamos até hoje) com uma deferência que não tinha em relação à maioria da mulherada local. Também pudera. Elas, como cabe a qualquer Merdilaine, achavam que seu fulaninho não passava de um velhinho esclerosado, que tinha mais era de se afastar pra dar lugar à imensa massa de mão-de-obra desqualificada vinda de Artur Alvim.

Trocar ideias com seu Fulaninho sempre foi um dos meus prazeres na hora de driblar o silllviço. Afinal, foi ele que conseguiu dar a um tijolão mensal cheio de acórdãos e pareceres um andamento gráfico palatável. Fossem as Merdnaras, botavam tudo em Tempus Sans pra ficar mais muderrrrrrrrrrno e dar um ar holístico.

Hoje passei um imêil pra ele de congratulêichons aposentadorísticas, relembrando coisas, e também a “entrevista” que me deu uma vez, no café, sobre a reação da população – não da esquerda – ao Golpe de 64. Tudo normal, como havia me dito papis. É o tal negócio: “nenhum trabalhador cumpridor de seus deveres foi molestado, etc.”. Seu Fulaninho até chegou a abrigar gente em casa, mas desmente esse terror todo que pintam por aí. “Não ande nos bares, esqueça os amigos/ Não pare nas praças, não corra perigo” durante vinte anos? Não me gasta…

O pesar eterno em relação a 64. Essa visão entumorada da coisa. Descrição de fuga da polícia por gente que tinha 10 anos na época. Se não tem jeito de mentir a idade, apela para o pai: “meu pai foi perseguido pela ditadura, táhhhhh….?”, nem que tenha ido parar na cadeia por ter roubado um peixe na feira.

“Sobreviventes” da ditadura, desde os mais respeitados até os mais furrecas, são uns chatos. Mais chatos que eles só o tabu que se formou em torno disso. É uma coisa quase Elis Regina. Já tentou mostrar por aí que Elis cantava as letras todas erradas? Pois é, vai criticar pra ver o que te acontece.

Prova do autoritarismo de opinião é a história da “ditabranda”, mencionada em um editorial da Folha na semana passada, e que gerou desmaios de senhôuras histéricas que lutam até hoje contra os coturnos e assanhou a panelinha para mil abaixo-assinados.

Você está impedido de fazer qualquer análise diferente da “oficial”, já percebeu? Não pode e pronto. Logo vem uma cusparada: “Seu direitoba!!!”.

Quer ver? Saiu a segunda edição revista e ampliada de Dos filhos deste solo, de Nilmário Miranda e Carlos Tibúrcio (Prefácio de… Tarso Genro), enumerando os crimes de responsabilidade do Estado – e só do Estado (lembrando que agressor pobre não interessa a nós) – durante a ditadura militar, mas abrangendo, desta vez, desde 1961 até 1979.

Interessante: o livro não enumera as vítimas por ordem alfabética. Enumera de acordo com a organização política esquerdóide a que eram ligadas. Esse pequeno detalhe suscitaria uma análise, caso não estivéssemos tão patrulhados.

É isso. Meia-dúzia de estudantes comunistas dizendo que são “o povo brasileiro”. E mais: Elis é a musa da resistência.

  • Vídeo (Youtube): As imagens são de lascar, mas essa música me leva às (boas) lágrimas. Eu tinha 5 anos e cantava isso todo santo dia na minha escola em Santo Amaro. Vai encarar?
  • A respeito, ver textos (muito) mais consistentes no Angelo da C.I.A., no Coturno Noturno e no Reinaldo Azevedo (passim).

Em tempo…

Com essa história de emos X skinheads, estiveram no Flanela pessoas não habituées. Todos jovens, todos opinando sobre a agressão a Juan Guilherme Gomes na praça Silvio Romero, no Tatuapé.

Quando eventualmente a gente aborda um assunto “quente”, é de esperar a quantidade de opiniões. Ótimo. Normal. Nada contra. Mas sempre se tem um certo receio de que o blog seja invadido por almas penadas, que saem do confinamento dos orkuts da vida para assombrar o mundo alfabetizado.

Quando vêm com miguxês, visões de vida retardadas, com a agressividade dos ignorantes e as ofensas, eu corto, corto mesmo. Pode estar da melhor das intenções, até. Não interessa. Sou péssima em pedagogia e tenho mais o que fazer.

Mas ontem foi diferente. Tanto é que liberei todos os comentários e, de certa maneira, me mobilizei em torno do caso. Notei pontos interessantes nas manifestações. Em primeiríssimo lugar, o modo de escrever – um dia, tal como Lombroso, ainda farei um estudo dos caracteres humanos pela redação, pode esperar! Um português bem acima do razoável na visão de gente como eu, que acha que a juventude está perdida com o advento da República Analfabeta de Lula e a falta de modos de dona Marisa Letícia.

Além do português muito bacaninha da garotada, em nenhum momento esses jovens disseram que os agressores NÃO mereciam responder pelo crime. Ressaltaram, com veemência, que os ditos-cujos não são skinheads, e só. Foram coerentes, foram educados e deram suas opiniões normalmente.

A titia aqui ficou contente, viu?

Só quero ressaltar um detalhe pra garotada: a gente tem de ler as coisas como são, sem preconceitos. A mídia não foi mentirosa nem distorceu nada ao classificar os caras como skinheads. Os grandes jornais (podem ir lá reler as matérias…) se basearam em informações da polícia.

Então a polícia é que mentiu? Não. A polícia também não mentiu.

Primeiro que ela ainda está apurando o caso.

Segundo, ela se baseia no que vê em um primeiro momento: um dos agressores tinha a cabeça raspada e trazia uma camiseta com uma caveira estampada. Isso é uma conclusão final? Não. É apenas um indício.

Terceiro, porque a polícia deu essa informação? Simples: em um país como o nosso, e no calor do acontecimentos, policiais acabam por ceder aos apelos da mídia e se veem obrigados a dar alguma satisfação de pronto. Somos o povo do imediatismo. Não toleramos demora e não distinguimos entre uma entrega de pizza e um trabalho mais elaborado e demorado, como é o da polícia – seja a paulista, seja a suíça.

De resto, algo que não posso deixar de dizer: nós, os macaco véio, não distinguimos muito entre as tribos que dividem a juventude. Pra gente, um emo é tão desacorçoado da vida quanto um punk ou uma freira. Depois que o tempo passa e a gente já viu tudo na vida, inclusive a nós mesmos, não precisamos analisar muito pra concluir que quando um adolescente vai ao extremo da fantasia e se enfia em roupas da galeria do rock, pinta o rosto de preto, se tatua e enfia piercings onde pode, ele está se escondendo de alguma coisa. Da família, da escola, ou de si mesmo. É caso pra pensar e se perguntar se é mesmo tão horrível sair por aí de cara limpa.

Alguém aqui está achando isso anormal? Não. É natural que o jovem queira se distinguir. Foi assim com o Rock around the clock (@*!), com os hippies, com os punks e hoje com os emos, e sharps e sei lá mais o quê.  Eu mesma tinha certeza de que era uma guerrilheira urbana quando tinha 16 anos…

O problema é quando se parte para a violência. Resolver questões na base do grito ou da agressão física é coisa de gente que não tem instrumentos mais sofisticados pra lidar com as picuinhas da vida.  Ah, não teve outro jeito? O outro é violento e só entende essa linguagem? Então se afaste. Fuja mesmo. Você não tem nada a ganhar frequentando lugares propícios e se relacionando com gente assim.

Longe de ser uma molecagem, uma simples briguinha de rua, a dinâmica das segregações atuais  entre os jovens beira a marginalidade.

Aí, meu philho, pode esquecer todas as diferenças, as sutilezas, as distinções entre uma tribo e outra. Aquela coisa de “na minha rua se pensa Y mas na outra se pensa Z” vai por por água abaixo. Todo mundo vira marginal e, até onde sei, a Justiça do Estado e o sistema prisional é um só.

Nossos skinheads são coisa nossa

Sabe qual é a graça de indignar-se com um possível skinhead? É quando a gente pode descolar alguma vantagem com isso.

Se todo mundo foi ás lágrimas com o caso de Paula Oliveira na Suíça, era na esperança de aquele país pagar eternamente tudo o que causou no nosso psicológico – o país que tem tudo X nóis que num tem nada. Nem dinheiro ilegal a gente sabe administrar direito.

Se Juan Guilherme Gomes, de 17 anos, é espancado até desmaiar por “skinheads” na praça Silvio Romero, no Tatuapé, a opinião pública não está nem aí. Afinal de contas, nossos skinheads são apenas um bando de gordos com problemas sexuais, uns pobretões de periferia que saem barbarizando por aí porque não conseguem ser nada de relevante na vida. E, o principal, não tem grana, né…

A única reação veio, como de costume, da polícia paulista. Segundo O Globo,

Foram presos o eletricista Gabriel Marques da Costa e o ajudante-geral Felipe Gomes de Mello, ambos de 25 anos. Eles foram reconhecidos por cinco testemunhas que presenciaram o ataque e autuados em flagrante por tentativa de homicídio. Até a namorada de Gabriel disse, em depoimento prestado no 30º DP (Tatuapé), que Juan foi espancado sem motivo.

Os skinheads domésticos são uma gangue violenta que se insurge contra negros, nordestinos e homossexuais. Não contentes em partir com tudo pra cima de pessoas de dada condição intrínseca, agora resolveram que devem exterminar adolescentes enfiados em alguma moda de periferia. A bola da vez são os emos, rapazes pacíficos que se pintam, se tatuam e enfiam esses anéis nas orelhas, e que não fazem mais do que gostar de certo tipo de música e cortar os cabelos da maneira mais boko-moko possível.

“Quem sabe assim esqueça essa moda (Emo) e corra menos riscos” – disse a mãe do estudante.

  • Foto (O Globo): Juan Guilherme Gomes: um choquinho de vida real.

PS.: Devido às várias manifestações nos comentários, entrei em contato com o Delegado Dr. André Pimentel, do DP do Belém. Segundo ele, a polícia concluiu que os agressores são skinheads pela cabeça raspada de um deles, que usava uma camiseta à propos. O Dr. André Pimentel reiterou que a agressão foi gratuita, fato testemunhado pela própria namorada de Gabriel, como divulgado pela imprensa e reproduzido aqui.

O caso, entretanto, está sendo apurado pelo 30. DP, do Tatuapé. Entrei em contato com o distrito e, ao contrário da presteza com que o Dr. André me atendeu, fui informada pelo funcionário Gilberto de que o Dr. Italo Miranda Junior, delegado titular daquele distrito, não dá informações pelo telefone.

PS2: Esta semana (março/2009) me contaram – ME CONTARAM, não estou afirmando – que a vítima passou a noite abordando rapazes indiscriminadamente, numa atividade que talvez cairia melhor exercer nas cercanias da rua Frei Caneca. Alguns rapazes, seguros de sua opção hétero, deram um passa-fora na vítima. Até que por volta das 4 horas da manhã, os acusadosabordados igualmente, resolveram espancá-lo. Reação desmesurada, de qualquer maneira.

Tragédia ambiental no Parque da Aclimação

A chuva de ontem causou estragos na cidade. Isso nem precisa dizer, é um eterno copia-e-cola nas redações.

Mas o que deu pena foi o big-acidente no Parque da Aclimação, cuja tubulação que controla o nível da água foi rompida e o lago, com uma finada lâmina de 34 mil metros quadrados, todo escoado em direção ao Tamanduateí. Peixes e outras espécies ficaram se debatendo na lama, e os frequentadores, que são frequentadores de fato e têm estreita ligação com a vida do parque, chegaram a entrar na lama para salvar os bichinhos que se debatiam. Bombeiros também tentaram entrar e improvisar uma base com madeirite, mas em vão.

Centenas de peixes morreram. E hoje ainda resta resgatar um casal de cisnes que estão no meio do lago.

O parque estava em obras para despoluição, mas a Secretaria do Verde e Meio Ambiente garante que elas não têm relação com o acidente. Os frequentadores pedem manutenção geral no local há séculos. Não me causaria espanto saber que o vertedouro que se rompeu é o mesmo da época de inauguração do parque, em 1939. Fontes: Terra e Estadao.

  • Foto (Angela Eul, VC repórter Terra): Lamaçal: vão fazer uma “perícia”. Meio tarde, não?

Alivia aí pra gente, mermão…

Falar mal do Brasil é um dever patriótico e falar muito mal deveria render uma medalha de honra.

Aliás, hoje reúno tungagens de blogs alheios: o epíteto do Fábio Marton, a photô de Obama pedindo um rabo-de-galo na vendinha, que tunguei da Marie (com autorização), e um comentário que acabo de fazer na Tia Cris, e faço meio que uma saladinha mental.

QUEM VOCÊ PENSA QUE É?

Já começa por aí. Criou-se, especialmente depois da ascenção de Lula ao poder, uma consciência geral de que maldizer qualquer aspecto do país é coisa de pobre de direita. Não pode mais. Se você se referir a “malandragem”, “roubo”, “justiça”, “sem-vergonha”, “vaca” e “filho-da-puta”, é um estúpido, ignorante, insensível, feijão-com-arroz, pão-com-ovo e defensor das porradas da polícia em qualquer cidadão. E dos grupos de extermínio, e da ditadura, e da tortura.

Tirando os pobres-pobres-mesmo, que pra esses ninguém está ligando, vamos à página policial:

Ninguém, jamais em tempo algum pode jogar uma criança pela janela porque isso é uma monstruosidade. Se somos classe média, sem problemas financeiros, foi um ladrão quem o fez, e acredito nisso até o julgamento final. Não da justiça terrena, porque essa pode ser injusta e corrupta. É a justiça divina mesmo, quando então diremos: oh, como Deus é injusto!…

Se você matou sua mulher com 40 tiros, você merece um tratamento carinhoso porque seu amor era muito grande e o ciúme ultrapassou todos os limites de referência. Você pirou de amor porque ela era uma mulata de parar o trânsito, entende?

Se você foi eliminado de um reality show ou do carro de destaque na avenida, a população exige que você apareça em todos os programas explicando suas densas, consistentes e inquebrantáveis razões para ter sido isolado tão cruelmente. Inveja…

Você é um artista decadente? Culpa da indústria fonográfica, da crueldade da Globo que escolhe jovens sem talento, culpa do sistema.

Se seu livro não vende, foi a editora que te roubou.

Se seu projeto não foi aceito, é porque o grupo que seleciona passou um conhecido na frente.

Sua neta te enfiou uma faca por causa de cem reais? Tadinha, ela estava precisando do dinheiro e você só não deu porque não tinha mais nada naquele mês, mesmo.

Seu cunhado bate na mulher? Coisa lá deles, é melhor não se meter, até porque eles se amam de paixão.

Você levou anos comendo igual um porco até atingir obesidade mórbida e fez de um tudo pro seu diabetes chegar a 800,  jurando de pés juntos que seus 500 quilos é tudo hormônio, e o hospital não tem vaga? A culpa de sua situação é do sistema de saúde, que é uma merda, é desumano e não pode socorrer você.

Você é uma artista famosa e caiu de amores por um marginal que morreu de overdose? Ele não era marginal, tá? Estava passando por problemas e não resistiu às drogas, e você não é uma velha otária: é uma mulher forte e cheia de vida que vai dar a volta por cima.

Você foi barrado no aeroporto de Madri? Preconceito.

Você foi despedido da Embraer? Não foi por que você era mais facilmente substituível que o engenheiro lá de cima. É porque você foi injustiçado pelo sistema capitalista e pronto.

Você (espalhou por aí que) era adê, trabalhava legalizada e ainda por cima estava grávida, e mesmo assim foi denunciada por autoridades suíças por dar o golpe da gravidez seguida de casamento pra ter visto definitivo? Xenofobia, xenofobia pura!

***

Baniu-se, de nosso lindo país, a possibilidade da fraude, da esperteza e da sem-vergonhice.  Só os políticos e os pobres-muito-pobres são capazes de fazer isso porque, por algum motivo que ainda não é detectável, eles não são de nosso mundo.

Evoluímos pra cacete, tá? Nosso tempo de caçar índios e negros já se foi, e hoje somos supercivilizados e tal. Se ainda temos delitos, é porque viramos uma sociedade metade louca, metade oprimida socialmente. Em contrapartida, países do eixo (leia-se Estados Unidos e Europa) são cruéis, autoritários e conservadores, prontos a cometer qualquer atrocidade contra nós, os visados e perseguidos por causa de nosso joie de vivre e nosso destino de dominar o mundo na boa, só na conversa, só na base do paz e amor, instando todo mundo a se abraçar nas missas e no Carnaval.

***

Se eu tô dizendo que não há nada que presta no Brasil? Longe de mim. Tenho ouvido muito Dominguinhos, Elomar e Vital Farias, por exemplo. E revendo tudo do Almir Sater e Renato Teixeira. Tem muita coisa boa mesmo. Mas o resto, esse resto aí que você está pensando, não presta e não presta mesmo.

Assinado: a pobrinha ignorante.

Até que a derrota os separe

Separadíssimos. Confirmado e reconfirmado pela imprensa junto à assessoria da fofa para assuntos políticos.

Pelo menos o cara, que tem um blog muito do boko-moko e até já se valeu deste humirrrrde Flanela, foi pheeeeeno® e esperou uns meses.

Fica difícil pra ela arrumar outro com o perfil pragmático de Wermus, já que São Paulo não lhe dá mais bola meeeeesmo.

Quanto ao fofoleto….,  sei lá, pode tentar a Dilma. Afinal, ela está “no ponto”. Além de tudo, acabou de sair do estaleiro.

  • Photô (Tiago Queiroz/AE): Cogitou-se até que a festinha de aniversário que Marta ofereceu para Dilma, dias atrás (chamada lombrosiana pelo Aluízio Amorim), pudesse devolver o romantismo ao casal, veja você o desespero…

Sou Bob desde pequenininha

Antes, peço desculpas a vocês porque estou entupida de silllviço, por isso não ando podendo postar todo dia e da maneira que desejaria.

Mas vamos a Bob, o símbolo do relativismo de cambulhada. Ele corria o risco de ser apanhado pela carrocinha, depois de denúncias anônimas da direita lincha-lincha de que era um risco de perigo aos transeuntes de uma praça em Campinas.

Passados alguns dias, de vira-lata sem qualquer assistência Bob virou paixão nacional: ganhou cirurgia de castração e um vale-spa eterno numa pet shop de Campinas, com direito a banho, tosa e tratamento veterinário. E coleira, festa e faixa (foto), que alguém resolveu bancar também.

Hoje, ele tem um fã-clube de cerca de cem pessoas que vêm aqui na praça só por causa dele. Trazem cobertor, biscoitinho, levam para o pet shop. Todo mundo ama ele.

Todos ficaram contentes porque Bob agora não está mais sujeito ao desleixo de todos. Tendeu?

  • Foto (Estevam Scuoteguazza/AAN): Biscoitinho dá tártaro. Será que não tem um ente nacional e constituído que lhe possa fornecer ração, de preferência diante das câmeras? Ai, ai, ai!